11 sintomas de um distúrbio emocional que quase endividou minha família e colocou em sério risco o meu casamento

11 sintomas de um distúrbio emocional que quase endividou minha família e colocou em sério risco o meu casamento

Ansiedade, o “novo mal do século”. Compartilho abaixo uma questão que é vista de maneira equivocada por muitas pessoas. No meu caso, quase fui à insolvência civil por não enxergá-la como um problema de saúde

Segundo o médico psiquiatra Augusto Cury, autor de diversos livros que, somados, já venderam mais de 22 milhões de exemplares, o “novo mal do século” é a ansiedade.

Essa afirmação está na capa do seu livro “ANSIEDADE – COMO ENFRENTAR O MAL DO SÉCULO” (Cury, Augusto – São Paulo: Saraiva: 2014).

A ansiedade é considerada um distúrbio quando ela ocorre em momentos que não se justificam ou quando é tão intensa ou duradoura que acaba interferindo com as atividades normais do indivíduo (Dr. Antônio Egídio Nardi – Coordenador do Laboratório de Pânico & Respiração – UFRJ) – fonte: http://emedix.com.br/doe/psi003_1f_ansiedade.php.

Esse distúrbio pode se agravar para inúmeras doenças psíquicas mais agressivas como a depressão ou a síndrome do pânico por exemplo, e é capaz de destruir vidas e lares em questão de meses se não for detectada e tratada.

No meu caso, esse “novo mal do século” trouxe um problema bem específico, que pode estar instalado no seu lar e você sequer percebeu ainda, podendo ser tarde demais quando notá-lo.

Então, peço que leia esse artigo até o final e veja os 11 sintomas facilmente detectáveis da ansiedade (os números 1, 2, 3 e 7 eram muito presentes em casa e eu nem me tocava).

E se você se identificar com algo, não relacione esse mal com “frescura”, ócio ou algo do gênero – você pode estar precisando de ajuda. Busque-a.

A história abaixo é baseada em fatos reais. Alguns detalhes foram acrescentados e outros subtraídos para melhor preservar a nossa privacidade.

Era uma manhã de um sábado qualquer, mais ou menos entre maio e junho de 2013, por volta das 11h00.

Céu azul, dia bonito, clima agradável (nem frio, nem calor), comércio da minha cidade lotado.

Eu, minhas duas filhas (de 01 e 05 anos na época) e minha mulher passeávamos por lá, com o objetivo de comprar calçados para as crianças.

Mudança de estação pela frente, começaria o inverno e as meninas, segundo minha esposa, “precisavam urgente de uma bota cada uma”.

Sem problemas. Estávamos financeiramente preparados para essa compra.

Tudo ia bem e parecia que o objetivo seria cumprido com tranquilidade, até que, em uma enorme loja de departamento – daquelas que vendem desde potinhos plásticos até roupas de grife –, um vestido “tomara que caia”, verde com estampa florida, de R$ 300,00, chamou a atenção da minha mulher.

Aquela conversinha básica (olha amor que lindo!), concordei com a beleza da peça e sugeri que retomássemos o nosso objetivo – as botas.

Como você é grosso, replicou ela.

Pedi desculpas, ela olhou o vestido mais um pouco e fomos para o departamento de calçados.

Enquanto experimentávamos as botas nas crianças, minha mulher disse que não estava se sentindo bem. O corpo formigava e havia algo errado com ela, mas não sabia explicar exatamente o que sentia.

Pouco mais de um minuto depois, ela disse que precisava daquele vestido, de qualquer jeito.

Ela estava apreensiva, nervosa, irritada e intolerante com a hipótese de ser contrariada.

Praticamente chorou por causa de uma peça de roupa, como uma criança querendo um brinquedo.

Senti que algo não ia bem naquela situação e acabei cedendo e parcelando o tal vestido no cartão de crédito.

O clima tenso dela foi embora, mas o meu não.

Encarei aquela situação como um ato infantil, uma verdadeira birra da parte dela por não aceitar o fato de que não era o momento oportuno para comprar uma m. de vestido. Acabei me excedendo no sermão e brigamos feio naquele dia.

Fatos semelhantes ocorreram num curto espaço de tempo (questão de três meses) e nossos vencimentos quase não cobriam mais a fatura do cartão.

Comecei a me dar conta de que fatos passados já tinham ocorrido também, mas sem a minha percepção do problema.

Nossa relação e finanças se tornaram insustentáveis e quase nos afundamos em dívidas.

Com uma boa dose de atraso, finalmente percebi que aquilo não era uma simples questão de falta de controle financeiro e, assim sendo, ao invés de formalizarmos um divórcio, optamos por procurar ajuda médica.

Hoje, as coisas estão de volta no lugar e cuidamos todos os dias para que assim permaneçam.

Minha mulher sofre de ansiedade (hoje controlada), que era materializada pelo desejo de compra, sendo que nenhum argumento lógico era capaz de conter o ímpeto da aquisição compulsiva.

Aflição, agonia e desejo veemente e impaciente é um sintoma que pode ser percebido facilmente pelo próprio ansioso e pelas pessoas que o cercam.

No meu caso o transtorno transformou-se em compulsão por compras, mas existem dezenas de caminhos até piores que o ansioso pode seguir se não detectar e tratar adequadamente, como as já mencionadas depressão e síndrome do pânico.

Minha intenção aqui é alertar a todos sobre um problema que, além de quase me levar à insolvência, chegou perto de subtrair uma das poucas coisas que nem sempre o dinheiro consegue comprar: uma família mentalmente sadia e equilibrada, com amor, paz e prosperidade dentro de casa.

Então, se você se identificar com algum dos sintomas abaixo ou notar que alguém que você ama exterioriza algo parecido, encare como uma questão de saúde e busque ajuda.

Todos são autoexplicativos e fáceis de serem notados:

1) Fadiga excessiva ao acordar: você dormiu a noite toda, mas parece passou a noite em uma balada?

2) Fadiga inexplicável: parece que um caminhão passou por cima de você, sem qualquer explicação aparente?

3) Dores de cabeça ou tensão muscular durante quase todo o dia, também sem razão alguma?

4) Mãos trêmulas?

5) Falta de ar?

6) Dificuldade em lhe dar com pessoas lentas?

7) Irritação ou intolerância a contrariedades?

8) Sofre por antecipação?

9) Baixo limiar para frustração?

10) Déficit de concentração e de memória?

11) Dificuldades em realizar uma tarefa por já pensar na próxima?

Se você disse sim a alguma ou várias dessas questões, talvez seja uma pessoa com o distúrbio da ansiedade.

Existem mais de uma centena de outros sintomas, mas geralmente esses são os mais presentes e mais fáceis de detectar.

Deixo aqui um link de um vídeo da psicóloga Priscila Silveira (https://www.youtube.com/watch?v=x4yJeq1qiXk), no qual ela explica uma técnica/exercício de 08 passos, chamada A.C.A.L.M.E. – S.E. – é bem interessante.

Essa técnica foi adaptada pelo psicanalista, Professor Doutor Bernard Rangé e as pessoas estão mantendo um bom feedback sobre ela.

Se esse texto ajudar uma única pessoa a descobrir, conversar e buscar ajuda sobre o tal “novo mal do século”, minha missão aqui foi cumprida.

Portanto, se essas informações te ajudaram de alguma forma, se você passa ou já passou por algo parecido, se você acha que faltou algum detalhe ou tem uma história semelhante, deixe seu comentário abaixo. Juntos, a mensagem chega mais longe.


Fonte: Artigos Administradores / 11 sintomas de um distúrbio emocional que quase endividou minha família e colocou em sério risco o meu casamento

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