15 propagandas antigas que dificilmente veríamos hoje em dia

15 propagandas antigas que dificilmente veríamos hoje em dia

Selecionamos algumas peças com teor machista, racista e “politicamente incorretas” que se fossem exibidas hoje causariam tumulto nas redes sociais

Dizem que vivemos a época do politicamente correto – especialmente no humor e na propaganda – e não é raro encontrar gente se reclamando disso. Mas, ao longo da história, agências, marcas e criativos, de fato, deram à luz algumas iniciativas que não tem muito como defendê-las. Frutos de estratégias furadas ou simplesmente reflexos da época, essas peças e campanhas ofendem mulheres e negros, usam imagens de crianças de maneira abusiva, não se importam nem um pouco com a saúde dos consumidores, promovem o bullying, entre outras coisas.

Na história da publicidade brasileira, mulheres já apareceram como incapazes de dirigir, armas foram anunciadas como uma forma de melhorar o sono e leite condensado – acreditem – foi vendido como um alimento capaz de substituir o aleitamento materno.

Selecionamos algumas propagandas que se fossem exibidas hoje causariam tumulto nas redes sociais, mas passaram sem muito alarde em suas épocas. Confira abaixo:

Leite condensado como substituto para o leite materno

Em décadas passadas, mais precisamente nos anos 1940, o Leite Moça promovia campanhas em que se colocava como uma alternativa nutritiva para o leite materno. Nas campanhas, a empresa dizia que a composição do produto tinha um “alto teor vitamínico”. Confira:

Propaganda de armas

Antigamente, a legislação brasileira permitia o anúncio de armas na mídia. Essa permissão fazia com que muitos fabricantes lançassem comerciais como esse da Taurus, que promovia a arma como uma garantia de “sono melhor”:

Tesouras do Mickey

Em 1992, o vídeo publicitário das tesouras do Mickey e da Minnie colocava uma criança gritando na tela: “Eu tenho e você não tem”. A campanha recebeu milhares de queixas no Conar por estimular o constrangimento entre as crianças. Até hoje o vídeo é usado na hora de debater os limites da publicidade infantil:

Caracu com ovo para crianças

Cerveja com ovo para crianças? Em 1959 isso era permitido e ainda podia ser transmitido no horário da programação infantil. A bebida parecia café, por isso era constantemente associada a uma alimentação forte e saudável:

Mulheres e carros

Além de constantemente objetificadas, as mulheres sempre precisaram lidar com as piadinhas da indústria automobilistíca. Quando o Fusca foi lançado no Brasil, a Volkswagen dizia que as esposas seriam responsáveis por acidentes e problemas no trânsito:

Nesta outra, a mulher aparece agredida, em uma comparação no mínimo infeliz de seu rosto com com a lataria de um carro:

Os Flinstones e os médicos vendendo cigarros

Hoje a indústria do cigarro é extremamente regulada em relação à propaganda, mas nem sempre foi assim. Durante os anos 1950, empresas chegavam a fazer campanhas voltadas ao público infantil e com personagens de desenhos animados, como os Flinstones. Confira o produto sendo anunciado por Fred e Wilma Flinstone:

Além de personagens da cultura pop, não era estranho ver médicos ou atletas também anunciando os prazeres do tabaco:

No Brasil, essa aqui se popularizou:



Propagandas de cocaína e outras drogas

Durante os séculos 18 e 19, era comum ver drogas de todo tipo sendo anunciadas para fins medicinais. Segundo essas propagandas, ópio era capaz de acalmar bebês e cocaína era um remédio para dor de dente. Embora criminalizada na década de 1970, os anúncios que promoviam a cocaína seguiam circulando, dessa vez com outro sentido. Confira:

Propagandas racistas

O sabão Fairy é produzido pela Procter & Gamble. Hoje é uma marca de detergentes. No passado, a empresa divulgou uma propaganda de cunho racista em que uma criança branca diz a uma negra: “Por que sua mãe não te lava com sabão Fairy?”

Mais machismo

Para a indústria de eletrodomésticos, muitas vezes, as mulheres são as únicas responsáveis pelos serviços de casa. Aparentemente, uma enceradeira era considerada direito adquirido. Será que essa percepção mudou? 

Além de eletrodomésticos, a indústria do álcool também costuma objetificar as mulheres. A marca de whisky Royal Label Extra, por exemplo, elencou “objetos” essenciais para os homens:

Crianças sexualizadas

São inúmeras as campanhas em que vemos crianças apresentadas de maneira inapropriada, sexy e adultizada:

Lembra de alguma propaganda que não citamos aqui? Deixe nos comentários.


Fonte: Notícias Administradores / 15 propagandas antigas que dificilmente veríamos hoje em dia

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