32% dos brasileiros guardam segredos no celular, aponta pesquisa

32% dos brasileiros guardam segredos no celular, aponta pesquisa

O estudo mostrou ainda que apenas 30% dos brasileiros mudam seu comportamento online quando estão em redes Wi-Fi públicas desprotegidas

Uma pesquisa global realizada pela Kaspersky Lab em conjunto com a B2B International mostrou que a relação entre os brasileiros e seus dispositivos digitais muitas vezes é mais próxima que entre melhores amigos: 32% dos entrevistas compartilham com seus gadgets segredos que não querem que ninguém mais saiba. Porém, essa confiança representa um risco para eles, já que os dispositivos podem ser invadidos e suas informações pessoais expostas publicamente.

O estudo apontou que a esmagadora maioria dos brasileiros (89%) armazena informações confidenciais e, às vezes, insubstituíveis, em seus smartphones, como senhas, mensagens, fotos, contatos e arquivos. Além disso, esses dispositivos são levados a todos os lugares, como no trabalho (68%), carro (46%), transporte público (45%), cama (68%) e até mesmo no banheiro (40%).

Fora de casa, esses dispositivos podem sofrer danos, serem perdidos ou roubados, mas também podem ser invadidos por criminosos virtuais com a intenção de roubar os dados ou até mesmo espionar o usuário. Quem utiliza redes Wi-Fi abertas fica particularmente vulnerável a ataques. No entanto, poucas pessoas tomam medidas para reduzir os riscos.

O estudo mostrou ainda que apenas 30% dos brasileiros mudam seu comportamento online quando estão em redes Wi-Fi públicas desprotegidas, onde hackers podem interceptar dados e senhas facilmente. Outro dado é que apenas um quarto (25%) deles não usam os recursos de segurança disponíveis no dispositivo, como o bloqueio remoto ou a função de localização.

Essa falta de proteção dos dispositivos pode ter um grande impacto. De acordo com o estudo da Kaspersky Lab, 25% das pessoas que perderam ou tiveram seu dispositivo roubado tiveram suas informações pessoais ou secretas divulgadas.

Mas isso não quer dizer que os usuários estão seguros em casa. Neste caso, os riscos são diferentes e, às vezes, o prejuízo pode ser maior, especialmente quando o dispositivo foi invadido e o cibercriminoso tem livre acesso à webcam para espionar o usuário onde ele estiver, incluindo no banheiro.

“O vínculo de confiança entre o usuário e seu dispositivo pode fazê-lo esquecer da segurança. É difícil imaginar que algo que carregamos conosco em todos os lugares pudesse se tornar uma ameaça. Se o usuário não avaliar corretamente os riscos e não proteger seu dispositivo e dados adequadamente, ele pode perder informações confidenciais, dinheiro e até mesmo sua identidade. Normalmente usamos a webcam para observar o mundo e, de uma hora para a outra, ela pode ser usada para espionar o nosso mundo. A segurança não é um item opcional”, ressalta Victor Yablokov, chefe dos produtos para dispositivos móveis da Kaspersky Lab.

Para garantir que seu dispositivo não se transforme em um falso amigo, a Kaspersky Lab recomenda definir senhas fortes para o dispositivo e contas online; manter uma solução de segurança confiável, como oKaspersky Total Security multidispositivos, e tomar cuidado ao acessar sites e baixar aplicativos, especialmente em redes Wi-Fi públicas.

Para verificar se o seu comportamento online é seguro, acesse o quiz preparado pela empresa. Para ver dicas de segurança, confira o blog da Kaspersky Lab em https://blog.kaspersky.com/tag/cybersavvy.


Fonte: Notícias Administradores / 32% dos brasileiros guardam segredos no celular, aponta pesquisa

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