4 erros que você deve evitar ao escolher um curso de PNL ou vai se arrepender amargamente

4 erros que você deve evitar ao escolher um curso de PNL ou vai se arrepender amargamente

Fazer o autodesenvolvimento é uma tarefa estratégica. Um dos caminhos tem sido a PNL. Mas, como escolher um bom curso de PNL e evitar arrependimentos? Esta é a proposta deste artigo

Ouvir o que desejamos ouvir pode significar conviver
com aquilo que deveríamos evitar.

O que leva nos leva a tomar decisões erradas, como escolher um curso de PNL, é nossa tendência de parcialidade. Temos uma predileção em escolher aquilo que combina com nossa opinião e isso influencia nossa maneira de lidar com riscos, mesmo que, em muitas dessas decisões, o que queremos é mudar nossa maneira de tomar decisões baseadas em opiniões erradas, as nossas e as que combinam com as nossas.

As pessoas buscam um curso de PNL essencialmente por três motivos:

1 – Resolver um problema comportamental, como eliminar limitações como medos, inseguranças, dificuldade de realizar algo, como se comunicar e se relacionar bem ou livrar-se de uma memória ruim do passado, dentre tantos outros;

2 – Desenvolver uma nova habilidade, adquirir um aprendizado comportamental com mais rapidez, como por exemplo, se tornar mais assertivo, ser mais criativo ou tomar decisões com mais segurança, etc.;

3 – Um misto das duas opções anteriores. Afinal, ninguém é perfeito.

Escolher é tomar decisões e fazer escolhas envolve três níveis de direcionamento:

1 – Aversão ao risco, querer ter certeza de que a decisão é a certa ou não toma-la, demorar demais para decidir e ao fazer isso o cenário já tenha mudado;

2 – Atração ao risco, decidir com base no impulso ou fundamentado em promessas exageradas de resultados. No mercado de ações, quanto maior o retorno, maiores são os riscos, você pode perder muito, mas também pode ganhar muito;

3 – Neutralidade ao risco. Significa ser capaz de ponderar, de fazer análises e alinhá-las com os objetivos, circunstâncias e tomar a decisão com base nessas variáveis.

Tomar decisões na vida é como decidir-se por uma aplicação. Você não investe seu dinheiro para perder. Da mesma forma, não vai investir seu tempo e dinheiro num curso sem saber o que espera deste curso e nem sobre quanto de risco pode correr.

Vamos aos 4 Erros que Você Deve Evitar ao Escolher um Curso de PNL ou Vai se Arrepender Amargamente:

1 – Não saber definir claramente o que é PNL.

Muita gente associa a PNL ao pensamento positivo, ao livro ou filme O Segredo e a outras filosofias de mudanças com tendências metafísicas. Normalmente o apelo desses cursos é fundamentado em frases de efeito como: “Se você quer. Você pode”, “Você conquista aquilo que almeja”, “O universo conspira sempre a seu favor”, etc. O apelo é sempre para uma facilidade exagerada, quase mágica e com zero de esforço. A sensação é a de que somente por se inscrever num curso desses você já alcança os objetivos, uma espécie de milagre auto realizado por sua mente sábia…

2 – Pensar que a PNL é o curso e não a metodologia

A PNL é uma metodologia que pode ser utilizada em diversos tipos de atividades, como foi dito nos três itens que abriram este artigo. Um curso de PNL é essencialmente o que se propõe a ensinar o que é e como aplicar a metodologia da PNL para algum fim. Um curso em que o uso da PNL é feito pelo instrutor, mas que este conhecimento não é passado aos alunos, não é um curso de PNL, mas sim que usa a metodologia ou suas ferramentas.

Nem sempre as propostas estão claras. No primeiro caso, a proposta é a de que você vai aprender algo de PNL e saberá aplicar isso em si mesmo ou noutras pessoas.

No segundo, o que acontece é que o instrutor do curso vai utilizar a PNL, como por exemplo, para melhorar sua didática, mas, você, não necessariamente, vai aprender a fazê-lo também;

3 – Tomar a PNL como uma filosofia, na qual você deve acreditar

A PNL não necessita de uma crença de seu usuário para funcionar.

A ciência utiliza o efeito placebo, que nada mais é do que uma representação, com as mesmas características do experimento verdadeiro, mas que não apresenta nenhuma estrutura ou substância relevante em sua composição. É inócua no conteúdo e é utilizada para controle de um experimento. O efeito placebo ocorre exatamente pela expectativa ou crença do usuário no que está utilizando.

A palavra placebo vem do latim, do verbo “placere”, significa “agradar”. O efeito placebo ocorre quando, num experimento, um grupo de pessoas é submetido a um experimento válido, podendo ser um medicamento, a aplicação de uma metodologia como a PNL e o outro não.

Nenhum dos dois grupos sabe ao que está se submetendo, se ao verdadeiro experimento ou ao placebo dele. O efeito placebo acontece quando pessoas do grupo de controle (do placebo) obtêm resultados desejados. Se num estudo de medicamento, logram melhoras, se no uso de uma metodologia, alcançam êxito. O poder do placebo está na expectativa da pessoa sobre o placebo, não no placebo em si.

Por outro lado, quanto maior for a diferença em favor do experimento ativo, melhor será sua eficácia, pois isolada a expectativa, o que faz o resultado é a propriedade do objeto testado, um medicamento ou uma metodologia, como a PNL.

4 – Pensar que tudo que é sensorial é PNL

A PNL lida com a estrutura da experiência subjetiva da pessoa. Experiência subjetiva representam as memórias e seus significados sobre o que acontece com essa pessoa em particular e não com outra.

Nós dois, expostos aos mesmos estímulos em dado contexto formaremos memórias distintas daquela experiência, daremos significados distinto a elas e, claro, teremos reações diferentes advindas daquilo. Um de nós pode ser influenciado positivamente pelo episódio e o outro negativamente, um pode gerar um comportamento altamente produtivo e o outro desenvolver uma limitação. Isso é assim porque cada um codifica o mundo de uma maneira particular e exclusiva, com base em suas experiências de vida, cultura, valores, crenças etc.

Como essas experiências são processadas pelos sentidos e armazenadas no cérebro em áreas sensoriais especializadas (córtex visual, auditivo, gustativo, olfativo, tátil, somatosensorial) e a PNL lida com estes códigos sensoriais, eles se popularizaram como Visual, Auditivo e Cinestésico – VAC, criando uma confusão de que tudo que é sensorial é PNL e confundindo muita gente. Toda experiência é sensorial, mas tudo que é sensorial não é PNL.

Muitos cursos apelam para afirmações de que você usará o seu visual, o seu auditivo e cinestésico no curso. Em qualquer curso isso acontecerá, não é?

Se você souber evitar essas quatro armadilhas pode fazer uma escolha mais acertada e obter os resultados desejados. Para isso, tome quatro cuidados fundamentais:

1 – Pesquise sobre o que é realmente PNL, aprenda a distingui-la filosofias de vida, a PNL não tem frases de feito, mas sim pressupostos que são logicamente explicados. Por exemplo, “O mapa não é o território”. Isso quer dizer quem uma representação de algo não é o que representa. Uma fotografia sua não é você, mas uma representação de um momento de sua vida. Com nossos modelos mentais acontece a mesma coisa, nós podemos mudar nossa maneira de pensar e mudarmos através disso.

2 – Tenha em mente que a PNL é uma metodologia comportamental e não um curso em si. O que vai definir que tipo de curso você busca são seus objetivos. O ofertante do curso deve ter isso bem definido e esta é uma das primeiras perguntas que ele deve fazer a você: O que você deseja alcançar com a PNL? Ao ler sobre o curso você deve ter isso claro. O que você quer deve estar nos três exemplos que listamos no início do artigo e como alcançar isso bem definido na proposta do curso.

3 – Saber que a expectativa conta, mas que o que definirá os resultados será o conteúdo técnico do curso e a capacidade de executá-lo do instrutor. Você não escolheria um curso de culinária se quisesse aprender a pilotar aviões. Um erro de expectativa pode pôr tudo a perder. Portanto, mesmo que você seja cético em relação à PNL e quer descobrir por si se ela funciona ou não, o recomendável e adotar uma postura de neutralidade e avaliar os acontecimentos com isenção.

Leia sobre o curso, converse com os promotores, preferencialmente com um dos instrutores e avalie se oferecem credibilidade ou só falam coisas como “este é um curso maravilhoso que vai mudar a sua vida”…

4 – Certifique-se de que o curso tem uma proposta clara de resultados a serem alcançados, se você vai aprender as técnicas ou só vai se submeter-se a elas, se o trabalho é baseado em troca de experiências dos participantes, como grupos de ajuda, ou se é mantida a individualidade e a discrição de cada participante sobre sua vida.

Os bons cursos de PNL respeitam a individualidade e não precisam que as pessoas se exponham para aprenderem e obterem resultados.

Por último, a PNL é um método que utiliza ferramentas. O que define se as ferramentas funcionam ou não é a capacidade de quem domina o método de definir qual a melhor ferramenta para determinado objetivo e, obviamente, como a pessoa maneja esta ferramenta. O poder da PNL não está na técnica em si, mas em, para que, em quem e como esta técnica é aplicada.

Artigo publicado originalmente no site do Ibga.


Fonte: Artigos Administradores / 4 erros que você deve evitar ao escolher um curso de PNL ou vai se arrepender amargamente

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