7 lições da administração que você deve aprender com os clássicos personagens do Street Fighter

7 lições da administração que você deve aprender com os clássicos personagens do Street Fighter

Use um dos maiores sucessos do mundo dos games para agregar lições de gestão e liderança para a sua carreira

Quando criança, eu era danado: todo final de semana eu tinha que separar um tempo para rodar meus jogos no SNES. Os ponteiros do relógio pareciam ser meus inimigos e não raramente eu percebia que já era madrugada quando os meus dedos destruíam todos os chefes que surgiam na tela da minha TV. Assim, enquanto os meus olhos teimavam em se fechar, meu coração pelejava contra o sono para ter alguns minutinhos a mais de júbilo e contentamento frente a esses imaginários e entusiasmantes cenários.

O curioso disso tudo era que além de movimentar muito as minhas mãos, eu conversava bastante com os jogos (hilário não?) e isso perturbava a minha mãe: que me perguntava sempre se eu estava ficando louco, pois eu falava sozinho no meu quarto durante longas horas. Contudo, eu garanto: era por pura empolgação, porque aquela maravilha distinta jamais me deixou irritado, nem por um segundo sequer – a não ser nos dias em que a energia acabava -.

Sendo mais que sincero, eu era tão vidrado naquele console que postergava até mesmo as minhas saborosas refeições. Lembro de uma torta de morango que minha tia fez especialmente para mim e que eu não degustara nem um punhadinho de cem gramas só para aproveitar um pouco mais daquelas fantásticas criações.

Naquele tempo, eu era um privilegiado por contemplar tantas invenções e excentricidades. Depois de jogar muitos jogos como Mega Man, Asterix, ActRaiser, Teenage Mutant Ninja Turtles IV, Knights of the Round, Metal Warriors, Wild Guns, International Super Estar Soccer Deluxe, Donkey Kong Country, Top Gear, X-men, Sunset Riders, um grande amigo meu finalmente me apresentou o game de luta do momento: o Street Fighter 2. Não me esqueço daquele dia: quando colocamos a fita, rapidamente ficamos apaixonados pela seleção perfeita de golpes e movimentos que os personagens executavam. Compreenda o êxtase: era algo surreal, autêntico e sempar, não sei como explicar, mas simplesmente não dava para parar de jogar SF2: aquilo nos hipnotizava de tal maneira que não conseguíamos nos desvencilhar da tela, como um imã que puxava nossas pupilas diretamente para as linhas virtuais do referido oásis.

Tenho lembranças inesquecíveis desse tempo: das fichas que perdi nos fliperamas, das vitórias esmagadoras nos torneios que eu criava e também da alegria em derrotar o último vilão da trama (sempre com muito suor e lágrimas). Seguramente, essas cenas emocionantes são meu lúdico troféu, erguido nas memórias que me fazem ter saudades incontroláveis desses esplêndidos e sublimes momentos.

Meu encantamento por SF foi tão forte que “hibernei” todas as outras fitas que estavam na minha estante (e olha que eram muitas) e passei a dar prioridade total para a criação mais estupenda que o Super Nintendo abrigou, dominando cada vez mais as técnicas e combos dos lutadores – como um ninja desenfreadamente sedento de poder e múltiplas habilidades. Em um curto espaço de semanas eu já me sentia imbatível, implacável e imparável, de tanta determinação e arrojo que eu havia aplicado na busca pela excelência, tendo uma sensação motivacional intensa por dominar tantas sequências incríveis de choques, dinamismos e fluxos que os guerreiros reproduziam na frente dos meus brilhosos e estrondosos olhos.

Como administrador, preciso admitir: a Capcom – criadora do jogo – nos brindou com um ensinamento rico em estratégia e sabedoria. Permita-me explicar objetivamente: depois do fracasso de Street Fighter 1, a companhia japonesa resolveu não desistir do protótipo, regenerando os pontos fracos da primeira versão e elaborando pontos importantes que inexistiam no aludido projeto inicial, trazendo, dentre outras coisas, uma jogabilidade mais interessante, trilha sonora inovadora e diferenciada, personagens extraordinariamente carismáticos: donos de punhos marcantes e vozes hipnotizadoras e, principalmente, cenários meticulosamente lapidados, dando uma aula de empreendedorismo e persistência para ganhar o mercado de forma incontestável e matar seus concorrentes pelo alinhamento perfeito entre competência e criatividade – qualidades aterrorizadoras e titanicamente eficazes contra qualquer tipo de adversário -.

Com todas essas qualidades individuais e a mórbida perseverança de seus criadores, Street Fighter 2 foi um sucesso absoluto por todos os cantos do mundo, mudando para sempre a história dos jogos de luta pelo ineditismo de suas variáveis e pela singularidade de suas peculiaridades. Agora pense comigo: se esses japoneses não tivessem acreditado em suas idealizações, essa obra prima jamais teria nascido, atrasando a evolução do universo virtual e frustrando milhares de pessoas que não teriam a honra de vislumbrar tamanha engenhosidade. Em outras palavras, o que essa fatídica história nos ensina é que para uma ideia se perpetuar integralmente é fundamental que ela passe pelos obstáculos da morte, sobrepujando objeções para finalmente se estabilizar por intermédio da inteligência e tenacidade de seus obstinados e focados criadores.

Conhecendo amplamente o mercado, usando esse notável êxito como inspiração e procurando trazer para o painel da administração essas poderosas vantagens, elaborei 7 lições que aprendi com as estrelas virtuais de Street Fighter, de modo a aprimorarmos nossas faculdades organizacionais por meio do supracitado e reverenciado game. Confira:

1 – Ryu: após perder seus pais, o japonês de punhos enfurecidos foi adotado por Gouken, um mestre das artes marciais que o discipulou. Treinado junto com seu melhor amigo Ken Masters, o karateca desenvolveu múltiplas habilidades e passou a ser um concorrente quase imbatível. Dominando golpes como Hadouken, Shoryuken e Tatsumaki Senpukyaru, Ryu se tornou um lendário ícone da história dos jogos de luta: uma espécie de revolucionário que impulsionou os jogos do gênero para além das estrelas e fez com o que o mundo dos games nunca mais fosse o mesmo.

Além do carisma e da força torrencial, o bravo guerreiro possuía uma característica interessante e muito pouco convencional: sua dupla personalidade. Ela fazia com que ele travasse uma briga ferrenha entre a luz e as trevas que habitavam simultaneamente seu interior. Quando não conseguia se controlar, Ryu era tomado por uma energia maligna chamada Satsui no Hado, que o transformava em uma criatura sombria de aura vermelha, olhos ardentes e pura intenção assassina. Em outros termos, o lutador bom, justo e leal era trocado por um mal, cruel e sanguinário que existia apenas para causar o caos e a máxima destruição.

No terreno da administração, também temos que controlar o nosso alter ego se quisermos ostentar uma conduta honrosa e estimável. Muitos gestores são coercitivos e vivem manipulando seus funcionários por meio de condutas mesquinhas e tipicamente alienadoras, tornando suas organizações um fétido ninho de invisíveis ditaduras onde são fomentados engodos e ilusões que engolem a motivação desses cooperadores e os fazem inaceitavelmente definhar.

Por isso, é fundamental não deixar o poder ser mais importante que a dignidade humana para que a empresa atinja seus objetivos sem precisar passar por cima dos seus integrantes.

Vejo muitos gurus falando de lucro, resultado e êxito, porém o que mais qualifica um líder é a sua credibilidade, de sorte que quanto maior for a sua reputação junto aos stakeholders maior será sua insígnia assertiva no mercado. Aplicando letras diferentes, ninguém acredita na mensagem sem primeiro acreditar no mensageiro, de modo que um mentor competente é fundamentalmente dependente das suas ações positivas (enobrecidas) para que todos creiam em sua efígie doutrina.

2 – Ken Masters: nascido em uma família rica e abastada, o jovem americano saiu do conforto do seu faraônico palacete para receber um duro treinamento de Gouken (mesmo tutor de Ryu) com o intuito de amadurecer mentalmente e fisicamente. Muito mimado, Masters passou por momentos deploráveis enfrentando a dor, o sofrimento e a agonia de uma capacitação longa e rígida, testando os limites mais elevados do seu corpo, mente e alma para finalmente se tornar um lutador de respeito.

Trazendo esse tremendo ensinamento para a esfera administrativa, devemos compreender que somente com lágrimas e labor é possível crescer e se desenvolver, visto que para estimular nossos dotes adormecidos, potencializar nossas competências visíveis e destronar as fraquezas presentes no nosso núcleo é necessário passar por um enorme vale de espinhos onde nossa a natureza emocional será covardemente testada e provada.

Aceite essa frívola realidade e transforme seus hábitos em contínuos aprendizados mesmo que isso lhe custe noites de sono, esforços indescritíveis e dias sofríveis, porquanto esses perniciosos desafios são a única forma de escapar com vida das masmorras do senso comum e das ínfimas prisões da banalidade.

3 – Sagat: o tailandês praticante do Muay Thai decidiu se tornar um lutador para se defender da violência que assolou macabramente sua infância. Dono de uma alma incontrolavelmente forte, o gigante de tapa-olhos foi um dos participantes mais temidos do torneio por causa de sua agressividade, estatura, agilidade e robustez.

Mesmo tendo todas essas vantagens, qualidades e técnicas de combate, Sagat era um lutador tipicamente honrado. Em um campeonato disputado entre inúmeros lutadores, ele venceu com extrema facilidade, porém na fase final sofreu um golpe terrível causado por sua notável e exacerbada gentileza. Foi mais ou menos assim: após derrotar seu adversário com folgas, Sagat preferiu não finalizá-lo, baixando a guarda para humildemente reconfortá-lo. Contudo, a natureza desse adversário era mal e como tal se aproveitou da bondade do tailandês para aplicar-lhe um duro golpe e vencer covardemente (e injustamente) a referida batalha.

Você deve estar se perguntando: o que tudo isso tem a ver com o mercado? Indubitavelmente tudo, dado que é uma experiência maravilhosa para os profissionais que vivem cercados de gente ruim. Acredite: se você não se afastar dos vampiros da sua comunidade, certamente seus resultados serão comprometidos e sua existência será um verdadeiro fracasso.

Pessoas fofoqueiras, invejosas, pessimistas, indolentes, bajuladoras, mentirosas, enfadonhas, tagarelas e hostis devem ser desprezadas com furor, pois destroem qualquer ambiente pacífico e harmônico. Na verdade, se o seu desejo mor é ser um profissional de ponta, suas interações devem ser tratadas de forma estratégica, de modo que seus parceiros sejam escolhidos a dedo conforme seu propósito existencial.

Você aprecia a sabedoria? Então crie laços com um filósofo, com um professor. Gosta de livros? Procure um amante do conhecimento para trocarem figurinhas. Estima a natureza? Faça amizade com um biólogo ou com um veterinário. Ama pessoas? Então frequente um clube que seja do seu agrado, mas lembre-se: escolha sujeitos que agreguem cenários assertivos para que sua rede de contatos seja um diferencial qualitativo e não apenas uma aglomeração contingencial.

Evidentemente, no meio dessa alegoria de incertezas, você será obrigado a conviver com seres medíocres que enfraquecerão seu espírito, todavia essa é uma excelsa oportunidade de demonstrar para eles que você tem pensamentos próprios e condutas inversas. Falo por vivência pessoal: todas as vezes que encontro gente desalmada e idiotizada busco manter minhas convicções, respeitar essas entidades, escutá-las por educação e jamais contar meus pensamentos e concatenações para elas. É curioso, mas muitos dos nossos pares não merecem ouvir as considerações que nascem no fundo da nossa aura. Afirmo isso porque sei que essas criaturas nunca poderão captar a essência do que desesperadamente tentamos dizer: são surdas para receberem ideias de valor e cegas para contemplarem juízos de vasta relevância.

Para exemplificar essa simples constatação, contarei um fato real e concreto que servirá de base para a supracitada argumentação: em um dia como outro qualquer, eu estava em uma praça bem movimentada no centro da cidade e um artista de rua realizou uma animada e inovadora apresentação. Muito alegre e carismático, ele rapidamente conquistou a plateia que o estimulou a continuar o inoxidável show. Não demorou muito e seu pequenino chapéu de arrecadações ficou recheado de moedas, o que o deixou muito satisfeito, prestigiado, completo e feliz.

Depois de receber os merecidos aplausos daqueles que assistiram a peça, o jovem de vestimenta modesta e cabelos encaracolados fez um agradecimento, chamou seu simpático cãozinho e surpreendentemente apanhou parte do que tinha ganhado e deu de bom grado para um mendigo que estava dormindo do outro lado da rua. Como esperado, a maior parte dos espectadores reconheceu o ato formoso e honrado do agraciado anjo, porém como o mundo é mal e triste alguns estultos criticaram a atitude heroica do rapaz por alegarem luciferianamente que o andarilho investiria seu dinheiro em meras porcarias como “cachaça” e “drogas”.

Oh raios, a caridade é a maior qualidade do ser humano e as pessoas são tão ignorantes que não só não a praticam como também rejeitam aqueles que assim procedem. Um bando de imbecis desafeiçoados que não possuem o mínimo de discernimento para constatar a importância do amor ao semelhante para o planeta ter mais dignidade, justiça, temperança e generosidade.

Então, concluindo a obviedade das obviedades: como eu converterei esses indivíduos se eles gostam de nadar na lama pútrida da burrice, adorando toda a sorte de apatetamentos e leviandades? Jamais perderei meu precioso tempo com esses sujeitos, tendo em conta que é muito melhor seguir meus princípios e valores sem me contaminar com esse vírus letal, cumprindo meu papel sem ser influenciado por essas pífias asneiras. Em outras palavras, eu quero fazer a minha parte independentemente da escuridão que me envolve, ativando a luz do meu espírito para dar esperança ao universo e romper definitivamente esses endemoniados e caducados paradigmas.

Aprenda um irrefutável fato: se não fizermos a nossa parte, não tenha dúvidas: ninguém fará. É como costumo dizer aos meus amigos de estrada: ser altruísta em um vale de total obscuridade é como plantar sementes de carinho no coração daqueles que perderam a confiança, fazendo o trabalho dos serafins celestiais sem esperar nada em troca. Explicando com mais exatidão, o que defendo é que quando nos apresentamos para fazer a diferença no planeta passamos a agir em prol de coisas grandiosas, que vão muito além dos nossos interesses pessoais, dado que pensamos no bem estar da Terra e em como agiremos para otimizá-lo e/ou regenerá-lo. Seguramente, um líder genuíno possui essa filigrana, isto é, a capacidade ímpar de romper padrões e dar novas cores (criatividade) ao lúgubre firmamento que paira sob sua inquietada e energizada cabeça.

4 – Guile: representando o poder da força aérea americana, o topetudo Guile resolveu entrar no torneio para vingar-se da morte de um de seus subordinados. O alvo dele era M. Bison, um maligno vilão que pertencia a uma organização secreta chamada Shadaloo e que havia assassinado cruelmente seu estimado parceiro.

Usando golpes mortais como Sonic Boom, Double Flash e Sonic Hurricane, o intrépido militar partiu para a peleja com valentia e implacabilidade procurando fazer jus a sua pátria e ao mesmo tempo, trazer de volta o orgulho ferido do seu afável escudeiro. Por meio de muita determinação, destemor e disciplina, o centrado soldado detonou seu algoz, porém não quis matá-lo, trocando a doce punição pela amarga honra.

Como gestor de pessoas, reconheço através dessa formidável explanação que a resiliência é a chave que abre todas as portas. Repare que se Guile fosse fraco emocionalmente teria se igualado ao bandido que matara covardemente seu aliado (agindo com ódio e vingança), no entanto, ele deteve um controle psicológico rochoso e não permitiu que um acontecimento pessoal afetasse sua decisão moral.

É isso que precisamos inferir mercadologicamente: no painel dos negócios não vale a pena somar os acontecimentos negativos, porque por numerosas vezes seremos ludibriados, enganados, trapaceados e manipulados por criaturas aparentemente confiáveis. Em outros termos, essa alienadora realidade faz parte da rotina de qualquer gestor e é impossível estabelecer controles sob essa estrambólica e refratária situação.

Isto posto, a única forma de fugir desse labirinto trevoso é praticando a mentalidade do esquecimento, quer dizer, a execução de imerecidos e incontáveis perdões. Só essa decisão permitirá que você seja superior a esses hereges do mal, concebendo atitudes abnegadoras para quebrar esses espelhos do diabo e desmembrar conclusivamente essas perniciosas materializações.

Quantos amigos eu conquistei por ostentar essa faculdade, quantas vendas pude fechar, quantos clientes consegui manter, quantas façanhas pude realizar, quantos revezes consegui executar, e tudo por causa dessa fantástica virtude. Vivo compartilhando essa veracidade porque quando aceitamos esse divino atributo rumamos imediatamente para um patamar onde poucos homens estão, deixando correr em nossas veias os resquícios supremos de um âmago servidor por transitarmos em um jardim colossalmente belo e titanicamente puro.

Destarte, mesmo que sua varanda seja cercada de ervas daninhas e ardilosas toxinas, não titubeie, perdoe. Assim, a liberdade nunca deixará de permear suas formosas e consagradas estradas.

5 – Blanka: com aspecto de uma fera, o lutador Carlos Blanka sofreu uma espécie de mutação genética ao sobreviver milagrosamente a queda de um avião no Brasil. Herdando uma pele esverdeada e uma face monstruosamente aterrorizadora, o guerreiro passou longos anos convivendo no meio de lobos que fraternamente o acolheram e o guiaram no meio de um paraíso verde. Lamentavelmente, após o trágico acontecimento, Blanka perdeu a memória e virou um animal descontrolado. Por sorte, após conviver com vários bichos na mata, conseguiu se restabelecer e dominar uma infinidade de habilidades que o transformaram em um soldado eclético e perigosamente forte: choques elétricos, mordidas bizarras e movimentos selvagens passaram a fazer parte do repertório de golpes do estranho gigante de cabelos alaranjados.

Voltando ao cenário virtual, um fato estarrecedor sobre o personagem acontecia quando game era finalizado: Carlos encontrava sua amada mãe e a abraçava carinhosamente em uma cena emocionalmente épica. Como admirador do jogo, confesso que me simpatizei demais com esse acontecimento, porque enquanto muitos ficariam felizes com um troféu, fama ou reconhecimentos, Blanka simplesmente se realizou por encontrar uma mera pessoa, ou seja, mesmo com uma imagem horripilante e emitindo sons indecifráveis e brutalmente assassinos, o amado monstro preservava um coração afetuoso, demonstrando que no fundo de tudo não passava de uma criatura que queria se encontrar.

Sem dúvida alguma, o que Blanka ensina para os administradores é a necessidade de adaptação, porque para sobreviver ao mercado imprevisível e turbulento que nos cerca é fundamental que nos transformemos o tempo todo, adequando os parâmetros de acordo com os estímulos recebidos pelo ambiente. Daí a importância da polivalência para que um profissional consiga dominar várias vertentes e consequentemente possa ampliar seus domínios e qualificações por intermédio da aplicação estratégica dessas faculdades.

Costumo dizer que um bom líder é o que sabe ser uma casa em eterna construção: recebendo insights para ser lapidado constantemente e solidamente. Me lembro de ter participado de um projeto no ano de 2012 em que tive que executar várias mudanças e correções para que ele ganhasse forma, elegância e sofisticação. Sendo mais do que verdadeiro, se eu não tivesse tido a coragem e a ousadia de por a mão na massa e reverter inúmeros processos erigidos (alguns deles já constituídos a meses), a apresentação do mesmo teria sido um fracasso e certamente não teríamos fechado a venda.

Na realidade, o plano era maravilhosamente bom, todavia os planejadores não levaram em consideração uma atmosfera crucial para o delineamento de qualquer negócio: a cultura. Depois de me aproximar um pouco da aldeia social, percebi que as regras alicerçadas nada tinham a ver com as preferências sociais da comunidade (a lâmpada precisava ser trocada).

Fiquei extremamente chocado ao interrogar os habitantes do lugar (aprendi com Sócrates a arte da dúvida para ceifar pensamentos e posteriormente interpretá-los sob várias óticas diferentes – interrogando mentes para ampliar o meu grau de certeza perante as incontáveis reflexões que nos movem) e compreender que iríamos servir um delicado pudim de leite para uma bruta trupe de leões. Mexendo nas peças do tabuleiro com uma implacável e mórbida motivação, encontrei laboriosamente as trilhas corretas e imediatamente fiz o púbico caminhar pacificamente dentro delas: foi um pouco complicado no início, mas todos chegaram ao fim do percurso sem sustos ou embromações.

Seguindo o raciocínio e tomando o meu verídico caso como modelo, afirmo conclusivamente que todo gestor competente deve conhecer a arte da metamorfose corporativa para se antecipar aos problemas mercadológicos, analisando taticamente o cenário para preencher o quadro com o lápis que melhor se encaixe nos multifacetados traços da moldura: fomentando inteligivelmente uma obra impecável e irretocavelmente perfeita para que todos contemplem seu desirmanado e complexificado talento.

6 – Vega: mesclando ninjútsu e habilidades de toureiro, o participante mais vaidoso do campeonato dava trabalho pela agilidade, velocidade e eficácia de seus golpes. Com uma garra afiada e um estilo sanguinário, o cavaleiro mascarado fazia parte da organização secreta de M. Bison (vilão do jogo) e era um dos pilares mais destacados dos malignos planos do alusivo general.

Coincidentemente, o nome do psicopata narcisista é o mesmo da quinta estrela mais reluzente do céu, sendo esta a mais destacada da imponente constelação de Lira. Diferente do homogêneo astro, o lutador não possuía brilho algum em seu núcleo: era tão somente trevas, trevas e mais trevas.

Esse indecifrável espanhol de olhos sádicos e temperamento incógnito guardava em seu inquieto espírito uma galáxia vastamente negra – recheada de muitas perversidades e incontrolável repulsa pela raça humana. Curiosamente, Vega foi educado para ser um príncipe bondoso e caridoso, porém nunca passou de um híbrido espectro: louco para sugar seres inocentes e arrastá-los para a sua demoníaca jaula, trucidando-os pela maldição de suas entranhadas e supracitadas malignidades.

Anexando essa fábula de diamante ao globo corporativo, Vega nos prova categoricamente que não adianta trabalhar só o lado de fora, haja vista que a essência é integralmente responsável por ofuscar a casca, isto é, o marketing pessoal é demasiadamente inferior às ideias que brotam sinceramente no âmago de todo profissional digno (muitos defendem erroneamente o inverso porque preferem adotar vergonhosamente uma conduta forjada, teatralizada e maquiada).

Olhe e pense: o cavaleiro bipolar se preocupou exageradamente com sua face, cabelos, lábios e molde corporal, esquecendo-se completamente de fortalecer a principal válvula humana: a mente. E, ostentando uma consciência débil e fraca (inconsistente) herdou uma existência puramente insensata que o levou a eterna perdição – vendo melancolicamente seu castelo declinar nas poeiras cósmicas da mediocridade que suas escolhas instintivamente criaram e edificaram.

Com a globalização e a mentalidade contemporânea, a imagem conta muito para o administrador. Isso porque de nada adianta ser versado, dar bons resultados a curto prazo, bolar ideias mirabolantes e descortinar soluções excêntricas se tal escultor não souber como valorizar socialmente essas  positividades. Em outras palavras, a forma como um líder se apresenta para os outros reflete o nível de suas crenças e concatenações. Fatalmente, como vislumbramos ao longo do tópico, essa questão não pode tratada apenas com exterioridades, tendo em vista que sua principal mola impulsora se encontra nas interioridades. Simplificando redundantemente: o lado de fora precisa ser exatamente o que o lado de dentro é, visto que essa é a forma sui generis de preservar atitudes santamente sublimes e imaculadamente virtuosas.

 7 – Zangief: o brutamontes da antiga União Soviética impunha respeito pelo seu porte físico e por suas apuradas técnicas de Wrestling e sambo. Treinado juntos com os selvagens ursos da Sibéria para ser um campeão, Zangief desenvolveu golpes mortais que faziam seus adversários serem destronados vorazmente e rapidamente.

Seu movimento giratório tinha a pujança de uma mágica tempestade e sua “pegada” braçal esmagava os ossos de quem ousasse desafiá-lo. Na arena, o bárbaro via o medo sempre cravado nas pupilas daqueles que o rodeavam, o que elevava inestimavelmente o seu status e o permitia soberanamente se vangloriar.

Como o ogro de músculos avantajados, precisamos contar com uma identidade forte para impulsionar o trabalho em equipe, trabalhando sinergicamente e unificadamente em todos os níveis e ramificações existentes. Uma substância impreterível para a consecução dessa lúdica intensidade é a busca perpétua pela qualidade total onde sejam incitados desafios regulares para o time se sentir entusiasmado e aguçado a buscar o topo do status interno incessantemente e ininterruptamente. Usando letras trocadas, para um funcionário talentoso é enfadonhamente chato ficar em um lugar onde nada de novo acontece: repetindo as mesmas rotinas e procedimentos em uma mesmice duradouramente patética. Desta forma, um gestor visionário deve ter empatia para dar a esses integrantes algo a mais, tendo a ciência criativa de fornecer uma coisa que sobrepuje essas regras, limites e padrões para quebrar essas pífias ociosidades intelectuais enraizadas.

Quando um general souber produzir esse efeito em sua trupe, ativará seus parceiros e os estimulará a serem mais aptos, produtivos e entendidos. Aliás, essa é a grande sacada do líder: instigar seus liderados a abraçarem um grande propósito, um objetivo que valha todo o esforço possível. Clareando as ideias, essa “eureca” incitará o conjunto a vestir a camisa do mentor para que todos tenham um sonho estrategicamente sempar, realizando um mix de idealizações para potencializar a energia vital da organização e torna-la absolutamente inquebrável por intermédio dessa vasta união cerebral.

O Brasil precisa de administradores seguros, éticos, centrados e íntegros para que a pátria destrua suas carcaças imorais e suas moradas de corrupção.

Gerir é um processo que exige muita responsabilidade, e por isso, a figura de um profissional treinado é tão impreterivelmente inegociável. Street Fighter nos mostrou isso e agora sabemos que todos os vencedores possuem marcas, cicatrizes e feridas. Por conseguinte, que assumamos nossa missão para que o país tenha gente disposta a aprimorá-lo e a transmuda-lo, reformulando seus pontos defeituosos sem prejudicar os primorosos.

Quando isso acontecer, as cidades terão o sopro da vitória estampado em suas fachadas, permitindo todos enxergarem o inefável paraíso que habita dentro de cada morador dessa maximizada e super conectada oca. Neste dia, todo individualismo será avidamente enterrado para que reine tão somente as vibrações mentalmente compartilhadas, concebendo recompensas e galardões para os indivíduos que voluntariamente decidiram servir e amar.


Fonte: Artigos Administradores / 7 lições da administração que você deve aprender com os clássicos personagens do Street Fighter

Os comentários estão fechados.