7 qualidades do caráter que todo líder deve ostentar

7 qualidades do caráter que todo líder deve ostentar

Reconheça e incorpore algumas propriedades de uma liderança poderosa e íntegra

Liderança é algo que acontece do lado de dentro. Por isso, todos os líderes são, indiscutivelmente, virtuosos. Ora, e não poderia ser diferente, dado que são responsáveis por coordenar grupos e reger processos altamente complexos, o que os obriga a tomarem decisões assertivas, prudentes e eficientes o tempo todo.

Aprendi que líderes excepcionais são aqueles que conseguem viver integralmente aquilo que pregam, de modo que seus atos refletem fielmente o que suas bocas propagam. Compreendi também que é típico de mentes elevadas servir ao invés de ser servido e mais importante ainda do que todas as coisas expostas até agora: é essencial abrir mão de várias coisas para crescer.

Não seja descrente: comandar não é apenas ditar ordens e receber resultados, visto que envolve muitas tarefas laboriosas e heterogêneas que fazem com que essa atmosfera seja extremamente desafiadora e instigante. Seguramente, isso acontece porque o mercado pede uma gestão de alto nível devido ao fato de competirmos á todo momento e a única forma de alavancarmos forças extraordinárias é por meio do trabalho em equipe, onde todos se unem para a otimização da criatividade e da eficácia organizacional.

Como já externado no primeiro parágrafo, o caráter é a coluna ímpar de toda administração de alta performance e sem ela nada pode ser feito. Em razão disso, resolvi elencar sete traços que não podem faltar no portfólio de um mentor verdadeiramente competente. Confira:

1 – Ter constância moral: um mentor deve inspirar seus pupilos por meio de suas virtudes e princípios, pois o grupo deve aprender com suas decisões e reflexões. Em outras palavras, ele deve ser muito mais do que um exemplo a ser seguido, mas um pilar de sabedoria suprema e transcendental para todos.

Por isso, a justiça e a ética devem ser a base áurea da liderança de qualquer planejador para que sua organização consiga obter resultados extraordinários por intermédio de seus valores e hábitos cotidianos, fazendo as pessoas acreditarem fielmente em sua doutrina e em tudo aquilo que permeia suas inéditas e imaculadas ramificações.

Por conseguinte, tenha ideais nobres, cumpra suas promessas com afinco, seja o mesmo tanto na presença quanto na ausência das pessoas, compartilhe seus conhecimentos e absorva as variadas críticas, tenha humildade e generosidade com todos e seja sempre honesto em todas as suas movimentações.

2 – Saber ouvir, falar e decidir nobremente: o primeiro passo para qualquer liderança de sucesso passa pelo processo de ouvir. Não se engane: a parte mais importante da comunicação não é falar e sim escutar, pois a maioria esmagadora dos problemas passam por nós sem que possamos ao menos nota-los. Portanto, devemos considerar: a empatia, para que saibamos compreender e reconhecer os sentimentos alheios, a perspicácia, para que saibamos perceber as oportunidades visíveis e invisíveis e a tenacidade para que saibamos usar a antecipação a nosso favor.

O segundo passo é o de falar. Parece muito simples, mas muitos comandantes se perdem nesse aspecto, porquanto é demasiadamente complexo encontrar um equilíbrio entre sensatez e autoridade. Não duvide: saber fazer uma ponderação perfeita para que a prudência esteja alinhada ao poder de modo que o receptor receba seu feedback de forma clara, intensa e eficaz é um grande desafio. Para concretizar essa questão, aprenda a desenhar nas palavras e gestos aquilo que existe dentro de você, de sorte que suas movimentações reflitam exatamente as linhas mais acentuadas do seu coração e também os resquícios mais remotos da sua alma.

O terceiro e último passo é o de decidir. Esse processo deve ser realizado de forma imparcial, segura e positiva. Imparcial para que nada pese contra a verdade (patente, amizade, etc.) segura para que o líder transmita autoconfiança e intrepidez, e positiva para que seja benéfica para o todo e não para as partes isoladas (sinergia). 

3 – Ser regido por algo superior: o simples fato da morte já coloca o homem em uma posição limitada. Como se não bastasse essa assustadora e macabra realidade, essa criatura ainda tem que lidar com as suas limitações físicas e mentais em um universo absolutamente competitivo e avassalador. Por todas essas inquestionáveis e estrambólicas razões, Deus (ou qualquer outra força cósmica) é muito importante, visto que faz com que os mentores possam contar com um trunfo único e especial em suas perniciosas caminhadas. Cabalmente, não estou falando de religião, mas sim de um norte espiritual que possa guiar esses profissionais aos seus respectivos alvos.

A vista disso, procure uma bússola e deixe que ela o influencie positivamente, realizando as tarefas corporativas sob o olhar atento e zeloso desse excelso e proeminente guia. 

4 – Influenciar assertivamente: motivar, desenvolver e potencializar pessoas são ações fundamentais de qualquer boa liderança. A motivação serve para fazer com que os colaboradores se sintam importantes para as metas da organização, o desenvolvimento serve para que eles reconheçam os próprios atributos e os use em prol dos alvos corporativos (e de si mesmos) e a potencialização serve para que todos vão além dos cenários banais e estáticos do senso comum (criatividade).

Lamentavelmente, muitos “gestores” tratam seus funcionários como meras peças de uma máquina, gerando tarefas enfadonhas, repetitivas e abjetas que transformam esses notáveis integrantes em reles cumpridores de normas.

Desta forma, desafie as pessoas e as faça ter uma animosa esperança: gerando uma equipe sonhadora e vastamente talentosa por meio de atitudes agregadoras e tipicamente enriquecedoras.

5 – Tolerar sublimemente: lidar com múltiplas personalidades é complexo, pois cada criatura possui suas pessoais particularidades e isso transforma as relações humanas em infinitas incógnitas. Compreenda: os seres humanos são os seres mais imprevisíveis do universo e dentro de uma organização essa variável se torna ainda mais ampla e perigosa. No meio dessa alegoria de incontáveis interrogações, a principal ferramenta do gestor é a tolerância, visto que ela é a estirpe mor da competência interpessoal e funciona como um farol perante as sombras que permeiam o referido ninho. Ela ajudará o líder a manter sua natureza intacta perante os numerosos estímulos negativos que o rodeiam. Usado letras invertidas, essa postura calma fará com que a sabedoria reine sob o orgulho e a consciência do mentor jamais será atingida pelo espírito egocêntrico das trevas.

Assim, seja paciente e longânimo com as pessoas para que as interações sejam sempre pautadas em pilares equilibrados e piamente resilientes.

6 – Agir com transparência: jamais falar mal de qualquer pessoa pelas costas. Essa é uma regra de ouro no mundo dos negócios, dado que reputação e credibilidade são sinônimos de sucesso em qualquer ambiente mercadológico. Aprendi com as viagens da vida que os profissionais mais respeitados são exatamente os que aprenderam a respeitar primeiro.

Quem anda amargurado e revoltado, atirando críticas para todos os lados normalmente alcança a ruína, haja vista que o universo retribui em recompensas ou maldições tudo aquilo que nele inserimos por meio das nossas atitudes e decisões cotidianas.

Portanto, se tiver que realizar alguma opinião confrontadora faça na frente do supracitado indivíduo, através do famoso “olho no olho”, porquanto essa é a maneira mais rica de criticar alguém sem perder a confiança e a honorabilidade social.

7 – Servir com alegria: um grande líder produz pensadores independentes. Ele faz com que o seu plantel seja produtor de ideias originais e ousadas. Lamentavelmente, alguns chefes preferem pensar para os seus comandados, o que causa muito desconforto e leva a organização para um patamar atrasado e crucialmente apequenado.

Nós não podemos nos esquecer que as convicções são tesouros muito valiosos para serem “terceirizados” e as lideranças precisam abraçar essa nobre reflexão. William Shakespeare, o famoso dramaturgo inglês sabiamente disse: “Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião.” Destarte, delegue as tarefas, estipule os prazos e exija produtividade, mas permita que os seus discípulos raciocinem individualmente, ou seja, sem que influências externas os contaminem.


Fonte: Artigos Administradores / 7 qualidades do caráter que todo líder deve ostentar

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