A competência ou a amizade – o que interfere na escolha de um gestor dentro do serviço público

A competência ou a amizade – o que interfere na escolha de um gestor dentro do serviço público

Uma pequena observação do dilema enfrentado nas instituições públicas

Um dos aspectos mais observados em nosso país em todos as esferas atribuídas a administração pública, tanto nas esferas políticas e de administração direta ou indireta observamos uma tendência um tanto incômoda que se resume de forma de escolha de nossos gestores públicos, um motivo de escolha que se observa em demasia em nosso sistema é o de apadrinhamento de cargos o que age independente de o apadrinhado ter ou não competência ou capacidade para ser incumbido de tal cargo.

Um dos motivos o qual observamos a limitação da boa administração em nossa esfera pública é muito mais pelo simples fato de que os nossos gestores públicos em sua maioria e não em sua totalidade, se resume a cargos que foram preenchidos com o apadrinhamento ou a troca de favores o que somente tem por prejudicar a boa gestão como se tem observado em nosso cenário atual.

Mas isso acontece não só pelo nosso contexto histórico que desde o tempo do Brasil colônia se observa este tipo de comportamento na administração pública, tornando nossa administração pública mais ineficiente e gerando gastos desnecessários com mão de obra desnecessária e por conseguinte atrela a gastos mal feitos oriundos de um desconhecimento dos canais administrativos do serviço público e claro pelo simples fato da falta do sentimento de pertença que falta na maioria de nós quando se trata do bem público, já que em nosso país a visão quase que total é a de que o bem público é de ninguém e não um bem de todos e isso não se resume somente a população em geral, mas como o gestor público é oriundo deste tipo de sistema tem como tendência tratar do bem público desta maneira também.

Mas como poderia a gestão pública diminuir este tipo de reflexo, um dos atributos mais simples de resolver é o simples fato de atribuir cargos de gestão pública a todos aqueles que tem conhecimento para tal, não que isso isente o gestor de erros, mas atribuir cargos fundamentais de nossa gestão pública a apadrinhados e a cargos políticos somente nos faz cada vez mais atribuir a nossa má gestão a ninguém, porque este gestor não aparece não se apresenta quando seus erros são apresentados e como são somente atribuídos de cargos, mas não de sua atribuição e responsabilidade os erros acontecem o dinheiro é desperdiçado e o país patina e as instituições não evoluem e os culpados parecem que são desprovidos de nome e rosto já que a sua responsabilização não acontece pois não se localiza tais gestores na hora da cobrança do resultado obtido.

Então nós como administradores representamos a voz da mudança o lado atribuído do conhecimento para tal função, mas não basta ter o conhecimento e não saber aplicar depende de todos nós como sociedade cobrar e procurar mudar este cenário a educação é o pilar de toda boa nação e começamos a refletir que os bens públicos são nossos também e não algo de ninguém e que quando for observado a ação destes gestores sem atributos para tal que nos apresentemos para a representatividade da mudança e que não deixemos que esta tradição por assim dizer se mantenha em nossa gestão pública e quando atribuído de um cargo de gestão pública independente dos meios que o levaram até lá pense que é necessário exercer a liderança e não somente pensar no salário no final do mês, pois a boa administração dos recursos públicos é a base para o futuro de todos nós e principalmente de nossas próximas gerações.


Fonte: Artigos Administradores / A competência ou a amizade – o que interfere na escolha de um gestor dentro do serviço público

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