A crise é para quem e para quê?

A crise é para quem e para quê?

O Brasil está enfrentando dias de mudança estrutural. O impacto da palavra crise está refletindo nas ações das pessoas no que diz respeito, principalmente, ao consumo

O Brasil está enfrentando dias de mudança estrutural. O impacto da palavra crise está refletindo nas ações das pessoas no que diz respeito, principalmente, ao consumo.

O excesso que estava sendo praticado está abrindo espaço para um perfil consciente. Este comportamento tem muitas vantagens emocionais:

     1. O planeta está livre de tanto acumulo de lixo;

     2. A ansiedade coletiva e até a individual diminuem, uma vez que se tem um fator financeiro que impede o consumo exagerado;

     3. Abre-se espaço para ocupar a mente com outros interesses que não sejam só gastar, trocar, comprar, atualizar. A palavra da vez passa a ser: reaproveitar, remodelar, customizar, repensar;

      4. Diminui o jeito zumbi de viver, uma vez que o cartão de crédito passa a se comunicar com seu dono, sugerindo: você tem certeza que possui saldo para esta extravagância?

     5. Criam-se formas de convívio mais naturais, onde a luz do sol, o verde dos parques e o contato com a natureza substituem o consumo em hora de descanso.    

Sabe-se que este tipo de descanso só estressa, tanto durante as compras, como após. As compras exigem atenção e criatividade, já depois de fazê-las, a fatura do cartão poderá surpreender, por estar acima do saldo disponível. Já o descanso mais natural trabalha o invisível. Sendo assim, o peso da rotina, as perguntas sem resposta, o medo do amanhã entre outros, serão acolhidos pela sabedoria do universo e reencaminhados sob forma de insight a quem ficar vagando a toa por aí.

6. Aproxima a família na medida em que o cartão de crédito fala menos e o dialogo mais. É um tempo de cumplicidade em torno de uma estratégia de sobrevivência. Sabemos que o ser humano fica mais humanizado no caos. A solidariedade e o cuidado com o semelhante acentuam imensamente.

O cartão de crédito, com saldo a perder de vista, para muitos, é responsável pelo auto-isolamento das famílias. Portanto, para algumas pessoas, é um aprendizado notável.

7. A estratégia que chamo de “O que temos para hoje?” nos aproxima da essência, pois nos traz de volta para casa. Individualmente, é hora de pensar antes de agir. Coletivamente, é hora de avaliar o cenário investindo o tempo com foco, evitando o usá-lo com futilidades.

8. A crise tão falada está fazendo as pessoas gritarem em silêncio: Acorda Brasil! Chega de viver tão somente para o consumo de bens materiais! É hora de consumir alimento para alma também!

9. Tirar de um ser consumista a conta bancária é depressão na certa, sujeitando-o a cometer suicídio.

A pergunta é: – Será que a vida é somente isso? Ou haverá um planeta mais sensível dentro do planeta Terra?

Posso afirmar que sim. Existem atualmente neste planeta, pessoas com uma conta bancária invejável e que investem tempo, foco e energia na elevação concencial. O dia que aprendermos a desfocar o consumo para sobreviver, encontraremos um paradigma diferente que sugere um consumo visando à evolução dos seres. Nesta perspectiva, a educação é a chave.

Pessoas interessadas neste estilo de vida investem tempo, dinheiro e energia estudando. A especialização mais cobiçada no futuro será: pós-doutorado em Educação Emocional.

Já estamos no caminho, por isso, o consumo está mudando. É hora das indústrias, comércio e os especialistas em marketing reverem seus conceitos.


Fonte: Artigos Administradores / A crise é para quem e para quê?

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