A crise no Brasil e o reflexo na oferta e demanda

A crise no Brasil e o reflexo na oferta e demanda

O reflexo da crise em nossas vidas e como isso começou

Crise econômica pode ser definida como um período de escassez de produção e comercialização de produtos e serviços. Todo ciclo econômico possui períodos de altas e baixas. A crise é identificada quando existem sucessivas baixas que acarretam em redução no cenário macroeconômico, reduzindo a demanda e consequentemente a oferta.

Oferta é a quantidade de um produto ou serviço disponível para compra. Demanda, por sua vez, é a quantidade de produtos ou serviços que os consumidores estão dispostos a comprar.

Realizando uma analise histórica da economia brasileira, pode-se dizer que a estabilidade econômica do Brasil teve seu inicio com a criação do Plano Real no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Esta estabilidade trouxe maior segurança para o país, consequentemente aumentando a disponibilidade de créditos no mercado financeiro.

Durante vários anos o cenário econômico brasileiro deu-se em constante crescimento, fazendo com que a demanda por produtos e serviços fossem aumentando gradativamente, período após período.

Em contrapartida, diversas empresas resolveram fazer investimentos no Brasil, como a abertura de novas indústrias, escritórios, e varejo. Este crescimento fez com que a oferta por novos produtos e serviços, nas mais diversas áreas, trouxe ao consumidor um maior poder de escolha e gerando uma concorrência mais acirrada entre as empresas.

A demanda correspondente ao mercado aquecido e a oferta em alta, aumentou o poder de compra do consumidor, a facilidade de compra e disponibilidade de crédito, ocasionando um descontrole financeiro, fazendo com que os consumidores excedessem seus limites, não tendo controle e preparo para gerenciar os recursos. Isto gerou um o índice de inadimplência no país, prejudicando o mercado devido à falta de pagamento. Devido a isso, as empresas não conseguem arcar com seus custos e consequentemente realizam corte de gastos e despesas para poderem se manter ativas e estáveis. Isto gera uma corrente negativa no mercado financeiro entre indústrias, montadoras, varejo e serviços, as responsáveis pela maior parte da arrecadação de tributos dentro do país.
Por outro lado, o governo para incentivar a instalação de novas empresas no país, concede benefícios fiscais, tais como isenção de impostos, redução de tributos e maiores prazos de pagamento de dividas governamentais. Além disso, houve o aumento no prazo de pagamento para instituições financeiras que acarretou no aumento de juros comerciais.

Se juntarmos os benefícios fiscais concedidos com a má gestão financeira dos cidadãos, temos um cenário propicio para o inicio de uma crise econômica no país.

A população pode sentir os impactos da crise, a partir das eleições do ano de 2014. O governo camuflou a crise, controlando a inflação e mantendo os preços e créditos disponíveis no mercado, mesmo sabendo que o orçamento governamental não iria suportar a estabilidade dos preços até o fim das eleições. Com o objetivo do atual partido atingido (reeleição), não teve outra opção a não ser o corte fiscal e aumento da taxa básica de juros, gerando o descontrolado da inflação, aumento do dólar a níveis exorbitantes.

Pode-se concluir que a má gestão governamental instaurou a crise no país, trazendo prejuízos econômicos para empresas e população. Deve-se então, rever o planejamento financeiro do país, estruturar uma reforma tributária, corte de gastos, controle de recursos, redução do efetivo parlamentar, melhoria de setores e processos, além de enxugar o quadro executivo do governo


Fonte: Artigos Administradores / A crise no Brasil e o reflexo na oferta e demanda

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