A dicotomia de eliminar os feudos

A dicotomia de eliminar os feudos

O gestor precisa se cercar de “pessoas de sua confiança”, entretanto esse “cerco” não pode se transformar em um “feudo”, ou no cotidiano, “panela”

É imprescindível incentivar em uma organização a postura colaborativa para que os objetivos estratégicos sejam alcançados.

E a postura colaborativa deve sobrepor às táticas e efeitos muitas vezes nocivos do chamado “marketing pessoal”.

Uma característica comum no atual cenário corporativo é a competitividade e esta – alinhada às técnicas de marketing pessoal – ultrapassa muitas vezes a barreira do justo e do correto. Muitos “agem nas sombras” para prejudicar, denegrir ou inviabilizar o sucesso alheio. É, no popular, o neologismo “politicagem”!

Podemos, entretanto, afirmar que “a competitividade no trabalho é bom para os negócios, mas ruim para as relações.”

Por conta disso o movimento de propagação da postura colaborativa mesmo que em detrimento da competitividade é – sem dúvida – um dos três grandes desafios que vejo para a gestão empresarial. A saber:

– Eliminar os feudos
– Transparência 
– Colaboração

Eliminar os feudos traz uma dicotomia para o gestor. Porque é importante o gestor “se cercar” de pessoas de sua confiança. Entretanto, esse cerco não pode se transformar no feudo – ou no popular – “panela”!

Transparência indica agir com simplicidade, clareja de propósitos e de forma objetiva. Falar com sabedoria. Pois muitas vezes precisamos falar “tudo o que precisa ser dito”, mas nem sempre as pessoas compreendem. E nessas ocasiões é importante “saber falar”. Não é o que “fala”, mas “como” fala”!

Colaboração é importante para fazer a engrenagem girar harmonicamente. Não prejudica a entrega dos trabalhos. Evita os ‘boicotes’ geralmente criados em nome de uma suposta “competitividade”. É o fator preponderante de sucesso para a organização alcançar seu maior nível de eficiência e eficácia.

Certamente esses pontos aqui abordados são delicados e muitos gestores relutam em atuar. Muitos preferem conviver e atuar a medida que as coisas acontecem. Mas, fazendo assim, infelizmente pode representar estragos enormes na luta diária para atingir os objetivos estratégicos.

O gestor não pode fechar os olhos para essa realidade.


Fonte: Artigos Administradores / A dicotomia de eliminar os feudos

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