A disponibilidade vende

A disponibilidade vende

Quem for mais rápido vai faturar mais

Há tempos escuto vários administradores afirmarem que os custos com estoque são altos e que, sendo assim, não compensa manter estoque ou, na melhor das hipóteses, controlar o estoque com mínimo e máximo.

Ocorre que a crise que vivemos é, de fato, preocupante por vários motivos, dentre eles que o consumidor não tem a segurança de gastar seu dinheiro a revelia, mas sim com muita prudência.

Para que essa insegurança não se torne algo que atrapalhe os negócios, volto a afirmar que a disponibilidade vende. Vejamos.

Como está acima escrito muitos administradores defendem o estoque zero ou o “Just In Time” (e para mim aí é que se instala a tragédia), pois todos sabemos que o Just In Time funciona na indústria e com a produção programada.

Controlar o estoque de comércio não tem nada a ver com utilizar da ferramenta elaborada pelos Japoneses da Toyota no período pós guerra na indústria automotiva.

Quando os Japoneses pensaram nisso eles realmente foram geniais, pois sabiam que seus numeros estivam muito bem controlados, evitando compras desnecessárias e gastos com a armazenagem de produtos que seriam consumidos em determinado período.

Tenho percebido que a demanda óbviamente não tem crescido,mas por outro lado ela permanece estável por parte de alguns setores que colaboram com boa parte do PIB, como o setor do agronegócio. O que aumentou foi a prudencia no consumo, onde consumidores analisam o custo benefício a fim de evitar gastos excessivos ou desnecessários de cach.

Quem tem produtos nas prateleiras está vendendo e não tem reclamado da crise, inclusive comemora os bons números alcançados. Isso se faz pelo alto numero de empresas que confunde o Just In Time com o controle do estoque, se esquecendo dos períodos sazonais, agindo como amadores, utilizando-se da trágica forma de administrar pela forma de “tentativa e erro”.

Para ilustrar podemos verificar que os supermercados tem tido um numero enorme de pessoas circulando, consumindo, e analisando o que vai comprar, pois sabe (ou ao menos imagina que seja assim- apesar de particlarmente não pensar desta forma) que a economia pode demorar ainda um bom tempo para reagir.

Ainda que os colegas administradores afirmem que o Just In Time é uma ferramenta fantástica (concordo com isso), sejamos prudentes ao “adaptar” as idéias dos Japoneses para o consumo que pouco se pode planejar, que é o de consumo por necessidade, seja de produtos de supermercado, seja de peças de reposição do setor automotivo.

Quando um membro da família vai às compras ele busca o que necessita e pode comprar parte dos produtos por várias razões que não sejam a de necessidade, mas ele não espera que o supermercado entregue a ele posteriormente algum produto, pois se o supermercado A não tiver o B tem. No setor de peças de reposição ocorre o mesmo, onde a loja A falha a B atende.

Para finalizar gostaria de lembrar que os exemplos de todos nós é para loja ou supermercado A e B, mas a realidade é de que a quantidade de pessoas que vendem o mesmo tipo de produto vai muito além do A a Z, onde a concorrênca estácada dia maior e, com toda a certeza, quem estiver disponível, seja de produtos ou serviços, vende. Vende quem é mais rápido, e quem tem, obviamente, é mais rápido.


Fonte: Artigos Administradores / A disponibilidade vende

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