A era do escambo voltou

A era do escambo voltou

Quem não escuta cuidado, escuta coitado.

A atual situação político-institucional do Brasil se assemelha a um conflito tribal machadiano, em que o vencedor leva as batatas.

Contudo, também é possível estabelecer uma variante ganha-perde, na qual um, representado pelos políticos, leva os lucros e o outro, representado pela população brasileira, arca com os prejuízos. A isso, podemos denominar a nova era do escambo no Brasil.

Para ilustrar, pensemos no atual embate entre as duas principais forças políticas nacionais, o PT e o PMDB: enquanto o primeiro busca se manter no poder pela divisão de seus opositores com cargos e dossiês, o segundo busca se manter no poder com a articulação de sua alta cúpula nos bastidores pela derrubada do PT e pela manutenção da coesão em suas bases.

Com isso, pode-se afirmar que o Brasil é quem perde com esse jogo político que se propõe a resguardar os interesses de alguns em detrimento do todo, resultando no recrudescimento de um modelo de Administração Pública patrimonialista que se locupleta e se fortalece à custa de fisiologismos e corporativismos.

Em síntese, vivenciamos em nosso país uma espécie de escambo nacional, em que saúde, educação, segurança, cidadania, desenvolvimento econômico e justiça social são moedas de troca entre grupos políticos que loteiam a máquina pública e comprometem a eficiência, a eficácia e a efetividade tão necessárias a um aparelho de Estado que sirva de sustentação a um projeto de desenvolvimento econômico-social de longo prazo.

Fica a dica: quem não escuta cuidado, escuta coitado. Se não fizermos algo para mudar este estado de coisas em que vivemos atualmente, presenciaremos a ação de políticos e seus apaniguados à frente da máquina pública pôr em risco a competitividade das empresas, a dignidade da pessoa humana e a unidade nacional.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!


Fonte: Artigos Administradores / A era do escambo voltou

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