A evolução administrativa na Revolução Industrial

A evolução administrativa na Revolução Industrial

Discorrer sobre Frederick Taylor e Mayo, e a revolução industrial

De inicio pode-se notar que a revolução industrial ocorreu em duas fases diversas:

Primeiramente de 1780 a 1860 – Quando ocorreu a revolução do carvão sendo principal fonte de energia, e do ferro, como principal matéria-prima.

A segunda fase de 1860 a 1914 – Como novas fontes de energia surgiram a eletricidade e derivados do petróleo, e como nova matéria-prima o aço.

Ao termino do período em questão o Mundo havia mudado drasticamente e até a classe trabalhadora começou a juntar-se, vale lembrar aqui a série “Gigantes da Indústria” no episódio “Derramamento de sangue” que relata o ambicioso Andrew Carnegie que para tornar-se o “rei do aço” pagava menos e fazia com que seus empregados trabalhassem 12 horas por dia 6 vezes por semana, oque culminou em uma greve sem precedentes, morte de 9 trabalhadores e  grande clamor público por compensação.

A administração moderna veio em resposta a consequências da revolução industrial, são elas:

– Crescimento vertiginoso e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração científica capaz de substituir o empirismo e a improvisação.

– Indispensabilidade de maior eficácia e produtividade das empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado.

Difícil é precisar quando os homens da Antiguidade, da Idade Média e até mesmo do início da Idade Moderna tiveram a consciência de que estavam praticando a arte de administrar, talvez tenha sido com Frederick W. Taylor no inicio do século XX, engenheiro americano, introduzindo a sociedade, os princípios da Administração Cientifica e o estudo da Administração como Ciência.

Tido por muitos como pai da administração e o precursor da teoria da administração cientifica, Frederick W. Taylor defendia a prática da divisão do trabalho, enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos “de máxima produção a mínimo custo”, seguindo os princípios da seleção científica do trabalhador, tempo padrão, trabalho em conjunto, supervisão e da ênfase na eficiência.

Em 1911, Taylor publicou um livro visto como a “bíblia” dos organizadores do trabalho: Princípios da Administração Científica, que foi um best-seller em todo o Mundo.

Nas considerações da Administração Científica de Taylor, a organização é comparada a uma máquina, que segue um projeto pré-definido, o salário é importante, porém não é fundamental para a satisfação dos funcionários, a organização é vista de forma fechada, separada de seu mercado, a qualificação do funcionário faz-se supérflua em consequência da divisão de tarefas executadas de maneira repetitiva e monótona e por fim a administração científica, usa a exploração dos funcionários em prol dos interesses particulares das empresas, talvez com impactos negativos para a massa trabalhadora mas um avanço admirável no processo de produção em massa.

Com suas publicações Taylor chamou atenção de muitos da indústria um deles foi  Henry Ford, instigado pela nova ciência que reduzia os custos de produção aprimorou e usou de base a administração cientifica para criar oque depois foi visto como fordismo tornando assim realidade seu sonho de criar um automóvel barato e que todos poderiam ter (até mesmo seus funcionários), através da criação de linhas de montagens onde eram executadas tarefas simples, tal como exemplificado de forma engraçada e irônica no filme Tempos Modernos, obra de Charlie Chaplin, onde um trabalhador apertava dois parafusos, outro martelava e um último verificava o trabalho assim os três participavam da montagem de uma única peça. Foi com essa metodologia que surgiu o modelo T, primeiro veículo produzido em linha de produção.

 

Na história da evolução administrativa não podemos esquecer Elton George Mayo, criador da Teoria das Relações Humanas.

Com uma comprovada eficiência de evolução de processos Mayo demonstrou que funcionários não são maquinas, demonstrando a necessidade de que a pessoa fosse vista como seres humanos com suas complexidades e fatores emocionais Para chegar a esta conclusão, Na fabrica Western Eletric CO. de Chicago, Mayo que estudava o fator psicológico dos trabalhadores por meio do experimento Hawthorne, que media o impacto da iluminação no ambiente de trabalho notou porém que a intervenção na produtividade, eram devido a fatores da mente. Quando notou tal coisa, ele buscou a fundo o estudo sobre o emocional dos trabalhadores e o impacto na produtividade.

  De forma inesperada por muitos Mayo notou que diminuir a carga horária dos funcionários, implementar intervalos e dar folga aos sábados, aumentava sua produção, pois iriam trabalhar com mais disposição e descansados. Surgiu assim a Teoria das Relações Humanas


Fonte: Artigos Administradores / A evolução administrativa na Revolução Industrial

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