A evolução no dom de administrar

A evolução no dom de administrar

A evolução no dom de administrar, trata-se do relato de fatos ocorridos durante a Revolução Industrial com a administração científica de Taylor, e mais adiante da Teoria da Relações Humanas de Elton Mayo

  Assistindo ao filme “Tempos Modernos”, um clássico da comédia e do cinema mudo do nosso saudoso Charlie Chaplin, que retrata o início da Revolução Industrial, recordei-me da história de uma amiga, que exercia uma única função na fábrica onde trabalhava: fechar tampas de esmaltes, identificando- se com Chaplin, que como um robô, apertava parafusos o dia inteiro, chegando a sofrer um acesso de loucura. O filme descreve a época quando homens eram tratados como máquinas e viviam sob pressão de seus chefes que visavam maior quantidade de produtos em menor tempo e com menores custos, sem pensar nos sentimentos dos funcionários e nas suas condições de trabalho. Aquela era ficou conhecida como bloco mecanicista.

    A falta de interesse nos direitos do trabalhador levou à revolta dos funcionários, surgindo assim, as greves impulsionadas por sindicatos em busca de melhores condições de trabalho e maiores salários.

   A série “Gigantes da Indústria”, no episódio intitulado “Derramamento de Sangue”, mostra a grande ambição de Carnegie que queria ter a maior siderúrgica do aço estrutural. Sabendor do quão alto era o valor da mão- de- obra de sua cupidez, optou por reduzir o salário dos operários que a indústria em sua produção máxima os obrigava a ficar horas em pé, sem descanso e exaustos, quando qualquer distração poderia ser fatal. Tal atitude culminou na revolta dos assalariados e provocou uma trágica greve, já que Henry Frick, presidente da siderúrgica, braço direito de Carnegie não se rendeu às ameaças de paralisação e contratou reforços para lutar.

   Graças à eficiência da evolução de processos, que contrariava o dogma da abordagem clássica de Fayol e da Administração Científica de Taylor, Elton Mayo comprovou que o funcionário não poderia ser reduzido a uma simples máquina, havendo uma necessidade de enxergar o indivíduo como ser humano e observar seus fatores emocionais. Para chegar a esta conclusão, Mayo analisou o fator psicológico dos trabalhadores. Com a experiência de Hawthorne, na fábrica Western Eletric Company em Chicago no EUA, a princípio o experimento tinha como finalidade, medir o impacto da iluminação no ambiente de trabalho, o quanto a maior ou menor intensidade de luz influenciava na produção. Notou, porém, que o que interferia na produtividade, eram fatores da mente. Logo quis se aprofundar na pesquisa, afim de estudar o comportamento emotivo dos funcionários. 

  Mayo concluiu, para a surpresa de todos, que diminuir a carga horária dos empregados, introduzir intervalos, inserir lanches leves durante o expediente e fazê-los folgar aos sábados, fazia aumentar sua produção, já que os trabalhadores iam trabalhar mais dispostos e descansados. Surgiu desta forma a Teoria das Relações Humanas. 

   Como administradores, devemos nos aperfeiçoar em busca da igualdade entre gestores e colaboradores, de forma satisfatória e vantajosa para ambos.


Fonte: Artigos Administradores / A evolução no dom de administrar

Os comentários estão fechados.