A humanização da Gestão de Pessoas

A humanização da Gestão de Pessoas

No decorrer das décadas, a preocupação das empresas com seu capital humano saiu do campo limitado da relação empregador-empregado e tornou-se mais ampla, trazendo para si a responsabilidade pelo bem-estar das pessoas que compõem a força de trabalho

O processo de relações trabalhistas entre empresas e sua força de trabalho passou por várias etapas e nomenclaturas até chegar aos tempos modernos, na qual tem se consolidado o termo Gestão de Pessoas.

Se antes as relações eram enxutas, restritas, específicas e milimetricamente racionais, objetivas, hoje percebe-se o contrário.

As organizações passaram a entender que por si só não existem, não funcionam. E tal, como o próprio nome diz, organização é um conjunto ordenado, que neste caso envolve estruturas físicas, financeiras, tecnológicas e humanas, para que dela se possa extrair os meios necessários para validar sua missão.

No decorrer das décadas, a preocupação das empresas com seu capital humano saiu do campo limitado da relação empregador-empregado e tornou-se mais ampla, trazendo para si a responsabilidade pelo bem-estar das pessoas que compõem a força de trabalho, de modo que este bem-estar seja traduzido em maior sentimento de acolhimento e motivação do empregado, refletindo positivamente na produtividade, e consequentemente na redução de custos e maior lucratividade.

Por esta ótica, observa-se uma movimentação da área de Gestão de Pessoas no sentido de humanizar, ou num neologismo da área, “rhumanizar” o departamento de Recursos Humanos das organizações, agregando técnicas e ferramentas de monitoramento mais amplas e modernas, tais como coaching, mentoring, counselling, cujos objetivos são auxiliar as pessoas a resolverem seus diversos problemas, sejam profissionais relacionados a seu perfil, expectativas e relações internas, mas também relativos às suas variantes pessoais, que de uma forma ou de outra possam influenciar na diminuição ou no aumento da produtividade individual e em equipe. Aí podem ser citados, por exemplo, fatos como o empregado querer cursar uma faculdade/universidade, mas não ter condições suficientes; estar envolvido ou ter familiares envolvidos em problemas com algum tipo de dependência; ou até mesmo situações relativas à saúde individual ou de familiares.

Humanizar a Gestão de Pessoas traz a consoante de criar e ampliar meios e modos para estar mais próximo aos empregados, diminuindo o hiato entre o que a empresa espera deles e o que eles podem oferecer a ela. Traz a necessidade de levantar, identificar e tratar das variáveis, sejam pessoais ou profissionais, que limitam a motivação, o empenho, as expectativas das pessoas em relação às atividades que exercem e às empresas nas quais trabalham.

Sim, se for para juntos encontrarem soluções, as empresas devem pedir aos seus empregados que tragam seus problemas para o trabalho. Juntos, num compartilhamento de situações, ambas as partes podem sair ganhando bem mais do que poderiam imaginar.

Um RH Humano traduz-se, portanto, num modelo de Gestão de Pessoas no qual o capital humano tem muito mais valor quando olhado para o seu interior motivacional, quando há o envolvimento das duas partes (empregado e empregador) no sentido de reciprocidade, entendendo ambas que a solução de um pequeno problema, pode evitar um grande desastre.


Fonte: Artigos Administradores / A humanização da Gestão de Pessoas

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