A importância do georecrutamento para a mobilidade urbana

A importância do georecrutamento para a mobilidade urbana

O georecrutamento, uma realidade lá fora, ganha cada vez mais adeptos e apoiadores no Brasil

A cidade de São Paulo tem intensificado as discussões sobre mobilidade urbana, tentando resolver um problema insolúvel (até o momento): o nó do trânsito. Ciclofaixa, faixa verde só para pedestres, diminuição na velocidade e outras ações, que apesar de todo o barulho causado com a discussão entre contras e a favor, são tentativas de oferecer maior mobilidade para todos. Com quase 12 milhões de habitantes, São Paulo é a cidade mais populosa do Brasil e concentra cerca de 6% da população do país, estimada em mais de 202 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerada a sexta maior metrópole do mundo, a capital também possui um dos piores trânsitos. O paulistano gasta, em média, duas horas e quarenta e seis minutos no trajeto entre sair de casa em direção ao trabalho e voltar, diminuindo a sua qualidade vida e consequentemente a sua produtividade.

Nesta semana, a cidade sedia a Virada da Mobilidade. O principal objetivo é repensar a locomoção na cidade. A verdade é que os carros não vão desaparecer tão facilmente. E o trânsito continuará caótico, em virtude da quantidade de carros existentes na maior metrópole do País. Além de todas as soluções pensadas pelo poder público para facilitar a vida, as pessoas e as empresas precisam começar a pensar no deslocamento, no tempo gasto para chegar até o trabalho.

O georecrutamento, uma realidade lá fora, ganha cada vez mais adeptos e apoiadores no Brasil. E precisa de mais divulgação para deixar de ser um projeto tímido e se tornar realidade. Um funcionário que trabalha perto de casa rende mais, trabalha mais feliz e ainda tem mais disposição para continuar na empresa, contribuindo com a redução da rotatividade. Mais do que incentivar apenas o home office ou mesmo a carona solidária, as empresas precisam utilizar o georecrutamento, como forma de diminuir etapas e ainda conseguir acabar com o turnover, que impacta o faturamento e é responsável por perdas milionárias a cada ano.

A mobilidade está totalmente ligada à questão do georecrutamento. Uma pesquisa realizada no ano passado, com nossa base de cadastro, mostrou que um profissional que trabalha perto de casa consegue economizar 20 dias ao ano. Ou seja, se ele morar perto do emprego, ele terá 20 dias do ano livres para usar da maneira como bem entender: pode tirar férias, realizar um trabalho temporário, dedicar-se à uma atividade física ou estudo ou apenas curtir a família e os amigos. Não é um cálculo de quebrar a cabeça. Em São Paulo, em média, o trabalhador gasta de 1 a 3 horas no trânsito, deslocando-se de casa para o trabalho e vice-versa. Se ele conseguir diminuir o deslocamento, ele ganha em tempo. É óbvio.

A solução para uma melhor mobilidade urbana está no conjunto de ações realizadas por todos: poder público, cidadãos e empresas. E o georecrutamento precisa estar inserido nessa discussão.

Jacob RosenbloomCEO da Emprego Ligado.


Fonte: Notícias Administradores / A importância do georecrutamento para a mobilidade urbana

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