A incerteza do amanhã e por que devemos valorizar o nosso tempo

A incerteza do amanhã e por que devemos valorizar o nosso tempo

Como seria a nossa vida se tivéssemos a garantia de apenas 24 horas pela frente e precisássemos garantir, todos os dias, um dia a mais? Parece assustador. Embora não tenhamos, na prática, certeza de quanto tempo viveremos, os nossos sonhos e planos são feitos a longo prazo e, com frequência, procrastinamos nossas tarefas, adiamos decisões e contamos com a certeza de que ainda teremos muito tempo pela frente para tudo. Talvez por isso, tanta tristeza e comoção ao presenciarmos a morte de pessoas jovens, com “tanta vida pela frente”

Como seria a nossa vida se tivéssemos a garantia de apenas 24 horas pela frente e precisássemos garantir, todos os dias, um dia a mais? Parece assustador. Embora não tenhamos, na prática, certeza de quanto tempo viveremos, os nossos sonhos e planos são feitos a longo prazo e, com frequência, procrastinamos nossas tarefas, adiamos decisões e contamos com a certeza de que ainda teremos muito tempo pela frente para tudo. Talvez por isso, tanta tristeza e comoção ao presenciarmos a morte de pessoas jovens, com “tanta vida pela frente”.

 No cinema, essa discussão está frequentemente presente. Entre as obras que tratam dessa tema, o filme norte-americano “O preço do Amanhã”, na tradução em português, se propõe a fazer uma metáfora da nossa rotina diária, com a busca pela sobrevivência. No longa, cada ser humano tem um relógio no pulso que marca a hora exata de morrer. A maioria dispõe de apenas 24 horas e precisa buscar diariamente mais tempo de vida.

 Além da discussão sobre a desigualdade, tendo em vista que, no filme, muitas pessoas tem tempo de sobra para viver, enquanto outras não, é interessante notar a tentativa de mostrar ao público como seria a vida se estivéssemos com o nosso tempo contado. As pessoas praticamente não dormem, vivem apressadas, correndo e se desdobrando pois, literalmente, não tem tempo a perder.

 Embora trate-se de uma ficção, cabe o paralelo com o nosso dia a dia, tendo em vista que, mesmo não tendo tanta exatidão de quanto tempo temos de vida, cada dia pode ser o nosso último, e devemos aproveitá-lo – embora não de forma tão afoita – para que ele valha algo para o nosso amanhã.

 Devemos ter a consciência de que o nosso tempo no mundo é limitado, e não temos como saber quando ele acaba. Por isso, é fundamental aproveitá-lo da melhor forma possível, mas com planejamento, para que o futuro que nos vier, seja ele qual for, seja confortável, e para que possamos realizar os sonhos que temos no tempo que nos for dado. Isso significa saber medir o tempo que tempos para o trabalho, para o estudo, para a relação, para o lazer e para o descanso, e organizá-lo ao ponto de não nos sentirmos sempre com aquela sensação de tempo perdido.

 Como bem traz o filme, cada segundo da nossa vida é precioso, e talvez seja ainda mais desafiante essa incerteza de quanto tempo temos. Independente disso, é bom que fique claro: “o preço do amanhã”, nós pagamos no dia de hoje.


Fonte: Artigos Administradores / A incerteza do amanhã e por que devemos valorizar o nosso tempo

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