A inovação "na ponta dos dedos"

A inovação “na ponta dos dedos”

Este artigo trata dos impactos da inovação da touch screen no mercado de tecnologia e no dia-a-dia dos usuários

Muito se fala sobre a evolução da capacidade de processamento dos novos celulares, com um rápido acesso à internet e milhões de aplicativos disponíveis para ajudar. Seja no trabalho, nos afazeres domésticos, nos estudos, ou apenas para nos divertir e socializar. Mas quando falamos de celulares e sua evolução, olhamos o todo, o produto final. E nesse conjunto de evoluções tecnológicas, na minha opinião, uma em particular se destaca.

Tanto pela sua evolução tecnológica nos últimos anos quanto por seu impacto no mercado financeiro: a touch screen. Pois é, você consegue se imaginar hoje usando o seu celular sem a touch screen? E o seu tablet? Será que ele existiria se não houvesse essa tecnologia?

E acredite, ela não é nova. Veja sua linha do tempo: o primeiro artigo descrevendo um display tátil foi publicado por E.A. Johnson em 1965. A sua primeira implementação veio por uma tela transparente sensível ao toque criada pelos engenheiros do CERN (Organisation Européenne pour la Recherche Nucléaire) Frank Beck e Bent Stumpe em 1973. O primeiro dispositivo multitoque foi desenvolvido pela Universidade de Toronto em 1982. O primeiro produto desenvolvido destinado ao público foi o computador HP-150 lançado em 1983. O primeiro aparelho telefônico com função de toque foi o IBM Simon de 1993. A tela sensível ao toque se popularizou principalmente através do PDAs (Personal digital assistant) lançados na década de 1990.

Mas, foi em 29 de junho de 2007 que tudo mudou, chegava ao mercado o iPhone. Ele tinha algo “mágico”, trazia com ele mais do que uma tela sensível, trazia uma revolucionária tecnologia batizada de multitouching. Ela permitia que o usuário, usando as pontas dos dedos, “passasse” de uma foto para a outra, inclusive ampliando-a ou reduzindo-a.

Para quem tinha um Nokia e ficava no fundo da sala de aula com os amigos disputando a maior pontuação no jogo Snake, era uma revolução sem precedentes. E já que citei a Nokia, vou resumir o impacto da touch screen no mercado financeiro em apenas uma frase: “O trem touch screen chegou na estação, quem embarcou ok. Quem não embarcou…”

Brincadeiras à parte, no ano seguinte ao lançamento do iPhone em 2008 durante a Mobile World Congress – uma feira de telecomunicações que aconteceu em Barcelona na Espanha -, todos os estandes da maioria das grandes marcas exibiam modelos touch screen como chamarizes. Qual foi a única que não fez questão alguma de apostar todas as suas fichas nas telas sensíveis ao toque? Pois é, a Nokia.

Em 2008 a Nokia era responsável por nada menos que 40% das vendas de telefones no mundo, mas deixou o trem passar. Eles correram atrás do prejuízo depois lançando modelos que tiveram uma ótima aceitação no mercado, como o N96 por exemplo. Mas há no mercado financeiro quem aponte esse atraso da Nokia como um dos primeiros passos rumo ao abismo. E para quem não sabe, a Nokia foi “absorvida” pela Microsoft com a intenção de usar a sua tecnologia para aperfeiçoar seus celulares modelo Lumia.

Gosto quando as grandes companhias usam a palavra absorvida. Sem dúvida alguma é muito mais elegante do que falar: “- Quebrei!”

Mais um dos principais impactos positivos que a touch screen ajudou a trazer ao mercado foi o de aplicativos. Em agosto de 2014, mais de 2,5 milhões de aplicativos estavam disponíveis para dispositivos móveis. Movimentando a economia global, gerando milhares de empregos e de novos empreendedores todos os dias.

É difícil citar todos os impactos no mercado visto que os celulares não são os únicos produtos que receberam os benefícios da tela sensível ao toque. A touch screen chegou até notebooks, monitores, lousas digitais e até na geladeira.

Alguns especialistas na área se arriscam em afirmar que a tecnologia chegou no seu ponto máximo, que em breve outra tecnologia tomará seu lugar no mercado. Discordo, visto que as empresas estão trabalhando em telas sensíveis ao toque cada vez mais finas e que podem ser dobradas. Você poderia ter um celular acoplado a manga do seu paletó, por exemplo, seguindo a tendência dos gadgets vestíveis, mais conhecidos como wearables.

Com tantas vantagens competitivas, não poderia deixar de ser fã da touch screen e não quero que ela morra. Espero que ela evolua cada vez mais e facilite a nossa vida na hora de enviar um texto. E aí, quem sabe um dia, o corretor ortográfico pare de levar a culpa.


Fonte: Artigos Administradores / A inovação “na ponta dos dedos”

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