A participação e importância dos lideres nos processos de seleção de funcionários

Seus líderes participam do recrutamento e seleção de novos colaboradores? Se a sua resposta for “não”, você precisa ler este texto até o fim. Apesar de, na maioria das empresas, a contratação ficar apenas nas mãos do pessoal de Recursos Humanos (RH), é muito importante que os profissionais que ocupam cargos de liderança se envolvam no processo de escolha das pessoas que trabalharão em suas equipes.

 

Mas qual parte cabe aos líderes?

Bom, na fase de recrutamento, a função dos líderes é deixar muito claro para o RH o perfil de profissional que procura. Quem vai fazer a garimpagem de candidatos em bancos de currículos, anunciar a vaga em classificados de jornais e no LinkedIn, entre outros meios, é o próprio departamento, no caso de grandes empresas. Se a companhia for muito pequena, é possível que os próprios líderes também participem ativamente dessa etapa.

Feito o recrutamento, chega a hora de selecionar os candidatos para entrevistas. Neste momento, os líderes precisam ter uma participação efetiva. É necessário que dediquem tempo à avaliação de currículos e que conduzam as entrevistas para conhecer pessoalmente seus possíveis liderados. Se a empresa realiza dinâmicas de grupo, por exemplo, é recomendável que os líderes acompanhem a atividade também. Tudo isso vai facilitar o processo de escolha.

Aliás, é importante que a palavra final sobre o candidato selecionado seja dos próprios líderes, mesmo que talvez o RH não concorde totalmente com a escolha. Isso dá um peso a mais para a decisão e faz com que os gestores se sintam realmente responsáveis pelo sucesso do profissional dentro da empresa. Quando as pessoas são efetivamente contratadas pelo RH, os líderes tendem a não se importar tanto com o desempenho dos seus liderados.

Claro que dar essa autonomia aos gestores pode causar alguns problemas, já que nem sempre eles vão acertar na escolha. Ainda mais se não foram treinados e incentivados a participar do recrutamento e seleção de pessoas para suas equipes até hoje.

Resumindo: muitas empresas se equivocam ao “defender o equívoco” de que os processos de contratação de pessoal são uma tarefa exclusiva do departamento de Recursos Humanos. Aliás, é por isso que os líderes destas mesmas companhias, quando solicitados a entrevistar candidatos, entendem a tarefa como chateação ou um trabalho adicional à sua rotina e não como responsabilidade inerente ao cargo.

O que fazer na prática?

Diante disso tudo, a nossa sugestão é que a sua empresa inclua no Programa de Desenvolvimento de Lideranças um módulo para discutirem recrutamento e seleção de pessoas. No treinamento, os líderes poderão aprender, na prática, como definir o perfil do candidato e identificar competências importantes para cada cargo; como avaliar um currículo; e como conduzir uma entrevista de emprego, por exemplo.

Para o RH, pode parecer muito óbvio e pouco proveitoso aplicar um curso como esse. Porém, é preciso levar em conta que os líderes não são especialistas no assunto e até pouco tempo atrás não consideravam esse processo nem ao menos parte do seu papel na companhia.

 

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