A subjetividade atrapalha a Gestão da Qualidade?

A subjetividade atrapalha a Gestão da Qualidade?

Muitas pessoas – e empresas! – se desinteressam pela Gestão da Qualidade porque acham que nunca conseguirão satisfazer um conceito aparentemente inalcançável. Mas diferentemente do que se pensa, a qualidade de produtos, serviços, e até mesmo de modos administrativos pode ser definida, mensurada, fiscalizada, atestada e mundialmente reconhecida, através de ferramentas exatas e nada subjetivas. Veja como!

O que é qualidade para você? Poderia dizer que determinado objeto possui a mesma qualidade para dez pessoas diferentes? O que falar, então, da qualidade de um serviço prestado? Agora vamos complicar um pouco mais: Você se arriscaria a atestar a qualidade do modelo de gestão praticado por determinada empresa? O pensamento comum é que o conceito de qualidade é demasiado subjetivo e pode variar imensamente, dependendo do ponto de vista. Você concorda com isso?

Muitas pessoas – e empresas! – se desinteressam pela Gestão da Qualidade porque acham que nunca conseguirão satisfazer um conceito aparentemente inalcançável. Mas diferentemente do que se pensa, a qualidade de produtos, serviços, e até mesmo de modos administrativos pode ser definida, mensurada, fiscalizada, atestada e mundialmente reconhecida, através de ferramentas exatas e nada subjetivas.

Através dos tempos, essas ferramentas foram se tornando cada vez mais complexas e assertivas, principalmente devido às contribuições de pensadores que marcaram a história da evolução da qualidade.

Didaticamente, divide-se a história da qualidade em eras: A era da inspeção, onde os produtos eram verificados um a um, ao final do processo. Essa era coincide com o início da Revolução Industrial e, em 1931, Walter Andrew Shewhart lançou suas famosas pesquisas, dentre as quais destacava-se Controle Estatístico do Processo (CEP).

Juntamente com Joseph Moses Juran, Shewhart figura como um dos principais pensadores que deram início à segunda grande era da qualidade, a era do controle estatístico, disseminada por William Edwards Deming, onde a inspeção passou a ser realizada por amostragem, o que significou uma grande revolução nos processos.

Muitos cientistas continuaram inovando e evoluindo na busca pela qualidade, e a partir de 1961, deu-se início à era da qualidade total, apresentado por Armand Vallin Feigenbaum, englobando agora o ponto de vista dos clientes como objetivo dos sistemas de qualidade. Assim, a qualidade moderna passou a focar nos programas de melhoria contínua, de gestão pela qualidade total e redução de perdas. Como se pode imaginar, toda essa evolução sempre gerou muito ganho científico – e também econômico! – para as empresas que não se amedrontaram diante dela.

Não obstante, seguindo a linha do tempo, observa-se que os padrões de qualidade se expandem e transcendem as empresas para além de seu próprio sucesso financeiro. Atualmente, as sustentabilidades social e ambiental se tornam mais imperativas para a auto-afirmação das organizações perante o mercado global. Hoje, é fortemente difundida a certificação da qualidade através de órgãos como a ISO, por exemplo, e as empresas que a conquistam ganham uma grande alavancagem globalizada de sua competitividade.

Analisar, mesmo que brevemente, essa mecha da história lança luz sobre a importância da inovação e da busca constante por novos patamares de qualidade. Essa meta somente poderá ser alcançada completamente por gestores que reconheçam e compreendam os princípios da Gestão da Qualidade, aplicando-os sistematicamente em cada etapa de todos os processos organizacionais.

Sendo assim, não vá com a maioria! Não se conforme, achando que a qualidade nunca poderá ser totalmente alcançada. Pelo contrário! A qualidade , se não for a grande chave, será no mínimo um degrau fundamental para alcançar o seu sucesso! Busque conhecimento, analise sua empresa, aplique as ferramentas da qualidade e comece a se destacar já! Certamente, em breve estará colhendo os primeiros resultados. É exato, como dois e dois são quatro.


Fonte: Artigos Administradores / A subjetividade atrapalha a Gestão da Qualidade?

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