A TI verde

A TI verde

A TI (Tecnologia da Informação) tem um significativo impacto ambiental

O conceito de “tecnologia da informação verde” (TI verde) surgiu nos Estados Unidos nos anos 1980, quando os primeiros tipos de computadores pessoais começaram a ser vendidos no mercado. Já naquela época havia a preocupação com o impacto ambiental gerado por este tipo de inovação tecnológica. Por trás da expressão está a ideia de se projetar, fabricar, usar e descartar equipamentos de informática – PCs, tablets, celulares, iphones, servidores e sistemas associados – de uma maneira a causar o mínimo impacto possível ao meio ambiente.

Segundo especialistas do setor, cerca de 70% do impacto ambiental da TI está na produção dos equipamentos. É quando peças feitas a partir de materiais de diversas origens – plásticos derivados do petróleo e vários metais extraídos do solo – são trazidos para o local de montagem do equipamento. Durante o processo de fabricação, utiliza-se água, energia e uma série de outros materiais, além da mão de obra, para chegar ao produto final. Depois disso, já nas mãos do consumidor, o equipamento funciona durante anos, gastando mais ou menos eletricidade, dependendo da tecnologia usada pelo fabricante.

Dezenas de materiais são usados para a montagem dos equipamentos de informática. Somente nas placas de circuito, são usados em média 17 diferentes metais, entre pesados, preciosos e metais de base. Quantidades mínimas de prata e ouro são usadas nos componentes da placa-mãe dos PCs, enquanto que outros metais prejudiciais à saúde, como o mercúrio, chumbo, cádmio, arsênio e o berílio, também aparecem nos componentes de informática. Aproximadamente 70% de um PC é formado por ferro e 20% por diversos tipos de plásticos (polímeros sintéticos).

Empresas de reciclagem informam que 80% a 90% de um equipamento de informática podem ser reciclados. O Brasil, no entanto, ainda patina nesta questão. Se, por um lado, já existe a obrigatoriedade para que fabricantes recebam seus equipamentos usados, ainda são poucas as empresas que têm um sistema de logística reversa capaz de atender todo o país. Outro aspecto é que ainda é pequeno o número de consumidores que se preocupa em devolver seus equipamentos antigos aos fabricantes ou mandá-los para reciclagem. O motivo principal é que na maior parte das regiões brasileiras não existem empresas especializadas neste tipo de serviço. Vale lembrar também que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que deveria entrar em vigor a partir de 2012, foi postergada pelo Congresso para 2018, já que a maior parte dos municípios alegava não ter recursos humanos e financeiros para implantar a lei.

As maiores contribuições que os fabricantes de equipamentos de informática poderiam dar para reduzir o impacto ambiental de seus produtos, seriam: a) estender a vida útil do equipamento e aumentar a possibilidade de atualização (upgrade) da máquina; b) reduzir o consumo de eletricidade; e c) incentivar a reciclagem dos componentes dos equipamentos usados. É bastante possível, que para permanecerem competitivos, os fabricantes reduzam o consumo de energia dos equipamentos e se envolvam com a reciclagem, para atender a legislação. No entanto, será difícil que os fabricantes aumentem consideravelmente a vida útil das máquinas, que têm uma obsolescência programada, ou seja, são projetadas de modo a não durarem além de um certo período de tempo – para rapidamente serem substituídas por novos modelos.   

 


Fonte: Artigos Administradores / A TI verde

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