Administração Pública não é clube ou seita!

Administração Pública não é clube ou seita!

Fisiologismos e corporativismos só fazem sentido em regimes pautados pela corrupção e pelo privilégio de poucos em detrimento de muitos, e não com o Estado democrático de Direito.

Por conta dos últimos artigos deste que lhes escreve, nos quais foram tecidas algumas críticas ao modus operandi, aos traços psicológicos e às estratégias do lulopetismo e dos lulopetistas, algumas pessoas suscitaram questionamentos acerca da orientação político-ideológica do articulista, bem como sobre a percepção deste acerca da equipe que Michel Temer vem montando para assumir a Presidência da República.

 

Sobre a orientação político-ideológica do articulista, ele não é de esquerda, nem de direita, tampouco de centro. A ideologia dele é a de um Brasil economicamente competitivo, socialmente justo, juridicamente seguro e moralmente adequado, que é mais ampla, imparcial e construtiva do que quaisquer esquerdas, centros e direitas, que se propõem tão somente a ocultar pretensões de cunho duvidoso.

 

Quanto ao “Ministério de notáveis” de Temer, há muito pouco o que ser dito, até porque nem Sua Excelência o Vice-Presidente ainda sabe com quem contará caso assuma a Presidência da República. A única certeza que temos sobre quem comporá o tal Dream Team de MIchel Temer é a de que esse time não pode conter figuras públicas desprovidas de competência técnico-gerencial, idoneidade moral e reputação ilibada. Do contrário, será mais do mesmo patrimonialismo lulopetista, porém com facelift dos traços feudais que se instauraram no aparelho do Estado.

 

Em outras palavras, o Brasil necessita de pessoas capazes de enfrentar e superar as adversidades da crise econômica deixada por Dilma. Para tanto, mais do que velhos amigos ou aliados de última hora, Michel Temer precisa contar com pessoas que arregacem as mangas para recolocar a economia do país nos eixos, trazendo esperança à população e a confiança necessária para o setor produtivo e o mercado de capitais investirem novamente no Brasil.

 

No entanto, não basta reestruturar a economia. Isso só é o bastante para retomar o crescimento. Caso queiramos que o Brasil se desenvolva em bases sustentáveis, também são necessárias medidas de natureza social, como sistemas públicos de saúde e educação sólidos, estruturados e qualificados, estímulo à inovação baseada em tecnologias verdes e, é claro, a implementação do conjunto de reformas APPTT (administrativa, política, previdenciária, trabalhista e tributária). Essa é a fórmula para tirar o país da letargia.

 

Do contrário, se Michel Temer ignorar a fórmula acima e repetir as mesmas práticas medievais daqueles que se despedem, certamente, estaremos diante de futuros Mensalões, Petrolões e assemelhados. Afinal de contas, fisiologismos e corporativismos só fazem sentido em regimes pautados pela corrupção e pelo privilégio de poucos em detrimento de muitos, e não com o Estado democrático de Direito.

 

Um forte abraço a todos, uma sábia decisão para Michel Temer e fiquem com Deus!

 

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Fonte: Artigos Administradores / Administração Pública não é clube ou seita!

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