Alegria e sofrimento no cotidiano

Alegria e sofrimento no cotidiano

Uma breve reflexão sobre o comportamento e a motivação humana na busca de satisfazer as suas necessidades

Desde que o homem pensa, ele procura satisfazer as suas necessidades. E nesse caminho ele descobre quais são elas e busca formas de saciá-las, assim trabalha das mais variadas formas para atingir esse objetivo.

O brilhante psicólogo americano Abraham Maslow, nascido em 1908 em Nova Iorque, mostrou a hierarquia de necessidades humanas. Essa escala pode ser explicada através de cinco níveis de necessidades, que vão desde as primarias e imaturas até as mais civilizadas e maduras. No primeiro nível da pirâmide hierárquica estão as necessidades fisiológicas. A partir dessa seguem as necessidades de segurança e de associação. E no topo da pirâmide estão as necessidades de estima e de auto realização.

Sabendo disso e observando o comportamento humano, se percebe que os propósitos de vida são de acordo com qual necessidade é desejada satisfazer. Com isso em mente é possível verificar que a forma como as pessoas gastam seu tempo e a escolha de trabalho vão depender de qual necessidade se quer saciar.

Na outra via deste caminho humano, se tem a percepção de que tudo que se faz é para satisfazer as necessidades, sejam elas básicas ou maduras, porque com isso será encontrado a tão sonhada felicidade, imutável e eterna. Chega-se então ao propósito do ser humano, ser feliz. Basta prestar atenção nas pessoas ao redor e observar que tudo o que fazem é com o objetivo de ter a felicidade seja ela pessoal, familiar ou organizacional. As vezes os caminhos são considerados ilícitos, mas, mesmo assim o objetivo é o mesmo.

Entretanto, essa busca proporciona um problema que por poucos são percebidos. Trata-se da doença da alegria e do sofrimento que são inseparáveis neste contexto. Infelizmente, em nossa língua não há uma palavra para representar esse conceito que trabalha com a união do sofrimento e da alegria. Podemos explicar isso expondo a observação de que temos alegrias e elas são as sementes do sofrimento. Isso se torna um ciclo vicioso, como uma roda girando entre as polaridades de estar bem e estar mal. E as atitudes se resumem em querer frear o tempo quando se está na região da felicidade e acelerar o tempo quando se está infeliz. Muitas vezes se acha que é possível conseguir o regulador de velocidade, mas logo surge os problemas nessa tentativa de controle.

Para exemplificar isso podemos pensar em uma mulher que tem a necessidade de ter um filho. E então, o bebe nasce e tão logo se pensa: “ Que maravilha! ”. Mas, a mulher percebe que tudo o que acontece ao seu filho a perturba intensamente. Assim, na mesma medida da alegria o sofrimento surge.

Outro exemplo é o passar em um concurso público ou conseguir a vaga na multinacional que proporcionará o sucesso na empresa. Todavia, na mesma medida da estabilidade vem o cansaço da rotina. Ou na mesma medida do reconhecimento e o melhor salário vem a falta de tempo para a família e/ou “vida social”.

Os problemas ecológicos também são esse felicidade/sofrimento. Queremos apenas meios de transporte, adubos, plásticos, papel, refrigeradores…, mas tudo isso gera problemas. Portanto, descobrimos que cada uma das reações humanas tem um objetivo, contudo cada uma delas tem um resultado também. Isso é resumido por felicidade/sofrimento. E no sentido geral todos os humanos sentem isso em seu corpo.

Mas a boa notícia é que existe um remédio para essa doença. Sabendo desta realidade humana, cabe agora buscar os ensinamentos e os conhecimentos adequados que visam remover o sofrimento originado. E com isso poderá ser possível atingir um alto desempenho mental a ser utilizado nas relações humanas e organizacionais.


Fonte: Artigos Administradores / Alegria e sofrimento no cotidiano

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