Amanhã eu faço!

Amanhã eu faço!

Você costuma deixar para amanhã o que pode (ou deve) fazer hoje? Atenção, você pode ser um procrastinador

Muitas pessoas enfrentam dificuldades em seu cotidiano por estarem fortemente conectadas a um aspecto mental que alguns estudiosos chamam de “enfermidade do amanhã”. Outros designam apenas como procrastinação, que consiste no adiamento quase doentio das coisas que precisam ser feitas.

Basicamente é o seguinte: sempre se deixa  para depois (ou para amanhã) o que se pode (ou se deve) fazer/começar hoje.  É como chegar na venda do Seu Joaquim e ver a placa de alerta: “fiado só amanhã”. O aviso vai estar lá todos os dias, mas o amanhã nunca chega.

Ninguém promete a si mesmo começar uma dieta hoje. Sempre é para segunda-feira (e, na terça, desiste ou deixa para a próxima segunda). Porque fazer a faxina que a casa precisa há tempos justamente no domingo, o dia criado por Deus, nosso Senhor, para descansar? “Descanso hoje e no próximo eu faço a faxina”. E por aí vai.

Enquanto existem pessoas que acumulam coisas físicas (latas, garrafas, jornais, embalagens, etc), o procrastinador é uma espécie de acumulador de pendências mentais. Sem saber, ele vai perdendo energia preciosa conforme vai adiando o que precisa ser feito. A maioria não tem muito claro em sua mente o que é prioridade e o que é urgência (duas coisas diferentes). Conforme as pendências vão aparecendo, sempre surge uma desculpa para deixar para depois. Desde o mais usado “estou cansado” até o insólito “hoje não é dia de fazer isso”, tudo é válido para deixar para depois, de preferência, para amanhã.

Quando as coisas começam a sair de controle, o procrastinador fica aborrecido e culpa o mundo, a via láctea, os terroristas árabes, o efeito estufa ou os esquilos ingleses, que permitiram que determinada situação chegasse ao ponto que chegou. Aí é o jeito fazer, reclamando mais que siri na lata.

Tem solução para procrastinação? Claro que sim. Mas, como a maioria dos problemas causado por uma mente preguiçosa ou hiperativa, a pessoa precisa querer mudar.

Imagine como seria bom “se livrar” das pendências que estão acumuladas. Pode parecer simplista, mas basta lembrar das últimas vezes em que algo for resolvido/concluído. Lembre-se da sensação de dever cumprido, da carga que saiu de sua costa. É tão bom resolver o que precisa ser resolvido. Pergunte a si mesmo se a desculpa que você dá para não iniciar ou concluir é suficientemente convincente ou se é somente uma forma conveniente para justificar sua preguiça (muitas vezes, é só isso) ou seu receio.

Tem fazer uma forcinha para iniciar. Não pense no trabalho e sim na satisfação e alívio que vai sentir quando concluir. Dando o primeiro passo, fica mais fácil. Por exemplo: a casa precisa de uma limpeza urgente.  Não pense que vai levar horas (em certos casos, até dias) para limpar tudo. Fragmente a atividade. Comece limpando uma parte da casa. Que tal o quarto? Comece arrumando a cama, o armário, tirando o pó das coisas. Inclua uma “trilha sonora” na atividade. Não pense no todo, pense no específico. “Agora vou arrumar a cama”! Pronto. Concentre sua atenção nesta tarefa. Cante (ou tente cantar) enquanto arruma a cama. Finalizou? Agora vá para o armário. Nada mais interessa, a não ser organizar as roupas. Toda sua atenção passa a estar no armário.

Já experimentou começar uma limpeza em uma estante (por exemplo) e, quando menos percebe, já limpou a casa toda e até a lado externo? Uma coisa puxa a outra.

A estratégia vale para quase tudo, inclusive carreira e negócios. Comece fazendo e, conforme vai avançando, a vontade de continuar aparece e se fortalece. No princípio, pode ser um pouco doloroso. Você vai ter que enfrentar aquela (forte) vontade de adiar. Entretanto, quando o hábito de não deixar nada para amanhã ficar cristalizado, você já vai estar viciado na sensação de alívio e paz que uma pendência sanada traz para sua mente. 


Fonte: Artigos Administradores / Amanhã eu faço!

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