Anatomia mecânica de uma empresa: uma analogia linear e sistêmica da Administração

Anatomia mecânica de uma empresa: uma analogia linear e sistêmica da Administração

Embora isso não seja nenhuma novidade para quem estuda Administração, os comparativos e analogias são inevitáveis. Assim, temos as metáforas para nos embasar, construindo um ponto de entendimento semântico e corrobora para atualizações sem fim.

Hermeneuticamente, existe uma forma de apresentar as estruturas gerenciais de forma simples. Usando a parábola semântica de um sistema automotivo, um “approach” dissecante e anatômico será apresentado agora. Em outras palavras, de forma análoga, compararei em grau de importância, as estruturas semânticas de uma empresa com um automóvel e sua engenhosa anatomia mecânica, onde há um oceano de probabilidades argumentativas que nunca poderá se esgotar.

Segue a analogia:

  • Motor = Departamento Financeiro. Sem esse dispositivo, o carro não sai do lugar e não tem força para seguir. É condição “sine qua non” para que a empresa “ande”. A tomada de decisão final tem seu toque. Não tem como iniciar uma empresa sem que haja uma análise financeira adequada.
  • Faróis = Departamento Estratégico. Os faróis iluminam o caminho na escuridão. A cúpula gerencial deverá enxergar bem antes de investir em “áreas escuras” ou antes desconhecidas.
  • Volante =  Supervisores e chefes. Eles conduzem as rodas para que possam levar a empresa para seu destino com firmeza.
  • Rodas = Pessoas (colaboradores, consumidores e clientes). Sim. O carro não anda sem as rodas. E ainda, é sustentado por elas. A empresa se sustenta sobre as pessoas que se relacionam para sua estabilidade ou para sua falência (através de uma condução ruim).
  • Câmbio = Marketing. O poder dos níveis de avanço. A transmissão faz o carro andar mais rápido e ter sua velocidade reduzida quando for necessário. 5 marchas são a graduação de evolução das campanhas para qualquer produto avançar ou recuar. A empresa depende muito da transmissão para evoluir em pistas diferentes.
  • Combustível = Dinheiro (capital).
  • Chave = Talento do líder e de seus liderados. Só isso pode “ligar” a empresa. E se ela for tirada, o carro “morre”. Não se abre portas sem a “chave”.
  • Assentos = Linha Staff e secretários. É ela que conforta o motorista para levá-lo ao seu destino com ergonomia. O gestor, com sua linha de assessoria e secretários, pode ter conforto ao ser amparado enquanto dirige.
  • Freio / Acelerador / Embreagem = Economia. Sim, ela é o freio e ao mesmo tempo o acelerador. Força empresas a identificar a pista segura para a aceleração ou a esburacada para frenagem. Mas, tem empresas teimosas que descem na “banguela” e sofrem com o percurso que, às vezes, não é sinalizado adequadamente.
  • Cinto de segurança = Contabilidade. A área contábil é a que oferece à empresa uma segurança pelas demonstrações que exibe. Protege a empresa contra avanços desnecessários pelo simples propósito de obrigar a entidade a utilizar-se de meios legais e formais que visam estabilidade por meio de análises estruturais.

E assim, temos vários pontos de vista. É assim com relógios, com sinfônicas etc. A Administração é uma ciência que proporciona inúmeras analogias. E isso é que a torna interessante, além de necessária ao mundo. Sem ela e seu arcabouço multidiscilinar, seríamos conduzidos por charretes e não carros!


Fonte: Artigos Administradores / Anatomia mecânica de uma empresa: uma analogia linear e sistêmica da Administração

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