And the show must go on

And the show must go on

Por trás de cada apresentação belíssima e impecável, tem um bastidor nebuloso, com dúvidas, ilusões e incertezas. Mas onde é o show? É em toda parte, nas casas, nas empresas, no governo, nas escolas, no teatro de verdade, no circo, no dia a dia

Independente do clima, dos bastidores, do que está por trás da cortina de pano, o show tem que continuar.

Mas onde é o show? É em toda parte. Nas casas, nas empresas, no governo, nas escolas, no teatro de verdade, no circo, no dia a dia.

Tudo tem bastidor, muitas vezes regado a conflitos, brigas, intrigas e até verdadeiros “arranca rabo”. Discutir a relação não é incomum e que dirá então mau humor, diferença de opinião e falta de paciência. Você já ouviu falar em tolerância zero?

Por trás de cada apresentação belíssima e impecável, tem um bastidor nebuloso, com dúvidas, ilusões e incertezas. Tem coisas complicadas, complexas e fatores surpresas. Tem o concerto para a plateia e tem o concerto vip fechado, este que ninguém pagou para ver, mas necessariamente acontece para que o espetáculo possa ser impecável.

O que seria de nós, se todos pensassem exatamente igual? E se todos aceitassem tudo? Um fala e os outros escutam parece bom? E se todos fossem normais? Se decretados normais tenho certeza que seriam completamente loucos, afinal, ser normal no mundo em que vivemos parece ser completa e insana loucura.

O que dizer então de quem faz eventos? Pessoas que trabalham com pessoas e para pessoas. Não lhes parece muita gente atrás da gente? E bola para frente que atrás vem gente?

Então, quem é este tipo de gente que trabalha para gente? Penso que deveríamos investigar melhor.

Estas pessoas são gente como a gente, que também sabem ser diferentes, marcantes e contentes. Posso afirmar que há um circo no bastidor, mas que é completamente humano repleto de acertos, lotado de erros, muita energia, maestros, e do tipo que matam leões por dia sim, certamente guerreiros, complexos, ilimitados, incorrigíveis, gente que faz da desordem a ordem e da ordem o caos.

E até parece que gostam disso, desta confusão, incerteza, desta colcha de retalhos que parece não ter fim. É como um quebra cabeça, onde as peças estão espalhadas e é preciso procurar e negociar muito para encontrar todas elas a tempo. Sem saber bem como, sempre dá tempo. No fim, sempre dá certo. Depois de cada tormenta parece que aparece um arco íris reluzente com imagem de pote de ouro no final.

Mas o que vale ouro para essa gente?

Gente, pessoas, seres humanos. Porque sabem que sem pessoas, não tem negócio, e sem negócio qual é a graça? E para ter futuro tem que ter gente. Mas porque esta gente, que trabalha para gente faz eventos?

Deve ser a crise, o desemprego ou falta de opção. Às vezes parece que tem um imã que atrai as pessoas, e este mesmo imã segura com força, mantém e agarra. Magia, mandinga, encantamento, sorte ou será falta dela?

São pessoas escolhidas a dedo ou pessoas que tem o “dedo podre” para escolher? Seja como for elas são atraídas para o olho do furacão e precisam concluir a sua missão. Mas, de repente, como num videogame, todos percebem que é um jogo de fases, e estas fases podem sem mais fáceis ou bastante turbulentas, mas todo mundo quer chegar ao fim.

As batalhas são árduas, o tempo escoa e depois se renova, as vitórias aparecem, e os game over também. Mas, por sorte depois de uma derrota dá para recomeçar o jogo, e ai com dicas, manhas e esquivas que permitem avançar um pouco mais. E assim é. Avançar passo ante passo, mas sempre em frente. Como um guerreiro, retroceder nunca e render-se jamais.

Nada é como parece e o fim é incerto, imprevisível. Sempre cheio de obstáculos, pegadinhas, tira-teimas, desafios e as pessoas se movem porque querem chegar ao fim do jogo. E, depois de todo aquele esforço quando chegam ao fim comemoram muito, mas por muito pouco tempo. Porque naquele ponto todos pensavam que acabaria e ponto final. Mas ai recebem um chamado para recomeçar, e jogar de novo, para tentar ser mais rápidos ou perfeitos ou corretos. Mas o jogo acabou e foi cansativo, então quem será louco de começar tudo de novo só para reduzir o seu tempo ou fazer melhor?

Gente do tipo que trabalha com gente e para gente e certamente que trabalha com eventos. E o cansaço? Ah este é para os fracos.

Trata-se do tipo de gente que com uma andorinha faz verão sim, e com mais fazem as quatro estações de uma vez. Gente que mata pelo menos um gatinho por dia. Gente que fica soltinha igual pipa. Gente que bate em pedra dura e persiste até que fura. Gente que sozinha incomoda muito gente e junta incomoda muito mais. Gente que faz aqui e faz acolá só para saber o que é que há. Gente que é pau também é pedra, o resto de toco e que cria o fim do caminho.

Cada evento parece uma missão impossível, até que venha a próxima missão criptografada prestes a explodir. Por pouco ou por muito tempo, quem participou uma ou muitas vezes, mas se dedicou, pirou e se jogou de verdade pelo menos uma vez sabe bem do que eu estou falando.

Uma homenagem para quem fez e vai, para quem veio e fica , para quem encerra ou para quem começa, desde que tenham a certeza que valeu a pena.

And the show must go on


Fonte: Artigos Administradores / And the show must go on

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