Aprendendo a conviver com pessoas difíceis

Aprendendo a conviver com pessoas difíceis

Algumas das pessoas com quem convivemos são difíceis de lidar. Como melhorar o relacionamento com elas e conviver de forma amistosa?

Convivemos com os mais diferentes tipos de pessoas. Algumas são de fácil convivência e é muito prazeroso estar ao lado delas. Mas existem pessoas difíceis. Viver ao lado delas é um desafio e não há prazer algum associado à presença delas no mesmo ambiente em que vivemos. Algumas delas estão em nosso escritório de trabalho, na mesma sala de aula ou até dentro de nossa própria casa. Não podemos excluí-las de nossa vida e nem as retirar do espaço físico que ocupamos. Por vezes, são nossos patrões, pais, filhos, conhecidos de infância e até irmãos da mesma igreja. Como conviver com pessoas assim? Não é fácil, mas necessário. E se aprendermos a lidar com elas, sofreremos menos.

                A primeira lição a ser aprendida é: existem relacionamentos imprescindíveis. Então, só precisamos aprender a nos relacionar com algumas pessoas, por mais difíceis que sejam, e que fazem parte desse grupo ‘imprescindível’. Não poderemos pedir demissão de uma empresa toda vez que encontrarmos um superior mal-encarado e grosseiro. Não poderemos nos mudar de condomínio toda vez que aparece um vizinho insuportável. Então, partimos desse pressuposto: temos que nos relacionar com algumas pessoas difíceis. A questão é: quais serão os limites desse relacionamento?

                Aqui, temos a segunda lição: alguns relacionamentos não serão prazerosos. Então, tenhamos foco no que fazemos e por que fazemos. O que fazemos, por vezes, limita nosso relacionamento com algumas pessoas. Estamos juntos para realizar algo, cumprir determinada agenda, construir algo juntos. Seria melhor fazer isso ao lado de um amigo, companheiro e pessoa de fácil relacionamento, mas se isso não é possível, então mantenhamos o foco na ação e nos envolvamos emocionalmente o menos possível. Quando temos essa percepção, as pessoas difíceis deixam de ser o foco e se tornam apenas parte de um contexto em que não podemos realizar algo sozinhos.

Mas não podemos nos esquecer de uma terceira lição: pessoas difíceis exigem de nós postura firme. Precisamos deixar claro que não concordamos com determinadas posturas, não aceitamos determinados comportamentos e não temos outro vínculo senão aquele que nos faz parceiros de um mesmo projeto. Esse pensamento se torna mais difícil quando pensamos no ambiente familiar ou no eclesiástico, mas a realidade dos relacionamentos nos faz ter postura firme para sobrevivermos emocionalmente às pessoas mais difíceis. Nossa firmeza deixa claro que estamos nos protegendo, que temos sentimentos e valores inegociáveis e que não podem ser destruídos por pessoas que, por algum motivo, não conseguem nutrir relacionamentos saudáveis.

Existem pessoas difíceis perto de nós e teremos que as suportar ao nosso lado por questões maiores do que a amizade ou a alegria da convivência. Podemos fazer muitas coisas com elas, mas, possivelmente, nunca seremos amigos íntimos ou faremos algo que fuja às atribuições ‘obrigatórias’ nas quais estamos envolvidos. Com elas, teremos reservas e seremos firmes em nossa postura, afinal isso é uma questão de sobrevivência. Um detalhe em tudo isso: seja sincero com essas pessoas. Por mais duro que seja, fale sobre o tipo de relacionamento que vocês têm enquanto familiares, funcionários da mesma empresa, membros da mesma igreja. Seria fenomenal ter somente amigos ao nosso redor, mas a verdade é que temos pessoas difíceis também e até alguns inimigos. Para sobreviver emocionalmente aos difíceis, apenas aprendendo a lidar com eles.


Fonte: Artigos Administradores / Aprendendo a conviver com pessoas difíceis

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