As pílulas de inovação anticrise

As pílulas de inovação anticrise

Um efeito colateral positivo da crise é que ela nos força a tomar coragem para resolvermos coisas que a complacência e a cegueira encobriam

Inovação é remédio doce para qualquer momento. Nunca tem gosto amargo e sempre fortalece e revitaliza as empresas e seus colaboradores. Sua prescrição retarda o envelhecimento da organização e integra as várias funções corporativas, expandindo sua potência. Eleva a autoestima da cultura interna, reduzindo o medo de exposição a riscos e aumentando a disposição de todos em aprender e colaborar.

Entretanto, quando enfrentamos uma crise de contornos épicos, surge a inevitável pergunta. Como avançar com os esforços de inovação diante da tormenta que desacelera a atividade econômica? É compatível investir em inovação em tempos bicudos?
Para esse cenário, não valem conselhos inconsequentes. Antes de tudo, recomendo dose cavalar de Priorização e Eficiência.

Devemos focar em poucas iniciativas com potencial para transformar a empresa, tanto do lado do crescimento quanto da produtividade. Aqui, projetos inovadores de excelência operacional, gestão de preços, compras e boa governança são importantes transformações, liberando fôlego para inovações mais disruptivas.

Um efeito colateral positivo da crise é que ela nos força a tomar coragem para resolvermos coisas que a complacência e a cegueira encobriam. E não se trata de olhar apenas pela necessidade de cortar despesas. Veja principalmente como uma janela de oportunidade para mudar pessoas, reestruturar áreas, redefinir processos, readequar contratos e tantas ações adiadas infinitamente, mas que se faziam necessárias.

Aproveite ainda a crise para planejar a visão de futuro, obedecendo a um propósito pleno de significado e executado com criatividade e eficiência. Este é um exercício fundamental que poucos fazem em qualquer tempo. Felizmente, tenho visto bons exemplos de empresas de diferentes portes inovando com sucesso independente da crise. Mesmo em cenário adverso, elas definiram uma visão clara da proposta de suas marcas e investem na construção de um posicionamento diferenciado. Seus times motivados e colaborativos atuam com profunda consistência na criação, entrega e comunicação do valor superior que agregam a seus clientes.

A Premiatta é uma marca de ração para cães e gatos que inaugurou fábrica em Mogi-Guaçu no início de 2016. Enquanto muitos reclamam, ela avança com um posicionamento super premium, embalagens refinadas, portfólio diferenciado e agora, capacidade produtiva ampliada para atender demanda crescente.

A Inova Business School é uma escola de educação executiva fundada em Campinas e que cresce ao romper paradigmas, estabelecer formatos de aula e critérios de avaliação que estimulam o protagonismo dos estudantes, desenvolvendo um olhar para tendências, pensamento criativo, equilíbrio e planejamento de vida. Pioneiros em oferecer conteúdos como neuromarketing e mindfulness, seus alunos são avaliados com scores pela visão de futuro e inovação incorporadas em seus trabalhos.

A B2 é uma agência paulistana que se formou para organizar formaturas, mas que hoje se expande como plataforma especial de relacionamento com universitários e de conexão de marcas com o público jovem em todo o Brasil, desenvolvendo projetos criativos e integrados.

Estas empresas têm pontos em comum. Primeiro, uma visão apaixonada e muito clara do que querem ser. E uma obsessão em manter seus clientes no centro das decisões. Definem o mapa de seu futuro e priorizam as atividades mais críticas, com pés no chão. Investem de um lado, mas controlam de outro. E claro, não aceitam a doença da crise, tomando diariamente pílulas da inovação anticrise para contornar as dificuldades e aproveitar as numerosas oportunidades de mercado. Não significa que elas tenham vida fácil, imunes a cólicas e resfriados organizacionais. Mas a cada dia, se fortalecem e pavimentam um futuro sólido e sustentável, semeado pela inovação.


Fonte: Artigos Administradores / As pílulas de inovação anticrise

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