As PMEs são a base da manutenção do emprego global

As PMEs são a base da manutenção do emprego global

As pequenas e médias empresas são responsáveis por cerca de 50% do emprego global. Simultaneamente, elas são as primeiras a sofrer com as crises globais.

As pequenas e médias empresas são responsáveis por cerca de 50% do emprego global. Simultaneamente, elas são as primeiras a sofrer com as crises globais.

Logo, é vital desenvolver e fortalecer as PMEs e o ambiente empreendedor e aumentar sua resiliência às crises externas ao seu ambiente e operação. Este objetivo deveria ser prioritário e explícito em qualquer política econômica pública.

Para desenvolver a economia, considerando que se está em uma economia que se fundamenta no capitalismo, necessita haver consumo, e para que este seja possível as pessoas precisam estar empregadas para haver demanda por produtos e serviços, por consequência, é necessário minimizar desemprego, criar novas oportunidades, incrementar negócios, ou seja, manter emprego, isto é conclusão básica.

Por corolário, o aumento das taxas de emprego e consumo, aumenta a produção e a oferta, a arrecadação do governo, melhora o atendimento em saúde, melhora a educação e investe-se em infraestrutura e cria-se o ciclo virtuoso. Claro, tendo como premissa a inexistência de mensalões e petrolões.

A ajuda a países com dificuldades financeiras ou a instituições financeiras para evitar ruptura sistêmica é uma perspectiva de curto-prazo e só obterá resultados de curto-prazo. Para se ter uma economia sustentável, no tempo, com empregabilidade e desenvolvimento sustentável o foco deve ser direcionado para a pequenas e médias empresas.

Em artigo (*1) do Fórum Econômico Mundial, fazendo referência a um relatório do ITC – International Trade Center – destaca-se que as PMEs representam, globalmente, 95% do universo de empresas e que são responsáveis por 50% do emprego, e que, se se considerar as empresas formais e as informais, estas são responsáveis por 60 a 70% do total dos empregos. Estas empresas perfazem um total entre 420 e 510 milhões de PMEs, das quais 310 milhões estão nos mercados emergentes.

Ou seja, os números acima são dramáticos no que tange à responsabilidade dos gestores públicos, e não só, de prestar atenção, focar, e apoiar o desenvolvimento das PMEs para permitir o desenvolvimento de uma economia sustentável, responsável socialmente e duradoura dentro de padrões éticos e equânimes de distribuição de riqueza, sem que seja necessário discursos e revoluções populistas para que a grande maioria, que faz realmente a roda econômica girar, ser ouvida.

Em um mundo totalmente conectado, faz-se imprescindível que as PMEs tenham presença na rede mundial por meio de sites próprios ou participando em redes sociais locais e globais ou em diretórios de negócios e utilizem esses recursos.

Desde um pequeno negócio que atende somente os vizinhos até às empresas que podem ou querem exportar seus serviços e produtos, a rede global – Internet – é fundamental, pois permite seu vizinho encontrar a empresa e também outro potencial cliente do outro lado do mundo encontrar a empresa.

A venda, hoje, é mais dependente de uma relação social, do engajamento e do conhecimento (do produto, serviço ou informação relevante fornecida), e isso pode ser facilitado e acelerado com a utilização das redes. Permitindo, às PMEs, a criação de “planos B, C, D,…” para épocas de crise.

Os produtos e serviços sofrem concorrência global, estão cada vez mais padronizados por efeitos de regulamentos que tem que obedecer em sua fabricação, distribuição e apresentação, relacionados a qualidade e segurança, e muitos também têm limitação com relação a preço que não pode ser extrapolado em relação à concorrência. Logo, o diferencial terá que vir da relação e atendimento e do que poderá agregar de intangível.

E, só um relacionamento entre PMEs e das PMEs com cliente final poderá desenvolver um ambiente onde os valores e premissas anteriores podem ser praticadas com sustentabilidade no tempo. Nesta visão, as redes sociais e de negócios têm papel fundamental para a perenidade e segurança das PMEs, sem depender de grandes empresas, governos ou financiamentos. Ou, pelo menos, diminuir essa dependência e criar vários canais e opções locais e globais para escoar produtos e serviços, diminuindo o risco por meio da criação da diversidade de alternativas de mercados e clientes.

Com esta visão, volta-se ao parágrafo inicial, deste artigo, de sustentabilidade do emprego, do consumo e, portanto, da economia estável, fazendo com que quem realmente sustenta e mantem o emprego e a economia real funcionando possa tomar as rédeas desse desenvolvimento e da sustentabilidade.

Os discursos são muitos, os programas também, mas efetividade e eficácia e transformação da realidade distorcida ainda está longe de ocorrer. Mas com o avanço da interconectividade e com meios e equipamentos cada vez mais acessíveis, além das novas gerações de empreendedores cada vez mais digitais, espera-se que esta realidade mude rapidamente e as pessoas tenham a consciência da importância fundamental que as PMEs têm em qualquer economia deste planeta. Assim como as próprias PMEs desenvolvam uma consciência e unanimidade para que se façam ouvidas e ajam de acordo com a sua real e inequívoca importância no cenário econômico e social. As PMEs são o emprego e são a economia real, sem os quais não adianta ter governo, bolsa, especulação ou grandes instituições, pois não haverá emprego, não haverá consumo, não haverá economia estável.

 

(*1) – How small companies can change the world: https://agenda.weforum.org/2015/10/how-small-companies-can-change-the-world/?utm_content=buffera241d&utm_medium=social&utm_source=linkedin.com&utm_campaign=buffer


Fonte: Artigos Administradores / As PMEs são a base da manutenção do emprego global

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