As regras desconhecidas do mercado

As regras desconhecidas do mercado

Nosso papel ou possíveis destinos no mercado

GLOBALIZAÇÃO = MERCADO = NATUREZA e não MÃE NATUREZA. SISTEMA: mecanismo complexo de diretrizes contraditórias que rege o mundo através de políticas e mecanismos políticos, organizações públicas ou privadas para fins comuns de dominação aos que detem parte deste poder no mundo.

Quando o conceito de GLOBALIZAÇÃO começou a ser difundido, a espectativa para uma nova década ou século eram de produtos manufaturados sendo produzidos por várias empresas, com normatizações diversas, focado em qualidade e preços baixos, aumento da força de trabalho, permitindo no final do ciclo de produção/montagem dos produtos, a distribuição em menor prazo, permitindo a diversidade.

Quando o mundo adotou essa ideologia, surge a globalização quanto as funções administrativas das indústrias de base, bens de consumo, serviços, etc. aonde tais tarefas passam a ser regidas por metodologias universais, ao ponto que, em qualquer lugar do mundo, as atividades a serem exercidas não tenham obstáculo ao serem executadas por qualquer pessoa de qualquer etnia.

Com a virada do século, a globalização passa a ter alguns nomes. O primeiro como GLOBALIZAÇÃO; o segundo e o atual, MERCADO, regendo como as sociedades devem agir perante a diversos cenários entrelaçados a finanças (tudo se torna monetizado ou monetizável, incluindo as pessoas) perante a bolsa de valores: cenários de crise, miséria, governos, guerras, dentre outros.

O terceiro nome dado a globalização, embora não se admita, chama-se NATUREZA. Este nome e função se embaraça com os papéis da MÃE NATUREZA. Quando um indivíduo ou uma sociedade não consegue atingir as metas do MERCADO ou fazer parte deste MERCADO, ele(s) passam a fazer parte do destino da NATUREZA, cuja filosofia mercantil implantada diz que a NATUREZA os destinou a estarem na miséria, fracasso ou falência, como força maior, para um propósito – maldição ou descarte –  pelos deuses, isentando o MERCADO da culpa, permitindo a destruição permante, com pouca possibilidade de qualquer tipo de ajuda. Essa NATUREZA tenta consolar os homens de seu estado de miséria, anestesiando-os a não agirem, perpetuando assim a opressão, corrupção e mortes.

O MERCADO hoje compara-se a um furacão que por onde passa, atrae tudo o que estiver no caminho para dentro de si e, quando lança fora os objetos tragados, geralmente estão destruídos ou são inutilizados.

Estar e manter-se dentro do furação (mercado) requer esforço, dedicação e também abdicações como parte do processo/filosofia do MERCADO. Quando os objetos são lançados para fora, podemos referenciá-los como: família, saúde, projeto de vida, convicções, fé, longevidade e as próprias pessoas que estavam lutando para manterem-se firmes dentro do epicentro, mas falharam. O processo de descarte inicia-se, em primeiro lugar, pelas pessoas inseridas no furacão (os trabalhadores), aonde estes, atento aos ensinos e convicções errôneas do sistema, estão convencidos que o que foi jogado fora como peso excedente podem ser recuperados posteriormente ou que o recomeço seria melhor caminho, trazendo amarguras e dores sem fim após a queda, alicerçadas nas convicções do sistema global, pós modernidade. PENSAR COMO O SISTEMA, ESTAR UNIDO COMO O SISTEMA GLOBAL DETERMINA E ELIMINAR AQUILO QUE FOR CONTRA O SISTEMA OU NÃO HOUVER FORÇAS PARA COOPERAR COM AS METAS E CONVICÇÕES ESTABELECIDAS PELO SISTEMA.

O sistema mercantil domina também a natureza e o que nela existe. A MÃE NATUREZA coopera para o bem da sociedade, mas os homens intervém, fere e domina. NATUREZA e MÃE NATUREZA não são iguais. A primeira é MERCANTIL e a segunda, SOCIAL/NATURAL/COOPERADORA.


Fonte: Artigos Administradores / As regras desconhecidas do mercado

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