Assédio moral – Uma prática condenável

Assédio moral – Uma prática condenável

Embora seja uma prática relativamente comum já por muito tempo, o assédio moral está mais em evidência devido a ações de denúncia no Ministério do Trabalho. Hoje, mais do que nunca, ele deve ser combatido

Assédio moral. Você certamente conhece este termo. Mas realmente sabe o quê pode ser classificado como sendo assédio moral? Saber como identificar o assédio moral dentro da empresa e quais medidas podem ser tomadas, é um passo importante que cada um de nós deve dar para combater esta prática abusiva, que pode ocasionar consequências terríveis ao trabalhador.

Segundo Alkimim (2006, p. 36), a conduta abusiva e sistematizada contra a dignidade e integridade psíquica ou física de uma pessoa, agrega dois elementos: o abuso de poder e a manipulação perversa. Esta prática degrada o ambiente de trabalho e desequilibra a vítima, prejudicando a saúde mental do trabalhador e colocando-o a margem do sistema produtivo da empresa.

Esse comportamento que caracteriza assédio moral não é novo. A novidade está na notoriedade que casos clssificados como tal vem tendo. Além disso, apesar do progresso obtido na gestão de pessoas ao longo do tempo, atos que caracterizam assédio moral vem sendo banalizados, principalmente por gestores inexperientes. Isto tem elevado o número de ações na justiça, expondo um problema que é considerado humano, econômico e social.

Mas, na prática, como se dá o assédio moral? A ação é caracterizado por expor o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras de forma repetitiva e prolongada, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas atividades.

É comum ocorrer na relação hierárquica autoritária, onde a conduta negativa e a falta de ética por parte de um ou mais chefes é dirigida a um ou mais subordinados. O contrário também pode ocorrer, ou seja, os subordinados podem submeter o chefe a ações vexatórias ou mesmo promover o boicote, promovendo assim o assédio moral no sentido contrário ao nível hierárquico. Mas, casos deste tipo são bem mais raros.

Como, então, pode-se determinar na prática se um colaborador está sendo vítima de assédio moral? Se ele está sendo isolado do grupo sem explicações, se está sendo hostilizado, ridicularizado, inferiorizado, culpabilizado e desacreditado diante dos colegas, de forma sistemática e deliberada, então está sofrendo assédio moral no trabalho.

Este é um tema que pode ser bem descutido, com muito conteúdo. Para ir mais direto ao ponto, podemos citar alguns exemplos práticos que podem revelar o assédio moral dentro do ambiente de trabalho. E é muito importante refletirmos nestes exemplos, e ainda, discernir outros possíveis, para que saibamos identificar tal prática e, acima de tudo, ficar cientes de que ninguém deve ficar calado diante de atos hostis dentro da empresa. Sejam estes atos contra si ou contra o colega.

Vejamos alguns exemplos:

– Creditar a si próprio o trabalho de outros ou não dar os devidos créditos.
– Intimidar, amedrontar, inferiorizar, repetidamente.
– Não dar tarefas ou os subsídios necessário para sua realização.
– Dar tarefas que exijam qualificação menor ou muito maior do que a capacidade do funcionário.
– Provocar a fim de obter uma reação exacerbada.
– Rir do indivíduo que apresenta dificuldade intelectual, falar baixinho, suspirar, etc.
– Aplicar advertência, quer escrita ou verbal ou colocar em dúvida a necessidade de atestado médico
– Dar advertência por que o funcionário reclamou seus direitos.
– Deixar de conversar, ignorar o funcionário.

Bem, a lista pode ser muito maior. É importante salientar que estes gestos devem ser repetitivos, intencionais, direcionados e por determinado tempo para que se configure assédio moral.

E o que você deve fazer caso se encontre nesta situação, ou seja, se estiver sofrendo assédio moral? Comece anotando as ocorrências. Faça um registro preciso de cada situação, com data, hora, local e envolvidos. Procure salvar qualquer registro que possa ajudá-lo em uma eventual necessidade de comprovação, tais como comunicações internas, e-mails, etc. Em caso de ações contra a empresa, talvez seja solicitado uma testemunha. Estas podem ser ex funcionários que passaram ou presenciaram qualquer atitude relacionada. E tenha em mente o seguinte: o departamento de RH da sua empresa é, a priori, um canal aberto de comunicação que  serve para ouvi-lo caso você precise expor a situação. Não hesite em relatar ao RH se seu chefe o está assediando moralmente.

O assédio moral pode levar a doenças relacionadas ao trabalho, como a depressão, ansiedade e até síndrome de pânico. Portanto, toda e qualquer ação por parte de chefias que possam ser relacionadas a assédio moral devem ser combatidas, a fim de tornar o ambiente de trabalho pacífico e mais prazeroso.


Fonte: Artigos Administradores / Assédio moral – Uma prática condenável

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