Até quando?

Até quando?

O tempo é o mesmo para todos, mas porque alguns fazem melhor uso dele do que outros?

Não é somente uma questão de saber administrá-lo, mas também de ter consciência do que você é e não apenas do que gostaria de ser. Se você se conhece e busca cada vez mais descobrir isso, nenhum rótulo te define e ninguém te representa.

Esse é o passo mais importante para qualquer pessoa fazer um bom uso do seu ou do que ainda resta dele. Mas, infelizmente a grande maioria está no piloto automático e acaba seguindo o fluxo, mesmo sem saber aonde ele levará.

As crenças limitantes e as programações mentais atrapalhadas são as grandes responsáveis por você ser quem é e adiar aquilo que realmente te faz feliz. Porém, a partir do momento que você consegue identificar isso, não há mais quem culpar, além de si próprio.

O que você está esperando acontecer para fazer aquilo que gosta, que te faz bem e te realiza?

Algo que te motive e incentive apesar de todos os obstáculos?

Deus nos concedeu dons para usufruí-los da melhor maneira possível, você já descobriu quais são os seus? Está utilizando eles ou vai continuar negando que os possui?

O que te faz acordar animado, disposto para enfrentar os desafios cotidianos?

Tem medo de falhar, se decepcionar ou até decepcionar alguém e por isso não tenta? Como dizia Gandhi: “Você nunca sabe que resultados virão da sua ação, mas se você não fizer nada, não virão resultados.”

A única certeza que temos é que a vida é breve, então porque fazemos tanta coisa que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos?

Está satisfeito com o mundo em que vive ou acha que pode fazer alguma coisa para transformá-lo?

Se a felicidade fosse a moeda nacional, qual trabalho te tornaria rico?

Faz aquilo que acredita ou apenas se conforma com o que está fazendo?

Trabalha em algo que sempre foi o seu sonho ou o sonho dos outros?

Se a expectativa de vida fosse de 40 anos, você continuaria fazendo o que faz ou já estaria morto sem ao menos ter se realizado? Não se engane, ela não começa aos 40 como diz o ditado.

Você apenas sobrevive para pagar contas ou já encontrou algo que valha a pena viver?

O que está te prendendo pra fazer aquilo que realmente quer? Se já trabalha em uma empresa, por acaso seria o salário que te mantém, mas te impede de alçar voos maiores ou os benefícios que ela te oferece? Se esse é o seu preço, então qual é o seu valor?

Trabalhar de 40 a 44 horas semanais e não se identificar com aquilo que faz, em troca apenas do seu sustento te parece justo? É isso que você busca? Se anular, ficar menos tempo com a sua família e amigos, colaborar com o enriquecimento do lugar onde você trabalha enquanto você perde a sua saúde e nem consegue ser liberado para utilizar o plano de que foi oferecido porque você precisa produzir?

Até quando você pretende ser refém do seu ponto eletrônico, registrar sua infelicidade quando entra e sua felicidade quando sai? Porém, na saída não te sobra forças pra fazer aquilo que quer, porque você deixou toda sua energia quando entrou e permaneceu lá.  

Será que não é hora de se desapegar e deixar ir? Porque quem não deixa o que não basta, não descobre o que lhe falta.

Você insiste naquilo em que acredita ou permite que a aceitação te domine? Porque está onde está? O que esse lugar significa pra você?

Em qual momento ou qual foi a última vez que se sentiu apaixonado por algo e vivo? Isso pode ser um bom indicativo para criar coragem, deixar de dar desculpas e fazer o que sempre quis. Como bem dizia Osho: “Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar apesar de todas as consequências.” Pare de calcular riscos e recompensas e parta para a ação, tenha atitude!

Se esse não é o momento certo para largar tudo e recomeçar, então quando será? O que você tem a perder? Aposto que muita gente vai responder essa pergunta se apegando na primeira e na segunda base da pirâmide de Maslow, que são as necessidades fisiológicas e a segurança, que na verdade não existe, porque tudo é transitório e passageiro, assim como seu emprego. Pessoas que pensam dessa forma, jamais conquistarão o topo dela, que é a realização pessoal, pois, estarão presas na segunda base, com a falsa sensação de estabilidade.

Vamos supor que você ganhe na loteria, nesse caso, continuaria fazendo o que faz ou sairia do seu atual trabalho?

Pilote sua própria cabeça, não deixe que façam isso por você, pois, a felicidade não tem receita e muito menos preço.

O que te faz feliz pode não fazer os outros felizes também, mas e daí? A vida é de quem? Lembre-se que ela não tem rascunhos para passar a limpo. O arrependimento pode chegar tardio e nada mais poderá ser feito.

No final das contas, a pergunta que não quer calar é uma só:

Até quando você vai adiar seus planos esperando por um momento que nunca chega?

Até quando?


Fonte: Artigos Administradores / Até quando?

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