Autoanálise da vida no século XXI

Autoanálise da vida no século XXI

Reflexões para os desapercebidos.

Tenho medo. Sou afligido por insegurança em executar atividades de que tenho conhecimento. Ouço muitas vozes e, em meus pensamentos, são cravadas frases e palavras repetidas, sem perceber as negativas. O pessimismo surge como fenômeno, comparado às estações do ano, propagado como os períodos de outono e de inverno.

Conselhos surgem sem solicitação; de preferência, em projetos ou em planejamento de vida… Uma vida cheia de regras testadas; uma vida que não pode ser alterada.

No final, para se ter sucesso e felicidade, todas as opções acima não podem existir de acordo com os ditames do pós-modernismo. Sentimentos são sufocados, e muitos passam a se forçar a ser o que não podem ser e a exigir de si o que não faz parte de suas convicções, vivendo de forma insignificante, sem profunda essência. Vida imoral, vazia e supérflua; eis o convite! A aceitação é grande. A depressão surge, e o antídoto também: o liberalismo moral, as comidas e as guloseimas industrializadas, as doenças.

Qual foi o sentido de tudo? Ser mais um no meio da multidão, sem moral, sem ética, sem valor. Ser um número como qualquer outro, destruído e destruindo, sem perceber suas atrocidades. Jaz um defunto “culto”.

Não pense, não critique, tampouco discuta. O cliente tem razão, seu chefe nunca erra. Claro, ele é gentil e o ouve somente se for benéfico a ele, ou para evitar a queda da carreira e o bem-estar próprio. Melhorias estão ligadas aos desejos dos acionistas; portanto, apenas há a fachada ilusionista. Você sempre será um perdedor; pois, mesmo que estude todos os cursos do mundo e fale muitos idiomas, será um número. Isso é, um trabalhador de caráter escravo na pós-modernidade, com rendimentos menores do que o de anos anteriores. Como um técnico de futebol dos tempos atuais, se o time não ganhar, é demitido, ainda que seja bom e tenha excelentes experiências.

Perde-se a essência do homem. Perde-se o homem e todos ao seu redor. Não há diálogo, nem compreensão. Teorias novas; novos super-homens dotados de inteligência e autossuficientes. Conflitos internos e depressão. Haverá sempre a voz da essência humana clamando por libertação do supérfluo e pela vida plena em sua essência… Voltemos às nossas origens.

A família perdeu-se; os pais separam-se, os irmãos odeiam-se, e ninguém consegue compreender e ser compreendido. A distância torna-se amiga de todos. “Conviver em união” é uma expressão em desuso. A convivência ocorre por interesses egoístas. Por isso, acredita-se no relativo, no subjetivo e no pluralismo, as únicas forças que conseguem, de maneira duvidosa, sustentar a tudo e a todos. E, se ocorrer fracasso, a culpa será sua; e, não, dos governos ou de qualquer autoridade representativa. Esse é o ditado dos ditadores do sistema econômico mundial.


Fonte: Artigos Administradores / Autoanálise da vida no século XXI

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