Balanced Scorecard Pessoal – 3 perspectivas para tomar a melhor decisão

Balanced Scorecard Pessoal – 3 perspectivas para tomar a melhor decisão

Somos como um sistema integrado. Uma decisão em uma área afeta várias outras áreas da vida

Em gestão de negócios existe uma metodologia de apoio a decisão e usada para mensurar o desempenho dos negócios chamada balanced scorecard. Em linhas gerais, o balanced scorecard mede o resultado de um negócio considerando mais coisas do que apenas o lucro. As empresas incluem dados sociais, de processos internos e até estatísticas de satisfação de clientes.

Em meu trabalho com pessoas, seja ajudando-as nas questões financeiras, pessoais ou profissionais, frequentemente me deparo com perguntas do tipo: “devo fazer um financiamento para comprar X?”, “devo ir ao shopping sabendo que não posso gastar Y?” ou “será que devo mudar de emprego?”

De fato não existe resposta padrão para todos os casos. Esse tipo de decisão é parecido com um atendimento nutricional. É preciso “tirar as medidas” da pessoa, identificar as características individuais e só depois passar um cardápio adequado àquela realidade específica.

Com meus clientes em processos de coaching, as ferramentas de coaching naturalmente levam-no a tomar as melhores decisões.

Como recebo muitas dúvidas pontuais de pessoas que precisam tomar uma decisão específica e eu procuro ajudar todas as pessoas que me procuram, elaborei uma espécie de balanced scorecard pessoal, em que elenco três perspectivas fundamentais que devem ser levadas em conta ao se decidir algo.

Um exemplo real: Devo fazer um empréstimo para comprar X? a resposta automática seria NÃO, pois vai pagar juros, etc.

Só que mesmo nesses casos é preciso avaliar mais do que a perspectiva financeira. Por que? porque deixar de viver ou curtir algum momento legal com a família, por exemplo, pode trazer mais problemas no futuro, seja por esfriar os laços entre as pessoas ou pelos sentimentos menos que positivos gerados por se privar de qualquer forma de lazer. Por outro lado, deixar de comprar algo necessário também pode trazer outros problemas.

Para exemplificar uma hipótese não financeira, imagina a situação: “devo mudar de emprego?”. Avaliando também apenas do ponto de vista financeiro, bastaria apenas somar quanto cada um paga de salário e a decisão estaria tomada. Só que existem uma série de outros fatores, por exemplo: será preciso viajar muito? existem benefícios? preciso trabalhar aos finais de semana? eu acredito nos valores da empresa?

Sendo assim, levantei 3 perspectivas que passo para pessoas que me procuram com dúvidas específicas sobre uma decisão desse tipo.

É preciso simular a decisão em todas as possibilidades de escolha, para que seja tomada a melhor decisão.

1- Perspectiva Financeira: qual o impacto da decisão em minha vida financeira? como está a minha vida financeira hoje? e se eu tomar a decisão, como vai ficar? Tenho dívidas? Quanto tempo vou demorar a mais(ou menos) para pagar as dívidas? Exemplo: comprar um carro novo ou não comprar um carro novo: o que acontecerá se eu comprar e o que acontecerá se eu não comprar, do ponto de vista financeiro?

2- Vida pessoal: qual o impacto da decisão em minha vida pessoal? o que é mais importante para mim? como eu me sentirei depois de tomar a decisão? a decisão vai afetar alguém da minha família? como vão ficar as minhas relações pessoais? como as outras pessoas vão me ver depois de tomar a decisão e como eu vou lidar com isso? Daqui a um ano, como eu estarei?

3- Vida profissional: quais os impactos da decisão em minha carreira? avaliar todas as possíveis interferências em sua vida profissional. A decisão vai me ajudar a produzir mais? a decisão vai afetar alguma outra pessoa da minha rede de contatos profissional? como as outras pessoas vão me ver depois de ter tomado a decisão?

Claro que as três perspectivas são bem abrangentes e normalmente faço mais perguntas ao usar essa ferramenta. A ideia aqui é mostrar mais uma forma de avaliar uma tomada de decisão que impacta todas as áreas da vida da pessoa.

E mostrar o poder que a pessoa tem o poder de decidir o que quer e o que não quer, arcando naturalmente com as consequências disso.

A mensagem final é: seja lá o que for decidir, avalie todas as circunstâncias, simule na mente e no papel o que acontecerá em cada alternativa, faça a sua escolha e arque com os resultados. Somos como um sistema integrado, uma decisão em uma esfera afetará de alguma forma outras partes da nossa vida, por isso é importante agir consciente e avaliando as alternativas.

 


Fonte: Artigos Administradores / Balanced Scorecard Pessoal – 3 perspectivas para tomar a melhor decisão

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