Benchmarking e a aprendizagem organizacional

Benchmarking e a aprendizagem organizacional

Tipos de benchmarking e como isso pode ajudar sua empresa a produzir melhorias contínuas

O Benchmarking traz um importante aprendizado organizacional por estar pautado na busca contínua por melhorias, absorvendo as melhores práticas dos outros ou até mesmo de outros setores da sua própria empresa. Com isso consegue-se melhorar ainda mais, em menos tempo. Ele visa o estabelecimento de metas que deverão ser atingidas, a busca pelos melhores métodos aplicados por outras empresas/setores e, com isso, a superação.

Esse processo proporciona um jeito eficaz de atingir seus objetivos sem a desvantagem de passar um tempo precioso na “tentativa e erro”. Com isso, pode-se utilizar esse tempo ganho para buscar a adaptação desses métodos à realidade da sua empresa.

Entramos então no conceito de Reengenharia, que significa uma mudança radical no processo produtivo para obtenção de resultados mais significativos em tempos mais curtos. Nos anos 80 ela ficou muito estigmatizada, pois trouxe demissões em massa. Já hoje, as empresas buscam respeitar sua cultura e sua personalidade, preferindo chamar de “Aprimoramento de Processo”, desenvolvendo mudanças mais gradativas e menos radicais.

Observar o que o outro tem de melhor traz a possibilidade de se observar em outra perspectiva. Trabalhar em uma análise SWOT, por exemplo, traz a possibilidade de melhorar o que está ruim e aperfeiçoar ainda mais o que já é bom. É de extrema importância a prática do autoconhecimento para a perpetuação da empresa.

Os 3 principais tipos de Benchmarking são:

  • Benchmarking Interno – É o tipo mais utilizado, pois a procura por melhorias ocorre dentro da própria empresa. Busca-se a informação em unidades diferentes, como outras sedes, departamentos, setores, etc. É a que traz o processo mais facilitado, pela tranquilidade em se conseguir parcerias, além de se obter um custo mais baixo. Porém, como se trata da mesma empresa, as práticas exercidas estarão quase sempre impregnadas dos mesmos paradigmas.
  • Benchmarking Funcional – É quando se precisa melhorar um determinado serviço, e busca-se essa informação em empresas que não necessariamente são concorrentes ou do mesmo setor. Por exemplo: Você tem uma empresa de moda feminina que vende pela internet. Sua empresa está perdendo vendas, pois seu prazo de entrega é demorado e os custos com envio muito altos. Então, para melhorar esse serviço, busca informações com uma empresa que vende eletroeletrônicos e que é famosa por fazer o produto chegar até a casa do cliente em 2 dias com um valor de frete bem mais baixo. A ideia, neste caso, é identificar os melhores na função, independente do setor em que atua.
  • Benchmarking Competitivo – É o tipo utilizado quando queremos nos adequar ao que o nosso concorrente faz de melhor. Costuma ser bastante praticado. Mesmo que as empresas tenham uma forte política de sigilo, muitas vezes disponibilizam grande quantidade de informação sobre si mesmas em seus próprios sites, prospectos, entre outras fontes. Busca-se essa forma de benchmarking não quando se quer superar o concorrente, mas sim acompanhá-lo e, com isso, manter a competitividade.

Cada empresa pode utilizar um ou mais tipos de Benchmarking para chegar ao seu objetivo. Não deixe que os outros engulam você. As melhorias devem ser contínuas.


Fonte: Artigos Administradores / Benchmarking e a aprendizagem organizacional

Os comentários estão fechados.