Bloquear sites em sua empresa: 8 pontos para considerar

Bloquear sites em sua empresa: 8 pontos para considerar

Entenda porque bloquear sites é uma opção para muitas empresas e qual é a melhor forma de fazer isso

Quando falamos em bloquear ou liberar sites em ambientes corporativos estamos tratando, também, de interesses pessoais, expectativas e emoções de todos os envolvidos.

Talvez por isso esse seja um assunto tão delicado e complicado de lidar. É um dilema comum enfrentado por gestores de TI e empresários, que sentem no dia a dia a necessidade de restringir e controlar os acessos, mas não sabem qual é a melhor forma de fazer isso.

Por isso, neste artigo, vou enumerar alguns tópicos importantes para que esta decisão seja feita com consciência e aceita da melhor forma possível pelos colaboradores. Pronto para começar?

Antes de tudo, é essencial ter bem claro quais são os problemas que o livre acesso pode acarretar para a sua organização. Tanto você quanto o seu colaborador precisam saber que bloquear sites não é “implicância” ou “capricho”, mas sim uma prática para a prevenção e garantia da empresa.

É comum que um movimento dos colaboradores apareça depois de implementar os bloqueios e é melhor que você tenha em mente todas as objeções que podem surgir, ou melhor ainda, já comunique antes sua posição com todas as razões que o levaram à esta atitude.

É importante se mostrar aberto para tirar todas as dúvidas e se certificar de que todos entenderam suas intenções (mais para frente veremos como é possível colocar regras sem ser tão duro).

Muitos acham que o bloqueio de sites serve apenas para controlar a equipe, mas vai além disso. Veja os problemas que são evitados quando essa atitude é tomada:

Consumo de banda

Quando a internet é liberada, um dos maiores problemas vivenciados pelas empresas é o consumo excessivo de banda. Como a internet é utilizada para fins pessoais, muitos programas e arquivos desnecessários podem ser baixados na máquina da empresa, o que prejudica o uso coletivo.

Existem setores que precisam, sim, fazer downloads, mas também existem os setores que necessitam de uma rede estável, como o financeiro, que não pode ser prejudicado por isso.

Sem a consciência da rede e sua respectiva estrutura fica difícil manter a organização e o uso sustentável dos recursos oferecidos.

O Youtube, por exemplo, é um dos grandes vilões das redes corporativas. Lá são encontrados vídeos de todos os assuntos imagináveis, e essa modalidade de conteúdo exige muito da banda.

Acontece, então, que muitos acreditam que a internet é lenta por problemas da operadora, mas muitas vezes isso está mais relacionado ao mau uso. É importante que todos saibam disso.

Foco

Outro grande problema enfrentado por quem decide não bloquear sites é também o mais fácil de notar: a falta de foco dos colaboradores.

Somos humanos, a maioria de nós também possui redes sociais e, por isso, sabemos como é fácil se dispersar. Além disso, todos temos muitos problemas pessoais que podem ser resolvidos pela internet.

Em empresas, é possível colher histórias diversas de funcionários que trocavam e-mails pessoais em horário de trabalho, ou que passavam horas lendo sobre seu time de futebol, jogando pôquer online, baixando torrent ou qualquer outra atividade que não se relaciona ao trabalho.

Agora imagine o prejuízo desta empresa, que espera resultados de sua equipe enquanto ela se distrai na internet?

produtividade é uma das métricas mais importantes em uma empresa e este é um dos principais motivos para bloquear sites e filtrar os conteúdos acessados. É preciso focar no desempenho do negócio.

Segurança

Outro ponto primordial para a decisão de bloquear sites é a segurança da rede. Com o livre acesso, consequentemente, a rede fica vulnerável a links maliciosos e vírus vindos de downloads e sites não confiáveis.

As próprias redes sociais são locais cheios de links mal intencionados e, mesmo que a pessoa tenha noção de segurança na internet, não está livre de receber algum ataque.

A troca de informações e envio de arquivos também é outra preocupação que deve ser levada em conta, ok?

O que muitas empresas têm feito para contornar o uso indiscriminado dos computadores corporativos, por exemplo, é adotar a prática BYOD, em que os funcionários levam seus próprios dispositivos ao trabalho.

Mesmo assim, é importante manter um firewall ativo e o antivírus sempre atualizado, tomando cuidado para não deixar vazar dados da empresa.

Aliás, este é outro ponto importante a se pensar: a forma como você pretende bloquear sites.

Se a forma que você utilizar for amadora, um funcionário pode facilmente encontrar um jeito de driblar as restrições e comprometer ainda mais a segurança, os dados e a propriedade intelectual da empresa.

Isso acontece porque os atalhos encontrados para isso na web são perigosos e os canais criados podem fluir informações indesejadas, que nem mesmo programas de prevenção conseguem segurar.

Custos

Por fim, os custos são problemas decorrentes de todos os outros tópicos que já conversamos.

Sem bloquear sites, as empresas estão se colocando em uma posição vulnerável a ataques e devem estar preparadas para arcar com estes gastos de proteção e reparação, além de desembolsar acima do previsto com a banda larga e, o pior de tudo, perder em produtividade e qualidade no trabalho.

É um prejuízo quase incalculável, não é mesmo?

Você acredita que enumerando todos esses problemas os colaboradores são capazes de te entender melhor? Vamos a mais alguns pontos importantes a considerar:

Satisfação dos colaboradores

Bloquear sites sem ponderar a utilidade de cada um não é saudável. Devemos levar em conta que, mesmo acessando sites não relacionados, os funcionários precisam de alguns minutos de descontração para depois voltar ao trabalho mais focados.

O problema não é o acesso, mas sim o limite. Por isso, vale a pena liberar determinados conteúdos em alguns períodos do dia. Pense nisso!

Maturidade

Será que a sua equipe é madura?

Se sim, vai ser muito mais fácil levar suas decisões adiante. A maturidade é uma das características mais importantes em uma equipe. Quando ela possui essa virtude, seus integrantes estão comprometidos com os resultados da empresa e assim, são mais conscientes dentro do ambiente de trabalho.

Se esse for o seu caso, você pode até ser mais flexível com o acesso a internet, certo?  Vale a pena retribuir a dedicação também!

Particularidades

Como já citamos no artigo, é preciso analisar as particularidades de cada setor para definir os grupos de acesso.

A sua equipe de Marketing, por exemplo, precisa acessar as redes sociais e Youtube algumas vezes ao dia.

Por isso, converse com o líder de cada área e avaliem juntos as reais necessidades de cada um para que ninguém seja prejudicado.

Documente

Mesmo que sua empresa possua Políticas de Segurança, é necessário acompanhar os relatórios do dia a dia. Analise os sites mais acessados, veja se as restrições têm sido respeitadas e se notou diferença depois de introduzi-las.

Compare com relatórios de produtividade da equipe, faça experiências e pense em como otimizar da melhor forma possível a sua política de acesso a internet.

Esteja próximo aos seus colaboradores também, vendo a eficiência de cada um deles independente da internet.

Conclusão

O ideal é que, restringindo ou não, todos saibam as consequências que o mau uso da internet pode trazer, tanto para a organização como para a própria carreira profissional de cada um.

Você acha que agora está preparado para lidar melhor com o assunto? Deixe o seu comentário contando o que achou do artigo!

Publicado originalmente em http://www.starti.com.br/blog/bloquear-sites-em-sua-empresa-8-pontos-para-considerar/


Fonte: Artigos Administradores / Bloquear sites em sua empresa: 8 pontos para considerar

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