Brasil: ainda o país do alto índice de perdas no varejo

Brasil: ainda o país do alto índice de perdas no varejo

Prevenção eficaz é aquela realizada periodicamente, e não a que ocorre de forma situacional. Deve ser contínua porque funciona como uma dieta, em que a atenção é constante para que as rotinas disciplinadas possibilitem o resultado desejado, em todas as operações do varejo. Por esse motivo, esta frente de trabalho atua como um órgão de governança.

Prevenção eficaz é aquela realizada periodicamente, e não a que ocorre de forma situacional. Deve ser continua porque funciona como uma dieta, em que a atenção é constante para que as rotinas disciplinadas possibilitem o resultado desejado, em todas as operações do varejo. Por esse motivo, esta frente de trabalho atua como um órgão de governança.

Quando se faz no sentido de “apagar um incêndio” ocorre o relaxamento, causando um prejuízo em maior escala. Infelizmente, esse comportamento é facilmente identificado em gestões amadoras, que ainda se questionam o porquê de não conseguirem o resultado esperado.

Há também empresas que ainda realizam muitas formas de mensuração incorretas (metodologia, entendimento ou qualidade) feitas por sentimento, onde é possível identificar a total falta de profissionalização. Ou, adotam procedimentos que julgam ser eficientes, mas vale lembrar que somente uma auditoria especializada poderá qualificados. Essas, atribuíram números insatisfatórios, gerados ao longo de 2015, a atual crise.

O que comprova este cenário é a 15ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) em parceria com o Programa de Administração do Varejo (Provar), divulgada ano passado. O estudo aponta que as perdas associadas a roubos, furtos e problemas operacionais foram de 2,89% do faturamento líquido das empresas varejistas do Brasil em 2014. O ano de 2015 marcou o maior índice desde 2002, quando o estudo começou a ser desenvolvido. Em 2013, já havia atingido o ápice de 2,31%.

Mesmo com a profissionalização dos últimos anos, a maior parte do varejo ainda não despertou para a importância de uma área estratégica de prevenção de perdas e encara a implantação de rotinas, controles no negócio e capacitação como custo e não investimento. Se todo o processo de gestão de perdas for realizado corretamente, uma perda de 3%, por exemplo, cairia para 2% aumentando o lucro para 1%. Com essa margem, é possível seguir investindo, gerar empregos, oferecer preços competitivos e fazer a economia girar.

A boa notícia, porém, é que o varejo brasileiro possui todas as condições para alcançar patamares de índices do exterior, que são de 1,4 %, transformando a prevenção de perdas na base da estratégia do negócio. A adoção desta prática pode ser aplicada em empresas de diferentes tamanhos e segmentos.

Em questão de tecnologia, o segmento tem praticamente tudo o que existe a disposição, mas já pode esperar por novidades como é o caso das soluções de vídeo analytics. Com regras bem definidas, reduzem o impacto decorrente de riscos causados por erros humanos, além de aumentarem a probabilidade de acerto nas decisões.

A novidade é capaz de fazer a contagem dos itens passados pelo operador via processamento de imagem. Um de seus diferenciais é a contagem cruzada com o que foi efetivamente registrado, fazendo com que o sistema possa gerar alertas em tempo real no caso de inconformidades. Caso o operador de caixa passe um produto, mas não o registra, um sinal é emitido. O sistema também foi desenvolvido para identificar a remoção da etiqueta magnética pelo operador. Se o produto não for registrado, há também a emissão de alerta.

Uma tecnologia que no curto e médio prazo também será impactante nas estratégias de prevenção de perdas é a solução de revenue assurance, um sistema que trabalha com dados de gestão da empresa. De acordo com as regras de negócio estabelecidas, consegue monitorar e antecipar perdas no estoque, financeiras e produtividade. Através de um dashboard, é possível ter todos os principais indicadores do negócio e as análises de perdas incorridas, recuperadas e as que poderão acontecer.


Fonte: Artigos Administradores / Brasil: ainda o país do alto índice de perdas no varejo

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