Brasil é líder latino-americano em economia colaborativa

Brasil é líder latino-americano em economia colaborativa

O país aparece em primeiro lugar em estudo sobre Economia Colaborativa na América Latina com 32% das atividades no setor, à frente da Argentina e México, que ocupam o segundo lugar, empatados com 13%.

O estudo sobre Economia Colaborativa na América Latina, elaborado pela escola de negócios IE Business School em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Ministério da Economia e Competitividade espanhol, coloca o Brasil como líder da região em iniciativas relacionadas ao setor. O país desponta em primeiro lugar no ranking, responsável por 32% das atividades, bem à frente da Argentina e México, que ocupam o segundo lugar, empatados com 13%. Na sequência aparece Peru (11%), Colômbia (9%) e Chile (8%).

Em meio às dificuldades econômicas, aumento do índice de desemprego e desigualdades cada vez mais gritantes, estas iniciativas – ainda que jovens – surgem com potencial para auxiliar na resolução de problemas sociais, econômicos e ambientais na América Latina. Facilitados pelas plataformas digitais, os projetos promovem o acesso a novos serviços e produtos e equalizam a distribuição de riqueza, além de disseminar valores como intercâmbio (de ideias, experiências, produtos ou serviços) e colaboração.

Em toda a América Latina, umas das maiores e mais eficientes manifestações da Economia Colaborativa é a relacionada a aluguel (de espaço, transporte, local de trabalho, conhecimento, etc). No Brasil, os setores que se destacam em economia colaborativa são: transportes (24%), mercado de compras/intercâmbio (21%), férias/estadias (18%), educação/formação e cultura (18%).

O ecossistema perfeito para o desenvolvimento da economia colaborativa

O que faz com que o Brasil se destaque com relação a outros países da América Latina? O país tem alguns fatores cruciais para que estas iniciativas se desenvolvam mais em seu território, como a questão do idioma e tamanho do mercado, que fazem com que seus projetos fiquem protegidos do resto do entorno. Ao mesmo tempo, é receptivo à chegada de iniciativas internacionais, o que facilita o conhecimento do negócio e aumenta a confiança do usuário.

Os fundadores citaram como empecilhos para o melhor desenvolvimento dos seus empreendimentos o pouco conhecimento e difusão do seu modelo de negócio, falta de confiança com relação ao compartilhamento de bens e serviços e acesso a financiamento (ou seja, como tornar essas ideias lucrativas).

A economia colaborativa não veio para brigar com a economia tradicional. Pelo contrário, com a regulamentação adequada e supervisão adaptada elas podem se complementar perfeitamente. O usuário é quem sai ganhando já que essas iniciativas estimulam a concorrência, ampliam a oferta e propõem alternativas inovadoras ao consumidor.

Artigo publicado originalmente em interualla.co


Fonte: Artigos Administradores / Brasil é líder latino-americano em economia colaborativa

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