Campanhas inovadoras e reais necessidades

Campanhas inovadoras e reais necessidades

Como as empresas percebem as necessidades para criarem ações efetivas em tempos de crise

Vemos neste final de 2015 um cenário diferente dos últimos anos, ao menos comercialmente e profissionalmente, notamos uma necessidade ainda maior de inovar e adentrar em novas práticas para ser facilmente diferenciado do mercado, como profissional e como empresa.

Em pouco tempo surgiram novas estratégias, tendências e dezenas de novos termos para utilizarmos em marketing e sempre focando o resultado, levando as empresas ao sucesso. E isso sem falar da nossa realização profissional.

Esse movimento pela busca de novas maneiras de interagir com o mercado é essencial em momentos de crise global, mas quero evidenciar nesse artigo a importância de levar as estratégias e táticas de marketing um pouco mais a sério, ou pelo menos, com práticas mais simples e diretas para atingir, de forma mais efetiva, sem gastos desnecessários, o objetivo.

Não é o meu intuito fazer referência a uma estratégia especifica e crucificar outra, mas meu objetivo é evidenciar a simplicidade do caminho para o real objetivo que as empresas se propõem a atingir.

Tenho notado um “desespero” generalizado de várias empresas para atingir objetivos, que por não estarem totalmente alinhados e com a coesão necessária, mudam-se as estratégias sem nem ao menos realizarem a constatação se realmente é necessário ou cabível visando o objetivo.

Empresas estão direcionando suas estratégias e táticas na tentativa de alcançarem mais visibilidade e rentabilidade, sem nem ao menos notar que ao fazer isso, estão atraindo outros públicos que não trazem benefícios reais para os objetivos.

Sejam quais forem os objetivos que a sua instituição almeja e qual tipo de gestão seja praticada, é muito importante o alinhamento perfeito entre todos os colaboradores para alcançá-lo sem desperdiçar energia, mão de obra e investimento.

Neste mês de agosto, presenciei a aprovação dos diretores de uma grande empresa que oferta uma plataforma de e-commerce para PME ficarem extasiados com gamification, em que o micro empreendedor (público alvo) é premiado por algumas atividades culturais e essas premiações o fariam usufruir de ambientes pagos dessa empresa que oferta a plataforma.

A ideia é, de certa forma, inovadora e atraente, mas faremos algumas reflexões…

Imagine o seguinte persona: Microempreendedor no Brasil em 2015 faz frente a uma crise global que atingiu taxas de desempregos alarmantes, com milhares de lojas vazias no Brasil em épocas sazonais como dia das mães. De 25 à 40 anos e recentemente abriu uma loja virtual com o investimento total de R$5.000,00. Seu currículo indica que esta cursando pós-graduação no período noturno ao custo de R$720,00 e infelizmente, ainda não conseguiu o retorno desejado ou o retorno necessário para manter a loja.

Será que esse microempreendedor tem o tempo necessário de responder perguntas diárias em troca de alguns prêmios enquanto sua loja está com dificuldade para vender?

Uma estratégia mais rápida e duradoura não seria as práticas mais conceituadas, executadas de forma mais coesa do que sair da rota, simplesmente por tentar uma diferenciação com pouco alinhamento?

Sendo um colaborador de uma empresa que oferta plataforma de e-commerce, sei que eu só teria lucro quando meus clientes obtivessem lucro. A minha tarefa seria (assim como em qualquer negócio) ajudar o meu cliente a conseguir o que ele precisa, da melhor forma que eu puder.

Dentro de algumas organizações, as vezes nos vemos obrigados a mirar longe por que tiros longos são bem vistos. Ao mirar longe nós exibimos boa mira, destreza, habilidades pouco exibidas como criatividade, e isso é bom para o indivíduo, mas andar visando os reais objetivos da empresa deveria ser a maior preocupação dos indivíduos para a organização.

Buscar criatividade e outras habilidades são necessárias para todos os profissionais, porém o proposto é buscar a evolução dessas qualidades tendo em vista os objetivos da instituição em que o profissional está inserido. Do contrário não haverá recompensas para o profissional e nenhum ganho para a instituição.

Nossa maior contribuição em momentos de crise é nos atermos ao que é importante para a manutenção do negócio, ao que traz e mantêm os clientes perto de você. É focar os esforços nos objetivos da instituição e sempre tendo em mente que se a ação não for direcionada ao cliente pode ser hora de retomar o rumo antes que a crise mude o rumo por você.


Fonte: Artigos Administradores / Campanhas inovadoras e reais necessidades

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