Candidatos mais preparados se destacam em meio à crise

Candidatos mais preparados se destacam em meio à crise

O presente artigo traz uma reflexão de como a crise contribui para que os melhores candidatos tenham destaque no mercado de trabalho

O mercado de mão-de-obra também considera a lei de “Oferta e Procura”. Se temos maior procura de um determinado candidato e falta dele no mercado o seu salário sobe. Se temos menor demanda de contratações para uma determinada profissão e abundancia de candidatos qualificados, o seu salário decresce.

Óbvio que muitas outras variáveis interferem na estrutura salarial de uma empresa: estatísticas, economia, governança corporativa, políticas, impacto que estas posições tem em sua estrutura organziacional, etc.

A crise que tem elevado as taxas de desemprego no país nos ultimos meses tem causado uma redução nas oportunidades internas das organziações, como por exemplo, unificação de diretorias, fechamento de filiais, acoplamento de funções, troca de profissionais de salário elevado por salários menores, investimento em sistemas para redução de folha de pagamento e downsizing (redução temporária ou permanente da força de trabalho).

A contratação de mais profissionais para o core business (negócio principal de uma empresa) ou para o BackOffice (Suas áreas de apoio) estão diretamente ligadas ao ritmo que o mercado dita, ou seja, quanto mais vendemos, mais industrializamos e mais pessoas precisamos em uma estrutura emrpesarial, por outro lado, quanto mais queda nas vendas, maior o estoque parado, menor a necessidade de industrialização e por fim, menor necessidade de pessoas dentro de uma empresa.  

CRISE ACENTUA CONCORRÊNCIA DE PROFISSIONAIS POR VAGA DISPONÍVEL

Na A.Dias, empresa que trabalha na distribuição e comercialização de produtos e serviços de refrigeração, utilizamos como fontes de recrutamento as ferramentas tradicionais de mercado: sites especializados (Infojobs, Catho, etc), redes sociais (Facebook, Linkedin, etc), postos do governo (Sine, Pat, Cat, etc), entrega espontânea de currículo, entre outras fontes. “Temos percebido um aumento significativo na candidatura de profissionais por vaga aberta. Para uma vaga de Assistente Financeiro por exemplo, recebemos mais de 1600 currículos em 2 semanas em apenas uma fonte de recrutamento, isso faz com que possamos ser mais criteriosos na escolha do candidatos uma vez que temos mais abundância nos perfis disponíveis”, afirma Rosileide de Jesus, que é Analista de Recursos Humanos.

“É natural que com o processo de downsizing, reestruturações, readequações e adaptações das empresas para acompanhar a crise e as movimentações do mercado, pessoas que antes eram qualificadas para determinadas funções e foram desligadas  nesta malha fina passam a compor o quadro de mão-de-obra disponível contribuindo para o efeito de ‘seleção natural’. Em outras palavras, não é o forte vencendo o mais fraco, mas o mais qualificado vencendo o menos qualificado inclusive submentendo-se a dowgrade em seus cargos e empurrando o público operacional para fora das oportundiades. Um exemplo disso é um supervisor de vendas de uma empresa pequena assumindo o cargo de vendedor em uma empresa grande. Um assistente administrativo com formação superior ocupando cargo de recepcionista. Um técnico de refrigeração em uma empresa pequena aceitando propostas de 1/2oficial em uma empresa maior e assim por diante”, completa Eduardo Alencar, Coordenador de Recursos Humanos da empresa.

Esta “bagunça” momentânea do mercado é subproduto de negligencias anteriores do governo (falta de planejamento, corrupção, etc), das escolas (que não preparam os profissionais para o mercado, possuem deficiência em recursos educacionais, etc), dos familiares (enquanto agência de apoio e formação da personalidade de um sujeito para viver em sociedade) e do próprio sujeito (suas escolhas, etc).

Uma pessoa de 25 anos que não tem o segundo grau hoje em dia, ou que não sabe mexer em um computador, embora pareça impossível, ainda é real e frequente nos processos seletivos, em especial de vagas operacionais. São estes exemplos de pessoas que estão sendo empurradas para fora das oportunidades disponíveis pela mesma pessoa de 25 anos que agora tem segundo grau, conhece os aplicativos do office nem que de forma básica e foi cortada em alguma outra empresa pela crise.

DICAS PARA DESTACAR-SE NESTE MOMENTO DE CRISE

– Atualize seu currículo de forma sucinta dando destaque a palavras chaves que possam aparecer nos filtros dos recrutadores.

– Faça cursos de atualização e reciclagem. Para quem não pode pagar, a FGV, o Sebrae, o Banco Bradesco entre outras instituições oferecem uma série de cursos on line gratuitos.

– Cadastre o seu currículo em diferentes base de dados, inclusive nas páginas de “Trabalhe Conosco” das empresas.

– Invista em network/relacionamento com pessoas do seu campo de trabalho.

– Tenha de alguma forma o mínimo do segundo grau completo e um curso superior. Se você não pode pagar, uma boa saída é recorrer aos programas de financiamento (Fies, Proune, Sem Terra e bolsas nas próprias instituições de ensino).

– No canal do Youtube há uma série de video aulas disponíveis. Veja as coisas e assuntos que você tem dúvidas (Como montar uma tabela dinâmica, como elaborar uma apresentação em Power Point, etc) e dedique um tempo a assistí-las. 

– Participe de grupos e fóruns de vagas.

 


Fonte: Artigos Administradores / Candidatos mais preparados se destacam em meio à crise

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