Carta aberta e um apelo aos Brasileiros e Pernambucanos.

Carta aberta e um apelo aos Brasileiros e Pernambucanos.

Como enfrentar os oligopolios estrangeiros e fortalecer e economia local,

 Carta aberta e um apelo aos Brasileiros e Pernambucanos.

Meu nome é Fabio Henriques, tenho 42 anos e há 23 anos tenho uma pequena empresa varejista de informática em Recife e há três, também diversifiquei e coloquei uma pizzaria. Ambos são empresas familiares, criadas do zero, com força e suor dos seus criadores e funcionários. Contra tudo e contra todos, temos lutado durante todos esses anos para termos um espaço no mercado Pernambucano. 
Não vou discutir aqui política, administração, leis, economia entre outros problemas atuais. Não quero promover esse debate. Ao mesmo tempo tenho que dizer que estamos vivendo um período bastante perigoso que explicarei adiante. No último ano, tivemos uma informação nos jornais do Brasil, que fecharam dezenove mil empresas ligadas a informática no Brasil. Aqui em Recife é notório a quantidade de lojas que fecharam esse ano e no último ano. O que venho apelar aqui é para consciência do povo Brasileiro e por morar aqui, para o Recifense. O apelo que faço é para pensarmos o porquê essas pequenas empresas fecharam e os grandes, apesar de terem diminuído momentaneamente seus faturamentos e lucros, irão se segurar e brevemente aglutinarão maior fatia de mercado, e desse modo regularão o que vamos consumir e como vamos consumir e por quanto iremos pagar por seus produtos. Para mim, pequeno empresário é fácil ver esse futuro breve. Mas hoje, na minha pequena loja tive essa conversa com uma cliente: 
Cliente – “… eu vi esse computador pelo mesmo preço no Carrefour e em vez de cinco vezes, eles dividem em 10 vezes sem juros”.
Eu – “Sra. Realmente eles dividem sem juros em 10 vezes, porém, a senhora já parou para pensar em quantas lojas iguais a minha foram dizimadas do mercado no último ano? Lembra-se das lojas, Infobox, Compex, B&K, etc. que tinham seus pontos nas ruas, shoppings? Hoje, praticamente estamos sozinhos aqui no meio desse bairro, lutando contra esses gigantes que tem um capital de fora com juros ridículos que desse modo conseguem repassar para os clientes aqui e que num futuro bem próximo ficarão sozinhos no mercado e assim, Sra., eles farão o mais clássico: venderão pelo preço que quiserem, quando quiserem, como quiserem e ainda darão o pior serviço pós-venda que são vistos desde sempre.”
Cliente – “Meu querido, você me tocou com suas palavras e minha ficha caiu. Vou comprar na sua loja mesmo que lá esteja mais barato ou divida mais. Sempre procuro comprar aqui e irei repensar sempre com sua lógica.”
Desde esse momento, tive a vontade de acordar todos meus amigos, familiares, clientes, desconhecidos para esse fato. Não o faço em causa própria somente, mas em causa dos pequenos comerciantes de todas as áreas que estão sendo afetadas por esses Oligopólios.
Não basta concorrer contra nossas leis que protegem os maiores, temos que abrir nossos olhos para o mal que pode e já está acometendo quando não temos menores lojas que consertam nossas máquinas, que tem pequenos produtos para oferecer, que tem atendentes felizes para resolver seus problemas. Ah, eles tem atendentes também, etc. Têm sim, mas cada vez menos e cada vez muito mais escravos do trabalho e, portanto, infelizes. Façam uma visita com esse olhar crítico. Infelizmente, estou constatando isso em tantos lugares, e essa contaminação e o fraco desempenho dos pequenos lugares estão fazendo que toda loja fique mais triste, menos esperançoso, mais desesperado. 
Espero tocar todos que leem esse artigo para refletir sobre tudo isso, assim como uma única cliente se tocou, hoje na minha loja. 
Por fim, não vou fazer propaganda da minha loja nem da pizzaria, para que seja um artigo sem esse propósito, mas assim como grandes varejistas (Carrefour, Extra,Walmart) no ramo de alimentação vejo o mesmo sendo concentrado por franquias estrangeiras, com todo seu poder de marketing (Mcdonalds, Subways,Pizza Hut, Dominos). Essas por exemplo, colocam um hambúrguer de três andares por R$6,50 e em menos de hum mês, consegue fechar uma hamburgueria da esquina que tinha seu ganha-pão há mais de três décadas. E quando não mais existir hamgurguerias da cidade? Você acha que eles manterão seus preços? Nem propaganda irão mais fazer por não precisarem mais e você pagará uma fortuna para comer um hambúrguer simples nessa mesma rede. 
Nesse momento que vemos tantas empresas gigantescas metidas em tantas falcatruas, rolos, propinas etc. Pare e repense seus conceitos de macro-economia. Esse apelo que faço não é bairrismo e sim econômico. Em outro momento podemos discutir mais sobre leis de incentivo. Mas o que cabe a nós, consumidores antes de escolher onde comprar, é refletir bastante se vale a pena fortalecer o mais forte e enfraquecer o mais fraco.
Se você, de algum modo parou para pensar e concordou comigo, favor compartilhar para o maior número de brasileiros. Faça essa pequena parte. E se quiser acrescentar novos exemplos, pois são milhares, favor deixar nos comentários. Obrigado, Fabio Henriques.


Fonte: Artigos Administradores / Carta aberta e um apelo aos Brasileiros e Pernambucanos.

Os comentários estão fechados.