Cinco razões para disseminar a educação empreendedora

Cinco razões para disseminar a educação empreendedora

A educação empreendedora é um caminho para ultrapassar as barreiras impostas para empreender

Empreender no nosso país não é nada fácil, pois, transformar o sonho em realidade, ou seja, transformar projetos em ações concretas é um caminho difícil de ser percorrido em função das barreiras que o empreendedor encontra ao longo da jornada. Barreiras burocráticas, financeiras, econômicas, enfim, uma série de obstáculos que muitas vezes desencorajam o empreendedor a tornar seu projeto em realidade.

Neste contexto disseminar uma educação empreendedora pode ser um caminho para ultrapassar as barreiras com mais conhecimento e competência. É importante que o empreendedor se qualifique e consiga enfrentar as dificuldades, não só com vontade, mas com a convicção de que seu conhecimento o ajudará a atingir seu objetivo.

Cinco razões são importantes para disseminar a educação empreendedora:

  1.  Criando uma cultura empreendedora – a cultura empreendedora representa a essência do empreendedorismo. De fundamental importância, a cultura empreendedora significa ter o perfil empreendedor, gestão empreendedora e também atitudes proativas em relação a empreender. Criar e ampliar esta cultura pode ser papel das universidades e entidades de classe que através de programas de desenvolvimento podem melhorar a capacidade criativa dos empreendedores estabelecendo assim, práticas que ao longo do tempo se transformarão em cultura. Criar estruturas adequadas e reunir essas práticas em arranjos locais pode significar cooperação, integração e inovação fortalecendo de maneira conjunta a cultura e diminuindo as incertezas nas oportunidades de negócio. Planejamento e estratégias são alicerces da cultura empreendedora para suplantar dificuldades e fortalecer os negócios. Essa cultura empreendedora deve estar enraizada nos indivíduos que almejam serem empreendedores. Cada vez mais sociedade e empresas de todos os tamanhos percebem a importância e a necessidade da cultura empreendedora. Ações isoladas de empreendedorismo, não se constituem em cultura empreendedora, porém, a integração dessas práticas vão ao longo do tempo formando a cultura empreendedora.
  2. Autorrealização – a busca da autorrealização pode ser evidenciada por “fazer o que gosta”. Relacionada com estima, autonomia, independência e autocontrole a busca da autorrealização é caracterizada por um espírito de aceitação e realidade. Embora o empreendedor necessite de um comportamento exterior espontâneo ao mesmo tempo centrado em regras e expectativas, muitas vezes ser “não convencional” é necessário para que a criatividade possa fluir com simplicidade e naturalidade. Obviamente a autorrealização é difícil de ser ensinada em bancos escolares ou algo parecido, porém, técnicas que facilitem o entendimento das características necessárias para a busca da autorrealização podem, sim, tornar experiências simples em aprendizado e inspiração. O indivíduo produz muito mais e melhor quando “faz o que gosta”. Maslow em sua pirâmide hierárquica de necessidades coloca a autorrealização no topo dessa pirâmide porque ela significa desenvolvimento pessoal e conquistas. Aumentar o próprio nível de desenvolvimento e ter comprometimento pessoal aproxima da autorrealização.

  3. Desenvolvimento social e crescimento econômico – equilibrar a economia com o desenvolvimento social é uma das grandes questões e desafios do século XXI. Por isso o empreendedor deve ser orientado a buscar este equilíbrio. O crescimento econômico anda de mãos dadas com o desenvolvimento social. Mesmo com conflitos e incertezas no empreender, a sustentabilidade econômica e social depende da superação das desigualdades de renda. Empreendimentos que buscam se fortalecer nos mercados não devem relegar no segundo plano as questões sociais. O empreendedor que consegue este equilíbrio possui um diferencial importante para seu negócio.

  4. Desemprego – fechamento de postos de trabalho em decorrência de dificuldades econômicas no país é sempre uma grande ameaça. Mesmo com pequenas melhoras em anos do início desta década um ano apenas, 2015, foi suficiente para aumentar os índices de desemprego, consumindo assim, os pequenos ganhos. Todos os setores normalmente são afetados pelos impactos de crise. Caso isso ocorra, muitos atores envolvidos tomarão iniciativas e se comprometerão com o desencadeamento de novos negócios. Por isso, neste contexto, ter seu próprio negócio é uma alternativa interessante para auxiliar no desenvolvimento social e econômico de onde o empreendedor estiver inserido.

  5. O estudo das oportunidades – no contexto macro empreendedor existem inúmeras oportunidades de negócio. O adequado estudo dessas oportunidades é fundamental para passar do sonho à realidade. Cursos de gestão estratégica, gestão financeira devem ser buscados pelo empreendedor para fortalecer suas decisões. Políticas, procedimentos, normas, infraestrutura, localização podem facilitar ou inibir o empreendedorismo, por isso conhecer o contexto em que se está inserido, ou que pretende se inserir, não pode ser negligenciado pelo empreendedor. A curiosidade do empreendedor deve estar em evidência. Problemas coletivos podem se transformar em grandes oportunidades de negócios, porém deve-se tomar o cuidado de analisar a necessidade que existe por trás desses problemas. Pessoas não satisfeitas com as ofertas sejam de produtos ou serviços, existentes no mercado normalmente geram oportunidades de novos negócios.

Por essas cinco razões, mesmo que o empreendedor tenha a vocação natural para empreender a educação, a busca de conhecimento e qualificação certamente fará a diferença neste mercado tão competitivo. Assim, ter criatividade, assumir riscos, ter planejamento e monitoramento sistemático do mercado cria condições favoráveis para práticas que possam fortalecer o comportamento empreendedor e desta forma a cultura empreendedora.


Fonte: Artigos Administradores / Cinco razões para disseminar a educação empreendedora

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