Como as mulheres lidam com as finanças?

Como as mulheres lidam com as finanças?

Segundo estudo, 72% das mulheres preferem ter mais qualidade de vida a dinheiro e 77% têm dificuldade para entender investimentos

Entender o comportamento de consumo das pessoas sempre desperta a curiosidade. Ainda mais se o público é de mulheres. Quem nunca quis entender o que leva o público feminino a comprar dezenas de pares de sapatos? Claro, o assunto virou tema de pesquisa do Blog Finanças Femininas em parceria com o Opinion Box, plataforma pioneira de pesquisa digital.

O levantamento feito por meio de questionário pela internet foi respondido por 991 mulheres. 59% das respondentes mencionaram ser casadas, 51% não têm filhos, 24% têm 1 filho, 17% têm 2 e 8% têm 3 ou mais.

Como primeira pergunta relacionada ao tema, as entrevistadas foram questionadas sobre endividamento. 48% afirmaram não ter dívidas atualmente, enquanto 13% mencionaram ter dívidas há menos de três meses, 9% têm dívidas há menos de seis meses, 8% têm dívidas há menos de um ano e 20% têm dívidas há mais de um ano. Além disso, apenas 28% das participantes da pesquisa nunca estiveram endividadas. Das demais, 19% afirmaram já ter contraído dívidas e tê-las quitado em três meses ou menos, 18% quitaram em seis meses, 20% efetuaram pagamento em um prazo de 1 a 3 anos e 14% pagaram suas pendências somente após 3 anos. Em decorrência do endividamento, 38% admitiram já ter ficado com o nome com alguma restrição em algum momento, mas conseguiram limpá-lo. 19% das respondentes mencionaram ainda estar com o nome “sujo” e 42% disseram nunca ter tido problemas do gênero.

As mulheres também foram questionadas sobre o costume de fazer algum tipo de controle financeiro. Surpreendentemente, 40% afirmaram anotar todos os gastos; 27% admitiram não fazer nenhum tipo de controle; 24% disseram abastecer uma planilha de gastos; 19% controlam apenas via extrato e 7% contaram fazer controle por meio de aplicativos.

Outro dado curioso levantado no estudo é que 60% das respondentes disseram não ter medo do recebimento da fatura do cartão de crédito por ter ciência do quanto foi gasto no período; 20% disseram não ter cartão de crédito e outros 20% admitiram que o recebimento da fatura é sempre motivo de surpresa. Ainda, 48% mencionaram conseguir poupar algum dinheiro de vez em quando, mas sem regularidade; 36% disseram que o orçamento é apertado e nunca sobra nada no final do mês e 15% afirmaram que estão organizadas para guardar uma certa quantia todo mês.

Quando recebem uma quantia de forma inesperada, 7% responderam que costumam gastar tudo. 47% mencionaram gastar um pouco e guardar o restante; 36% disseram aproveitar o adicional para pagar dívidas e apenas 8% guardam tudo. Fato semelhante ocorre com relação ao salário: 37% não conseguem poupar; 23% poupam, mas não têm um valor fixo; 20% poupam menos de 10% do valor recebido; 13% poupam entre 10% e 20% do salário e apenas 5% reservam mais de 20% do salário.

Entre aquelas que conseguem fazer algum tipo de economia, 19% têm como objetivo principal a aquisição da casa própria; 16% estão preocupadas em ter uma reserva para situação de emergência; 10% querem fazer uma viagem; 8% querem comprar um carro; 3% pensam no futuro dos filhos e em ter uma aposentadoria tranquila, 2% querem morar sozinhas ou organizar a festa de casamento e 4% poupam para outros fins.

Em muitas situações, a dificuldade de poupar está relacionada com os custos da casa, já que 33% das entrevistadas afirmaram arcar com pelo menos metade das despesas; 21%, de fato, pagam metade das contas; 13% são responsáveis pela maioria das contas; 17% afirmaram serem solteiras ou divorciadas e, por isso, arcam com todas as despesas; 1% mencionou que o parceiro não contribui de forma nenhuma e elas pagam todas as contas e 14% afirmaram não pagar nada, uma vez que o cônjuge é responsável por todo o orçamento doméstico.

As mulheres também procuram se envolver na organização do orçamento doméstico: 42% disseram dividir a tarefa com o parceiro; 15% mencionaram que apesar de serem casadas são elas que organizam tudo; 22% organizam tudo, uma vez que são solteiras ou divorciadas; 10% afirmaram que ninguém organiza isso em casa e outros 10% disseram que o cônjuge fica com a tarefa.

É interessante notar que 37% das entrevistadas afirmaram manter conversas periódicas com o parceiro a respeito das finanças sem stress sobre o assunto. Para 13% delas, no entanto, falar sobre dinheiro é sempre motivo de brigas e gera transtorno e 7% das mulheres disseram que procuram discutir o tema o mínimo possível e até o evitam. 2% não falam sobre finanças em casa e 40% mencionaram não ter cônjuge.

As participantes da pesquisa se mostraram bastante conscientes, no entanto, quando foram convidadas a fazer uma auto avaliação: 53% das respondentes se consideram consumistas; 44% disseram ter um planejamento financeiro, mas acham muito difícil de seguir; 25% disseram ter planos e sonhos muito bem definidos para saber o que querem realizar e 30% não fazem nenhum tipo de plano.

Ao falar sobre investimentos, 73% mencionaram ter ou ter tido algum dinheiro em caderneta de poupança; 19% disseram nunca ter feito nenhum tipo de investimento; 11% apostaram em previdência e em imóveis; 19% apostam em títulos de capitalização; 6% investem em CDBs; 3% preferem os fundos de investimentos e ações; 2% foram para LCIs ou LCAs e 0,5% apostam em operações via homebroker ou câmbio. O mais interessante, no entanto, é que 77% das entrevistadas disseram sentir dificuldade para entender os diversos tipos de investimentos.

Elas também foram convidadas a apontar os gastos que dão mais prazer a cada uma delas. Na liderança, com 26% das indicações, figuram os itens compras e viagens, de maneira geral. Outras 19% mencionaram lazer, como cinema, jantares, etc. Já 18% apontaram gastos com a casa e a família. Neste item estão contempladas refeições familiares, objetos de decoração, etc. 5% disseram ficar felizes com os gastos com planos futuros, como cursos, intercâmbio, negócio próprio, etc. 3% com presentes e 1% com outros temas e 0,5% com doações.

Quando questionadas sobre o que gostariam de ganhar mais, 74% afirmaram que optariam por dinheiro e 25% escolheriam ter mais tempo. 72% gostariam de ter mais qualidade de vida contra 28% que optariam por mais dinheiro.

Por fim, a pesquisa pediu às entrevistadas para que mencionassem o que é “ter sucesso” para cada uma. 58% classificaram como sucesso conseguir equilibrar carreira e família; 19% entendem que é ser reconhecida e ter realização profissional; 10% acham que é ter um cargo alto com um bom salário. Já para 9% das mulheres sucesso é poder ajudar os outros e, para 3% das entrevistadas, são outras realizações.

“A pesquisa é relevante pois mostra como as mulheres estão a cada dia mais empoderadas financeiramente. São responsáveis pelas contas da casa, conseguem aos poucos juntar um patrimônio e querem aprender a investir”, finaliza Carolina Ruhman Sandler, criadora do Blog Finanças Femininas.


Fonte: Notícias Administradores / Como as mulheres lidam com as finanças?

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