Como desenvolver a autoeficácia?

Como desenvolver a autoeficácia?

Foi o psicólogo Albert Bandura, criador da Teoria Cognitiva Social (TSC), que nos apresentou as bases para o desenvolvimento dessa atitude. Segundo o autor haveria quatros chaves especificas para o seu desenvolvimento

A autoeficácia em psicologia é a convicção de uma pessoa ser capaz de resolver um problema, atingir uma meta ou objetivo específico. Conceito bastante usado na psicoterapia, na orientação profissional e desenvolvimento de pessoas, é possível desenvolvê-lo.

Foi o psicólogo Albert Bandura, criador da Teoria Cognitiva Social (TSC), que nos apresentou as bases para o desenvolvimento dessa atitude. Segundo o autor haveria quatros chaves especificas para o seu desenvolvimento.

Antes de mais nada, para desenvolver a autoeficácia, precisamos refletir sobre o pressuposto fundamental da sua teoria, de que nós somos seres intencionais, capazes de autorregular nossas próprias ações e agenciar-se no processo de aprendizagem de novos comportamentos.

Isso quer dizer que podemos gerenciar nossos comportamentos de maneira consciente e com isso ir em busca de experiências que favoreçam a consecução dos nossos objetivos pessoais e profisisonais. Dessa ideia básica, Bandura (1997) apresenta quatro pilares para o desenvolvimento ou modificação de crenças pessoais sobre si mesmo, que ajudam a desenvolver a autoeficácia.

1. Experiência de êxito: está relacionada aquelas atividades que você faz com sucesso, obtendo feedbacks positivos e com isso aumentando sua crença em si mesmo, melhorando sua autoeficácia. No início da minha carreira, quando fui estagiário, eu sempre tive mais êxito quando realizava atividades na área de treinamento e pouco êxito em departamento pessoal. Com isso fui criando uma crença positiva sobre mim mesmo e atualmente trabalho como professsor universitário.

2. Aprendizagem Vicária: se dá quando temos mentores que podemos usá-los como modelos inspiracionais. Está comprovado, principalmente no desenvolvimento infantil, que a observação de modelos positivos pode incentivar uma pessoa a se tornar melhor numa atividade que precisa desempenhar, aumentando também a sensação de autoeficácia.

3. Persuasão Verbal: uma maneira muito simples e eficiente de desenvolver a crença de autoeficácia é receber incentivos de pessoas significativas. Você já se deparou com a seguinte reclamação: “Eu te dei um feedback e você nem me escutou, beltrano falou a mesma coisa, e você acatou e mudou”. Inconscientemente ou silenciosamente ela vai pensar: “Neste assunto você não é uma pessoa significativa pra mim”.

4. Indicadores fisiológicos: são as experiências e sensações corporarias que nós sentimos quando realizamos alguma tarefa. Esse indicador é muito importante e está conectado com a ideia de êxito. Assim, uma pessoa pode sentir um “frio na barriga” ao falar em público, sentindo medo e a partir disso se sentir incapaz de fazer uma palestra, o que pode diminuir sua crença na sua autoeficácia. No entanto, pode sentir uma energia e uma sensação de “desafio” ao ter que convencer alguém, o que aumenta sua crença na eficácia de persuadir. Se auto-observar em situações diferentes pode permitir a ampliação ou reconstrução de crenças sobre si mesmo.

Portanto, nesse jogo dinâmico de aprendizagem e trocas de influências constantes entre as pessoas, o ambiente e nosso mundo psicológico, passamos a preferir determinadas atividades e rejeitar outras, o que potencializa nossas escolhas, aumentando a crença na nossa autoeficácia. Sabemos que nem sempre podemos fazer o que gostamos, o que nos tornaria ainda mais eficaz, mas podemos calibrar nossos talentos ao desenvolvimento de outros.

Mas aquela máxima de que os “olhos brilham” diante de um desafio é um indicador fisiológico importante para você seguir em frente. Boa sorte!

Referências

Bandura, Albert (1997) Self-efficacy: the exercise of control. New York. W.H. Freeman and Company


Fonte: Artigos Administradores / Como desenvolver a autoeficácia?

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