Como o desemprego influencia no mercado de crédito

Como o desemprego influencia no mercado de crédito

Variáveis econômicas, entre elas a empregabilidade, interferem na oferta de crédito no país

Com um cenário econômico nada positivo nos últimos meses, a preocupação com a empregabilidade tem aumentado entre os brasileiros. O temor de perder a colocação profissional, no entanto, já se transformou em realidade para milhares de trabalhadores nas principais regiões metropolitanas do País. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador estão entre elas e apresentam índices nada animadores.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o subiu para 8,3 % em agosto, o maior da série histórica que começou a ser medido em 2012. E as demissões atingiram primeiramente a indústria, seguida pela construção civil, o comércio e, agora, o setor de serviços. Ainda de acordo com um estudo divulgado pelo Conselho Federal de Economia, foram eliminados, no Brasil, 390 mil empregos com carteira assinada somente no primeiro semestre de 2015. Além disso, a pesquisa também alertou para a possibilidade desta marca chegar a um milhão de empregos perdidos até o fim deste ano.

Com o fantasma do desemprego, aliado ao fraco desempenho da atividade econômica, além da inflação em alta e juros elevados, o crédito já está mais escasso. “Com a taxa de desocupação aumentando, bem como o poder de compra do brasileiro em queda, aliado ao custo de vida elevado, o crédito também fica mais restritivo. Além disso, somado ao fato da redução da renda pelo desemprego, temos o custo do dinheiro que está maior em função do novo patamar da Taxa Selic e da iminência de um acréscimo da inadimplência”, explica a superintendente financeira da Sorocred, Mary Helen Souto.

Crédito com freio puxado

Em momentos de retração, é natural que os agentes financeiros reduzam a oferta de crédito. Sem a economia girar, não há emprego e, como consequência direta disso, o trabalhador fica sem ter como consumir e/ou pagar suas dívidas. “Em um ambiente de oscilação da ocupação, como o vivenciado atualmente no Brasil, é preciso melhorar a produtividade do trabalhador com investimentos em capacitação e inovação. O aumento da produtividade sustenta a manutenção dos ganhos salariais e, quanto maior a taxa de empregabilidade, melhor e mais saudável será a oferta de crédito”, avalia Mary.


Fonte: Notícias Administradores / Como o desemprego influencia no mercado de crédito

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