Como priorizar riscos

Como priorizar riscos

Você conhece a matriz GUT? É uma técnica de fácil aplicação e muito útil para a priorização de riscos, mas ainda pouco utilizada

 Vivemos a era da revolução do conhecimento, em que as plataformas tecnológicas favorecem a captação, filtro, análise e aplicação das mais diversas informações. Dessa forma, as inovações, sobretudo as radicais, capazes inclusive de reinventar o ambiente no qual as organizações estão inseridas, são cada vez mais frequentes, tornando imperiosa a necessidade das organizações assumirem riscos para não sucumbirem às mudanças. Os setores produtivos que atuam sob demandas singulares, tais como as empresas de desenvolvimento de software, agências de publicidade e construtoras, além dos tomadores de decisão em geral, como coordenadores de atividades e prestadores de serviço, por exemplo, precisam identificar e definir os impactos dos riscos que permeiam os seus projetos.

É nesse momento que você, caro leitor, me pergunta como fazer isso. Pois bem, é importante considerar que independentemente da técnica adotada, há duas vertentes a considerar, as quais podem ser utilizadas de forma separada ou conjunta, que são os métodos qualitativos e os quantitativos.

O primeiro tem como ponto desfavorável a subjetividade, a qual carrega um viés capaz de super ou sub dimensionar um risco inadvertidamente. Por outro lado, carrega a vantagem de incluir conhecimentos tácitos, tais como a visão holística e a intuição profissional, popularmente denominada de feeling. O quantitativo, por sua vez, proporciona critérios explícitos e ponderados, tornando a identificação e mensuração dos riscos definida objetivamente. Contudo, pode omitir variáveis importantes na análise. Visando minimizar suas limitações e potencializar suas virtudes, sugere-se a utilização simultânea dos dois métodos.

Para nortear os navegantes nessas águas turvas da identificação e estabelecimento dos impactos dos riscos, será apresentada uma técnica já existente mas pouco aplicada no mundo corporativo, sobretudo nas organizações de estrutura mais informal, a matriz GUT. 

O que é: É uma ferramenta de suporte na priorização de resolução dos riscos. O papel da matriz é auxiliar na classificação dos riscos que você julga relevante para a sua organização pela perspectiva da gravidade (o quanto pode impactar), da urgência (de resolução dele) e pela tendência (dele piorar com rapidez ou de forma lenta).

Por quê usar: Com uma matriz GUT, você pode decidir quais riscos serão resolvidos prioritariamente, quais esforços despenderá e, inclusive, quais não vale a pena considerar. 

Como funciona: Para cada categoria, Gravidade, Urgência e Tendência, você estabelece uma escala de 1 a 5, no qual 5 significa Muito Alto, 4 (Alto), 3 (Médio), 2 (Baixo) e 1 (Muito Baixo). Preenchidas as três categorias, multiplica-se o resultado de cada uma. Por exemplo, se um risco tem gravidade 5, urgência 3 e tendência 4, o seu resultado final será 60 (5x3x4). Munido dos resultados, estará definido um ranking com os maiores riscos. A parte qualitativa entra justamente na interpretação do tomador de decisão ao qualificar um risco com gravidade nível 5 ou 1, por exemplo, o qual pode incluir nessa qualificação aspectos intangíveis. 

Num contexto no qual a única a constante é a mudança, o gerenciamento de riscos é uma questão de sobrevivência. Como disse o guru da gestão da qualidade, Edwards Deming, “Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia”.


Fonte: Artigos Administradores / Como priorizar riscos

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