Compartilhamento em tempos de cólera

Compartilhamento em tempos de cólera

Pode parecer utópico, mas na era do relacionamento, esconder conhecimentos e não trocar informações com os públicos estratégicos é um dos maiores erros das empresas

Em tempos de cólera, nos quais muitos encaram conhecimento como moeda de troca, quem são os seres ousados que compartilham o que aprendem, de forma gratuita e espontânea?

Algumas organizações precisam, de forma urgente, entender que antes de falar sobre produtos, precisam falar com e sobre pessoas. O que atrai mais um leitor antes de adquirir um curso ou participar de um evento? Um anúncio cheio de números ou uma explicação clara e convidativa sobre o tema?

O poder do storytelling, a força da experiência e da geração de valor são as estratégias comunicativas que trazem o cliente para o centro, tornando-o protagonista e a grande estrela. É por e para ele que as marcas se comunicam, produzindo e compartilhando sentidos.

Subir em uma torre de marfim e acreditar que ali o conhecimento permanecerá intocável e seguro é uma postura triste. Com as novas mídias, cada vez mais voltadas para gestão do conhecimento, ficar de braços fechados para esconder o que se traz dentro do “coração da marca” ou tampar os ouvidos para as demandas do consumidor/cliente são posturas inadequadas.

Empresas que produzem um conteúdo próprio (owned media) que contribui para o cotidiano dos usuários geram muito mais engajamento e tem um retorno de marketing muito maior do que aquelas que simplesmente falam de produto, produto, produto ou investem em anúncios (paid media). Para produtos, temos catálogos, newsletter e etc. Redes são espaços de relacionamento, troca e empoderamento coletivo. E é nessas redes que comentários e o buzz marketing, chamado popularmente de “marketing boca a boca” fazem toda a diferença .

O conteúdo produzido pelos advogados da marca e influenciadores digitais, chamado “earned media” tem um valor imenso em termos de reputação na web.

 Na sociedade de informação, o valor do conteúdo não é em si: ele é medido pelo grau de capilaridade que a mensagem terá em redes de influenciadores digitais. Há diversas ferramentas para investigação e obtenção de informações, mas, a imagem da empresa fica melhor percebida quando essa postura transparente parte de dentro.

Sua empresa está pronta para compartilhar? Ou ainda esconde o pescoço embaixo da terra se questionada e foge dos holofotes como um morcego da luz? 


Fonte: Artigos Administradores / Compartilhamento em tempos de cólera

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