Comunicação Interna: o conteúdo é rei

Comunicação Interna: o conteúdo é rei

O conteúdo é rei. Mas podemos dizer que se ele não retrata os funcionários, sua majestade se torna enfraquecida. Os colaboradores prestam muito mais atenção e dão valor ao conteúdo que reflete genuinamente o trabalho deles

Em um evento em que estive na semana passada sobre Comunicação Interna muito se falou sobre mais importante do que as tendências de ferramentas e canais ou qual a bola da vez, é fundamental produzir com excelência aquele que continua reinando absoluto: o conteúdo. Sim, mais significativo do que os games, as redes sociais corporativas ou outras soluções de comunicação é o conteúdo relevante que deve ser divulgado por elas.

E como definir o que é relevante? É aquela intersecção entre o que a empresa quer dizer com o que o funcionário quer ouvir. E é aí que está o maior desafio da área, das lideranças, dos CEOs… 

Desafio porque, na prática, as empresas almejam pouco ou nada colocarem seus colaboradores como protagonistas e ouvir o que eles têm a dizer. E, por outro lado, o clima, o engajamento e os resultados melhoram muito quando o empregado se vê representado na comunicação.

Não está se falando aqui em ouvir o que o funcionário faz além das portas da empresa, o time do coração ou alguma curiosidade sobre ele (comunicação que também tem o seu valor, pois humaniza e aproxima os colaboradores entre si e entre eles e a empresa), está se falando de colocar o funcionário como porta-voz do projeto que lidera, dar a oportunidade a ele de explicar como se dão certos processos, de traduzir os conteúdos mais complexos referentes aos negócios.

Entretanto, algumas companhias aceitaram tal desafio e, cada vez mais, vem aplicando no dia a dia formas de humanizar a comunicação, de dizer o que a empresa quer, sem deixar de lado o que o funcionário tem a dizer, ampliando o senso de pertencimento, o orgulho de vestir a camisa e a participação.

Um exemplo disso é o Comitê Rio 2016. Os ouvintes da BandNews, como eu, que escutam os boletins BandNews Pra Toda Obra puderam ouvir no programa da última terça uma declaração emocionante de um funcionário responsável pelas obras do Metrô do Rio que, certamente, deve fazer a empresa se orgulhar de investir em Comunicação Interna. Com a voz embargada, o colaborador disse que ter sido convidado para uma entrevista da revista interna foi um dos momentos mais importantes da vida dele.

Faltaram-lhe palavras para descrever o prestígio e emoção que ele sentiu em ser entrevistado, em poder levar para casa a revista que explica o trabalho que ele faz, a importância da atuação dele para que o Metrô melhore a vida das pessoas, o orgulho de mostrar aos filhos sua importância que é tão grande que foi narrada na revista da empresa.

O conteúdo é rei. Mas podemos dizer que se ele não retrata os funcionários, sua majestade se torna enfraquecida. Os colaboradores prestam muito mais atenção e dão valor ao conteúdo que reflete genuinamente o trabalho deles.

Enfim, o papel da Comunicação Interna não é entregar a revista interna ou manter a intranet e a tv corporativa atualizadas, esses são apenas os meios. O objetivo mudou, é função da área facilitar a função estratégica das lideranças; implementar ações que façam a gestão e a retenção do conhecimento, hoje em dia muito centrado nas pessoas; facilitar o diálogo; traduzir conteúdos complexos.

E você, consumiria a comunicação que produz? Pense nisso em seu próximo job.


Fonte: Artigos Administradores / Comunicação Interna: o conteúdo é rei

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