Corrida pelo ouro: o lado econômico x ambiental

Corrida pelo ouro: o lado econômico x ambiental

As operações policiais podem acontecer quantas vezes forem possíveis, e mesmo assim só não voltarão os que forem presos, pois pepitas de ouro com vários quilos e, ainda mais em tempos de crise, desperta até os sentidos pré históricos do homem

No final de 2015 a cidade de Pontes e Larcerda-MT foi palco de uma corrida pelo ouro. Descobriu-se enormes pepitas, de até 43 Kg, segundo algumas notícias, o que rapidamente causou uma invasão de aventureiros na cidade. O local foi noticiado como a “Nova Serra Pelada”, no entanto, o principal problema é que o ouro fica um Área de Preservação Permanente. Desde então a polícia já fez algumas operações no local, apreendendo e incendiando equipamentos, contudo, os garimpeiros sempre voltam.

As operações policiais podem acontecer quantas vezes forem possíveis, e mesmo assim só não voltarão os que forem presos, pois pepitas de ouro com vários quilos e, ainda mais em tempos de crise, desperta até os sentidos pré históricos do homem.

Mas porque então não organizar e legalizar o garimpo? Porque está em uma Área de Preservação Ambiental! Mas quantas e quantas áreas são degradadas por muito menos e nunca se faz nada?

Sempre é possível agradar ambos os lados desde que as coisas sejam feitas de maneira organizada e com bom planejamento. A natureza se regenera quando respeitado seu tempo. Exemplificarei: Na década de 1990 havia uma estrada que cortava o Parque Nacional do Iguaçu, mas depois de muita discussão a estrada foi fechada em 2001. Na foto de 2013, do Blog Naturalmente Ambiental (http://naturalmente-ambiental.blogspot.com.br), é possível ver o antigo traçado da estrada, já em fase de regeneração.

No garimpo de Pontes e Lacerda-MT falta organização para que todos saiam ganhando: tanto o povo quanto o Estado, sem causar grandes danos a natureza. Primeiro deveriam ser mapeadas as áreas com ouro, a fim de evitar devastações desnecessárias. As áreas deveriam ter o acesso controlado, entrando apenas para garimpeiros licenciados, que deveriam pagar tributos sobre o ouro garimpado. Como o Quinto, cobrado pela Coroa portuguesa nos primeiros anos do Brasil. Este tributo poderia aquecer os cofre públicos ao mesmo tempo em que uma parte disto poderia ser investida em planos de recuperação da área.

Simples! Falta gestão e abrir aos olhos ao fanatismo ambiental. Conservacionismo sim, preservacionismo não!

Esclarecendo, preservar é manter tudo intacto. No caso de uma floresta até mesmo a entrada para observação é vista como ruim. Conservar é manter os recursos ao mesmo tempo que os utiliza de maneira racional. Por exemplo, retirando madeira, desde que respeite a capacidade de regeneração da mata. No caso do ouro, não utilizando mercúrio, o problema seria a devastação de trechos da mata. A fauna estaria abrigada em trechos de mata adjacente, e poderiam retornar após o reflorestamento das áreas devastadas.


Fonte: Artigos Administradores / Corrida pelo ouro: o lado econômico x ambiental

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