Crenças: eu sou, eu posso e eu mereço

Crenças: eu sou, eu posso e eu mereço

Que tipo de pensamentos e crenças norteiam seus comportamentos?

  Percebo, em meio aos meus atendimentos como coach e ao longo das minhas experiências, o quanto relação entre crenças (pensamentos) e comportamentos são determinantes no sucesso de um indivíduo. Quando digo sucesso me refiro além de ganhos financeiros, incluo, portanto, relacionamentos construtivos, boa imagem de si, autoestima fortalecida, motivação para o crescimento contínuo, visão positiva do mundo, senso de merecimento, entre outros aspectos. Deparo-me, com frequência, com pessoas extremamente talentosas mas que, na essência dos seus pensamentos, embora não percebam conscientemente em um primeiro momento, não acreditam em si mesmos e veem a vida com desdém.

 Nossos pensamentos e crenças influenciam nossos sentimentos, comportamentos e hábitos, como reflexos, nossos resultados na vida. Entretanto, cabe ressaltar que certos tipos de crenças podem surgir em determinados contextos ou situações de forma automática. Por exemplo, tive uma cliente de coaching que se mostrava muito segura de si em seu ambiente de trabalho e com ótimos resultados de desempenho. Porém, após fazer um exercício que lhe permitia se deparar e listar seus próprios sonhos, somado a outras sessões, veio a tona uma de suas crenças sabotadoras: “Leandro Zavam, quando penso em meus sonhos não consigo enxergar que sou capaz em realizá-los ou até mesmo merecê-los”. Em uma outra ocasião com um outro cliente escutei: “não importa o que eu faça, nunca terei sucesso” e “nunca seria feliz!”

  Não tenho a pretensão de tratar o tema com superficialidade e categorizar toda e qualquer crença passível apenas de uma abordagem coaching. Pelo contrário, há casos dos quais as crenças estão tão arraigada que torna-se necessário a intervenção conjunta de um psicólogo ou, em determinados casos, a substituição do processo de coaching por uma terapia.

   Outro aspecto inerente às crenças é que elas atuam como filtros de percepção. “A forma como as pessoas se sentem emocionalmente e a forma como se comportam estão associadas a como elas interpretam e pensam a respeito da situação”, reforça a eminente pesquisadora Judith S. Beck.

  Para o Coach e escritor Paulo Vieira, “as crenças que você tem sobre si mesmo vão determinar desde o seu valor próprio até a sua autoimagem e todos os seus resultados e comportamentos”. Ainda, para ele, podemos dividir em 3 grupos de crenças que se complementam:

  •  Crença de identidade: refere-se ao ser (eu sou);
  •  Crença de capacidade: refere-se ao fazer (eu posso ou eu sou capaz);
  •  Crença de merecimento: refere-se ao merecer (eu mereço).

   Esses aspectos, segundo Paulo, vão determinar o quanto à pessoa se valoriza, o quanto acredita que pode aprender a fazer (ou fazer algo), também, o quanto acredita que merece ser recompensada, elogiada ou merecer dada conquista. Sobre uma outra perspectiva, tais aspectos poderão evitar (ou amenizar) alguns sofrimentos.

“Se pudermos reorientar nossos pensamentos e emoções e reorganizar nosso comportamento, então poderemos não só aprender a lidar com o sofrimento mais facilmente, mas, sobretudo e em primeiro lugar, evitar que muito dele surja”

(Dalai Lama)

  Assim sendo, cabe salientar que na ausência de qualquer alteração deliberada de sua parte no que tange à suas crenças, você continuará a fazer, pensar, dizer e sentir quase as mesmas coisas indefinidamente e de forma automática. A psicóloga, especialista em neurociência aplicada e master coach Márcia Belmiro, em uma de suas mentorias do qual tive o prazer de participar relata 5 técnicas práticas para amenizar crenças sabotadoras e identificar distorções de percepção. São elas:

  1. Identificando pensamentos automáticos distorcidos;
  2. Exame de evidências e da qualidade das evidências;
  3. Indução de humor e pensamentos alternativos;
  4. Escala de esquemas emocionais de Leahy;
  5. Reformulação da história.

  Em especial, no que tange a primeira técnica (I) e de modo a permitir que o leitor reflita sobre suas próprias crenças, sejam elas positivas ou sabotadoras, convido-lhe para fazer o seguinte desafio que aprendi com a Márcia Belmiro. Márcia tem sido minha mentora na minha jornada como coach. Preparado? Segue de forma resumida:

Praticando

-Tome o pensamento negativo “X” e o escreva no topo da página, após pegar um papel. Ex: “sou incompetente!”

-Divida a folha com uma linha bem no meio separando a mesma em 2 colunas: esquerda e direita;

-Na coluna da esquerda liste todas as evidências que confirmam o seu pensamento “X”. Ex: “não consigo fazer nada direito!”

-Já na coluna da direita todas as evidências que contradizem esse mesmo pensamento. Ex: “na verdade, quando me concentro e me dedico costumo me sair muito bem!”

-Olhando para as duas colunas de forma a compará-los, tanto as evidências contra e quanto as evidências a favor, qual a proporção? 50/50? 60/40? 40/60? Agora que fez a racionalização, se subtrair os custos dos benefícios, qual resultado?

– Somado ao item acima, qual pensamento alternativo “Y” mais positivo você poderia ter que substituiria o “X”? Este pensamento está mais lógico?

– Comparando os “ganhos e perdas” de se manter o pensamento “X” ou “Y”, quais as conclusões que você chega? Qual vai contribuir para se aproximar dos seus objetivos e sonhos?

-Por fim, em quais situações vai se colocar em desafio (praticar) para fortalecer e consolidar a crença “Y”? Complemente com autossugestão.

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Fonte: Artigos Administradores / Crenças: eu sou, eu posso e eu mereço

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